Sábado , 19 de Outubro DE 2013

Primeiras Impressões: Hachi

 

A ideia que fiquei ao terminar de ler Hachi é de um manga que tem potencial, mas que teve um primeiro capítulo fraquíssimo, até começou bem, gostei da ideia de ele ter como poder especial um grande olfato e na página colorida dupla ele aparecer com uma coleira e no fundo aparecer uma casa para cão com o seu nome, nesse momento o manga já me tinha conquistado, era só preciso apresentar um primeiro capítulo razoável, infelizmente o mangaka não o fez.

 

A partir dessas páginas coloridas o manga é um amontoar de clichés, além da clara referência a Bokke-san (anterior manga do autor), praticamente parece que o autor passou toda a ideia do anterior manga para este, mudando apenas alguns pormenores (sendo que nem posso dizer que foram para melhor), vale lembrar que o Bokke-san foi cancelado em menos de 20 capítulos. Tudo no manga é cliché e muitas das vezes parece que o autor nem se dá ao trabalho de esconder, ou até mesmo de pensar em fazer diferente. O melhor exemplo é a amiga dele ter sido logo a escolhida para ser atacada, logo depois da primeira discussão da dupla.

 

O que mais me irrita no manga, é que se o autor decidisse fazer um manga num Universo fictício melhoraria a qualidade do manga 1000%, com aquele protagonista e com os monstros que tenderão a aparecer na história não faz sentido ter como pano de fundo a escola. Na verdade isso é uma das minhas principais críticas aos actuais mangas da Jump, parece que a criatividade terminou e hoje em dia praticamente tudo se passa numa cidade, nos dias de hoje e isso para um manga shounen é algo bem desnecessário e que raramente funciona, só pensar em Bleach ou Yu Yu Hakusho, que só se tornaram populares quando abandonaram a ideia de protagonista na escola.

 

O melhor: Tem potencial e entre tanta coisa má achei Hachi o melhor deste ano (a par de Hime-Doll);

 

O pior: Clichés e mais clichés. A ideia que tudo funcionaria melhor se tivesse um Universo próprio.

 

Comentário Final: O manga tem potencial, mas por agora vou deixar em standby, à espera para saber se o manga consegue ou não sobreviver na Jump, se conseguir pode ser que volte a ler o manga, nem que seja para ver se o potencial se confirmou.

publicado por Dark-Fenix às 19:30
Segunda-feira , 14 de Outubro DE 2013

Primeiras Impressões: Scissors

 

Manga do mesmo autor de Yakitate Japan, por isso e por ser lançado pela AIUEO scans decidi ler o manga. É sobre cabeleireiros, com o protagonista tendo como sonho se tornar no maior cabeleireiro do Japão apenas para jogar o título no lixo, isto devido a problemas com os pais, a mãe abandonou o pai (barbeiro) para se tornar cabeleireira e deixou a ele e à irmã sem o essencial apoio materno, esta é a premissa do manga e também o primeiro erro. Trama cliché e sem grande atrativo para o leitor, que faz com que a primeira impressão que fico ao ler o manga é que Scissors não tem nada mais a oferecer do que outros 5000 mangas que por aí andam.

 

O meu sentimento por Yakitate Japan é misto, adoro a primeira metade, odeio a segunda, considerando uma das piores coisas que já li na vida, mas independentemente do que acho do manga, uma coisa ninguém lhe tira, o enorme carisma dos personagens. E isso é algo que Scissors não tem de todo e nem é uma questão de jurar odio olhando apenas o primeiro capítulo e comparando com um manga completo, porque em apenas um capítulo Yakitate Japan conquistou-me, já Scissors pareceu sempre um manga genérico. Acredito que seja mais um daqueles casos em o autor é melhor a trabalhar com personagens infantis e sonhos shounen do que com personagens que necessitam de uma maior maturidade.

 

O melhor: O tema, no meio de algo genérico abordar um tema pouco usado em mangas pode fazer a diferença.

 

O pior: Tudo o resto.

 

Comentário final: Irei continuar a ler, mas esperarei a AIUEO terminar de lançar e depois logo leio tudo de uma vez, parece-me ser um manga melhor lido dessa maneira.

publicado por Dark-Fenix às 18:31
Quinta-feira , 26 de Setembro DE 2013

Primeiras Impressões: Birdmen

 

Achei interessante a autora dividir o que seria o primeiro capítulo em dois capítulos separados, não que mude muita coisa, de qualquer maneira decidi ler os dois antes de fazer o post sobre as primeiras impressões do manga, até porque na primeira metade, só tinham sido apresentados 2 dos 5 personagens principais e pouco, ou mesmo nada, havia a comentar.

 

A autora, Yellow Tanabe (Kekkaishi), sabe que não se tem de preocupar com a possibilidade de cancelamento e isso vê-se claramente no manga, um ritmo lento e sem qualquer pressa de apresentar já todos os elementos do manga, podendo trabalhar tudo a seu tempo. Isso é bom a longo prazo, mas para tirar conclusões olhando apenas o primeiro capítulo é uma completa chatice porque praticamente não há mesmo nada para comentar.

 

Foi um bom capítulo, apresentou por alto os personagens, as suas personalidades e o que os uniu para começar a contar a história de Birdmen. No que toca á apresentação dos personagens a divisão dos capítulos também foi interessante, porque não ficou maçante e dessa forma deu para apresentar bem e com tempo os quatro personagens. Os personagens em si são bem clichés, o inteligente mas mal-humorado, o extremamente forte melhor amigo, o bonitão e a personagem feminina cheia de alegria. E por fim o desastre de autocarro, onde rapidamente aparece o Birdmen e começando toda a história.

 

Kekkaishi não me convenceu pelo primeiro, nem pelo primeiro volume, e sinceramente nem sei explicar porque gostei tanto do manga, porque de modo geral Kekkaishi é o básico do básico em tudo, personagens, arte, roteiro e mesmo assim é um manga do qual gostei, mesmo sem saber o porquê de se destacar de tantos outros mangas iguais. Por isso que irei continuar a ler Birdmen, porque por mais que o meu lado critico diga que é um manga igual a tantos outros, o meu lado fã gosta do trabalho da autora e apostaria que Birdmen será parecido com kekkashi, no que diz respeito a carisma.

 

O melhor: A autora ter carta-branca e tudo o que isso implica.

 

O pior: De modo geral, igual a Kekkaishi, parece que Birdmen será o mais do mesmo.

 

Comentário Final: Sem dúvida irei ler e espero que me agrade tanto, ou ainda mais que Kekkaishi.

publicado por Dark-Fenix às 13:59
Sexta-feira , 20 de Setembro DE 2013

Primeiras Impressões: Kuro Kuroku

 

Kuro Kuroku ao longo do primeiro capítulo fez-me lembrar vários mangas, desde Bleach a Oumagadoki Zoo, mas a comparação que se destaca para começar a explicar o que achei do manga é World Trigger. Kuroku não é um mau manga, no sentido de um Smoky BB ou de um Mutou Black mas também não é nada demais, é o típico mais do mesmo, igualzinho a World Trigger (apesar de que ligeiramente pior em todos os sentidos excepto a arte) e exactamente por isso haviam apenas dois caminhos possíveis para o manga, ou ser um grande fracasso, não conquistando nenhum público ou um sucesso do mesmo nível de World Trigger, pelo toc desta semana já deu para ver qual Kuro Kuroku se tornou.

 

A página colorida dupla fez-me lembrar por alto de Bleach, principalmente a personagem feminina, mas também tirando isso só mesmo superficialmente por causa do tema yokais, mas aí entrariam um monte de outros mangas com esse tema, incluindo o próprio Hachi que estreou depois. E para fechar logo a questão das comparações, a protagonista fez-me lembrar bastante de Oumagadoki Zoo, onde a também protagonista anda à procura de trabalho e do nada consegue um trabalho num Zoo especial, começando a partir daí o manga, o mesmo se passa em Kuroku, só que me vez de ser um Zoo é em Tama, uma área cheia de Yokais. Na verdade não é só a protagonista que faz lembrar Oumagadoki Zoo, de uma forma geral Kuro Kuroku é bem parecido com Oumagadoki, com a diferença que de maneira alguma tem o carisma de Oumagadoki Zoo.

 

O autor de Kuroku é mais um mangaka que opta por fazer o básico e seguir as regras no capítulo piloto, a minha grande dúvida é se o manga irá conseguir ser mais do que isso, ou seja conseguir ser mais do que um manga genérico. Porque neste primeiro capítulo fiquei com a ideia de que dificilmente mudará ao longo do manga, não que isso seja realmente um problema para o manga no factor popularidade, mas sem dúvida o é no factor qualidade. Na verdade mais uma comparação, Kuroku tem o mesmo problema de Shokugeki no Souma no que diz respeito a arte, sem dúvida é uma boa arte, mas é totalmente genérica.

 

Kuro Kuroku não é um mau manga, mas é genérico a todos os níveis. E isso viu-se na maneira comos os japoneses receberam o manga, apesar de que já houve mangas bem piores a estrear na Jump que conseguiram classificações melhores. De qualquer maneira Kuro Kuroku precisava de um milagre para sobreviver, logo agora é uma questão de tempo até ser cancelado, juntando-se assim a Soul Catchers.

 

O melhor: A arte e o facto de não ser mau de todo.

 

O pior: Ser genérico, incluindo a arte.

 

Comentário Final: Por mim fico por aqui, mas caso gostem de mangas como World Trigger ou Takamagahara pode ser um manga que lhes agrade. Mais uma estreia e mais um cancelamento por parte da Jump este ano.

publicado por Dark-Fenix às 15:51
Quinta-feira , 19 de Setembro DE 2013

Primeiras Impressões: Mutou Black

 

Uma coisa ninguém tira a Mutou Black, o facto de ter sido um mangas mais rapidamente cancelados pela Jump, principalmente nos últimos 2-3 anos. E sejamos sinceros foi cancelado mais que justamente, que manga cliché, e nem é um cliché que se aguente é exactamente aquele insuportável. O protagonista que é espadachim, mas não usa espada, co-protagonista com problemas de infância que se junta a ele depois de uma demonstração cliché contra um vilão sem carisma, um exagero na tentativa de passar a mensagem, “não lutem crianças, tudo pode ser resolvido na paz”, e tudo o que envolve esse pensamento.

 

A ideia que fiquei ao ler o primeiro capítulo é que o autor se esqueceu qual o público-alvo e qual o mercado de hoje em dia, para começar hoje em dia o anti-herói está na moda, ao contrário do herói, principalmente esse tipo irritante de herói. E apesar do público-alvo da Jump não ser adolescente nível colegial/secundário, também não tem como público-alvo a pré-primária. O público-alvo de Mutou Black são claramente as crianças, de no máximo 10 anos, e para isso existem revistas de mangas especializadas, Coro Coro, Saikyuu Jump, entre outras. Aí podia ser que Mutou Black funcionasse, na Jump nunca.

 

O Melhor: A página dupla onde o protagonista vence o vilão.

 

O Pior: Tudo o resto.

 

Comentário Final: Sem muito o que comentar, não irei continuar a ler, foi cancelado e confesso que nem li algumas das falas mais longas do manga.

publicado por Dark-Fenix às 13:55
Sábado , 14 de Setembro DE 2013

Primeiras Impressões: Arslan Senki

 

É engraçado que agora à procura para ver quem era o roteirista do manga é que acabei vendo que muito provavelmente o manga não é apenas vendido como da Arakawa, mas sim uma versão dela própria sobre o roteiro original deTanaka Hiromu, criador da novel do mesmo nome que saiu no ano de 1986. Sempre pode ser que esteja errado, ou que por mais pequena que seja, o Tanaka tenha influência no roteiro, mas até onde cheguei na minha rápida pesquisa é que esta versão é totalmente da Arakawa, baseando-se na obra original, o que pode ou não fazer uma grande diferença, mas sempre é melhor ter liberdade.

 

O que me chama a atenção antes de mais é que não é a primeira vez que a autora trabalha em dois mangas diferentes ao mesmo tempo, enquanto publicava Full Metal Alchemist também trabalhou em Juushin Enbu, mas no anterior caso a autora tinha claramente uma prioridade. Actualmente a resposta fácil seria dizer que Gin no Saji é a prioridade, até pelo sucesso que tem sido no Japão, mas ao contrário de Juushin Enbu, Arslan Senki é um manga que a principio será relativamente longo, pelo menos a anterior adaptação da novel para manga rendeu 13 volumes. Logo a resposta se calhar não é assim tão óbvia, até porque Gin no Saji em si também não é propriamente um manga para ser muito longo, principalmente nas mãos de uma autora como a Arakawa. Resumindo, pode ser que apenas esteja a questionar coisas que não valem a pena ser questionadas neste momento, mas pessoalmente estou curioso para saber para onde a carreira da autora irá crescer, isto porque acho que um manga de agricultura é pouco para ela, independentemente da sua qualidade. Sinceramente também não achei este Arslan Senki digno de sucessor de Full Metal Alchemist, mas muito mais parecido com Juushin Enbu, resta esperar para que lado da balança irá cair Arslan Senki

 

Arslan Senki não me cativou, mas também como disse no post de Hime-Dol, muitas vezes os capítulos pilotos tendem a ser inferiores ao real valor do produto simplesmente porque o autor tem de apresentar a história e acaba por seguir as regras bases para o fazer da melhor e acaba não sobressaindo o seu valor. E espero que seja exactamente isso que aconteceu com Arslan Senki, apresentando o que tem de apresentar neste capítulo e a partir do segundo seguir a história que realmente quer apresentar, tanto que Arslan Senki seguiu também uma ideia bastante utilizada em mangas, de o capítulo piloto ter um time-skip no final do capítulo, algo que na maioria dos casos funciona.

 

Com o time-skip virão mudanças e espero que para melhor, principalmente no que retrata o protagonista, dificilmente essa personalidade flor de estufa irá funcionar no resto do manga, outra coisa que autora tem (ou pelos menos deveria) mudar no protagonista é o cabelo, por causa da arte da autora ele já é demasiado parecido com o protagonista de Full Metal Alchemist, logo o mínimo a fazer é mudar o cabelo do personagem, a não ser claro que a autora queira que Arslan Senki venda somente às custas de Full Metal Alchemist, em vez de fazer nome por si próprio.

 

 

A Arakawa tem um problema com a arte, não a arte em si entenda-se, até porque no meu ver o principal ela tem, não ter uma arte padrão. O problema da arte são os personagens e as transições entre os vários mangas da autora, se em alguns mangakas isso não é um problema, no caso do próprio Adachi isso quase virou charme dos seus mangas, para outros, como a Arakawa, vejo como algo negativo, para os leitores, mas sobretudo para a própria autora. Isto porque, os fãs sempre irão ficar com a imagem do Edward Elric ao olhar para o protagonista de Arslan Senki e com isso não se livrarão das inevitáveis comparações, que só prejudicam o novo trabalho da autora e claro que isso ainda prejudica mais a autora que, a principio, deverá se querer afastar do fantasma de Full Metal Alchemist, mas que não só terá as habituais comparações por ser o seu novo trabalho, mas como também terá estampado o protagonista de Full Metal Alchemist no seu novo trabalho, relembrando-a o tempo todo do seu grande sucesso. Também de referir que isso se aplica principalmente, para não dizer na totalidade, aos protagonistas, já os secundários não fazem muita diferença, como se pode ver em Gin no Saji, onde o problema não é tão acentuado, se é que há.

 

Para concluir, Arslan Senki teve um bom primeiro capítulo, mas muito preso aos padrões ideais pra criar um bom primeiro capítulo, a partir do segundo capítulo já se terá uma ideia melhor do rumo que o manga seguirá e também da sua qualidade geral. O grande problema do manga é inevitavelmente a arte da autora que lembra muito Full Metal Alchemist, o que ainda se torna algo mais agravante quando se pensa que o próprio background da história também não destoa muito do grande sucesso da autora. Também espero que o manga seja curto, mas sobre isso também poderei mudar de ideias conforme o desenrolar da história.

 

O melhor: Ser da Arakawa, o que me deixa menos preocupado em relação à qualidade da história, ser um battle shounen, o que pode dar azo a um novo Full Metal Alchemist, algo que Gin no Saji nunca poderia ser.

 

O Pior: Um primeiro capítulo que segue as regras, o character design da autora, a personalidade do protagonista, alguns clichés e a possibilidade de Arslan Senki vir a ser o novo Juushin Enbu.

 

Comentário Final: Sem surpresas irei continuar a ler o manga, mesmo que não me tenha animado tanto quando gostaria, sem dúvida tem potencial para poder se tornar num excelente manga e sendo da Arakawa, no mínimo valo o beneficio da dúvida.

 

PS: Agora revendo o texto é que acabei vendo que escrevi bastante, mas ao mesmo tempo comentei muito pouco sobre a história em si, de qualquer maneira tendo em conta que irei continuar a ler logo irei comentando mais detalhadamente no espaço Opinião Semanal.

publicado por Dark-Fenix às 14:11
Quinta-feira , 12 de Setembro DE 2013

Primeiras Impressões: Himedol!!

 

Vencedor da Golden Future Cup de 2012, nessa altura ainda com o nome de Afterschool Idol, agora sendo serializado na Jump, felizmente não foi preciso esperar tanto quanto Hungry Joker. Sobre a mudança de nome não tenho muito o que dizer, não mudou para pior nem para melhor, apenas mudou, na verdade praticamente todas as mudanças do one shot para o primeiro capítulo seguiram bastante essa ideia, apenas mudaram, para pior ou melhor depende da perspectiva, mas principalmente da boa vontade de ver um manga praticamente igual a Nisekoi.

 

O background mudou, enquanto no one shot os personagens estavam numa escola normal, nesta versão é uma escola bem ao estilo de Shokugeki no Souma, só que em vez de ser apenas comida, tem vários departamentos, incluindo Idol’s e Estética, os dois principais. Por um lado uma escola gigante como essa faz mais sentido para a história do que propriamente numa escola pública, mas por outro lado muitas vezes menos é mais e trabalhar como algo de menor plano torna mais fácil conseguir criar algo bem feito, principalmente quando duvido que o manga trabalhe vários personagens ao mesmo tempo.

 

A arte do manga é boa, mas infelizmente é aquela arte padrão de mangas shounen, dito isso é muito provável que o autor de Hime-Dol tenha se influenciado no traço do Yasuhiro Kano (autor de Harisugawa, Pretty Face e Mx0), já que o protagonista e a personagem de cabelos pretos que aparece no final são iguaizinhos aos habituais personagens nos mangas do Kano. Não entendam como crítica, desde que não chegue ao ponto de ser plágio, acho bastante interessante ver um mangaka ter a sua arte influenciada por outro, mas claro apenas no começo de carreira.

 

Ao contrário de Smoky BB, Hime-dol tem um primeiro capítulo que basicamente segue todas as regras clichés que se pede num primeiro capítulo, mesmo se não tivesse lido o one shot já saberia exactamente como tudo se iria desenvolver na história. Claro que seguir os clichés não é a melhor solução, mas sempre é melhor do que tentar fugir dos clichés, como Smoky BB, e no final acabar caindo no dobro dos clichés que teria se tivesse seguido as regras. Resumindo, o primeiro capítulo de Hime-Dol foi 100% cliché, mas pelo menos a partir do segundo capítulo já poderá seguir a história como o mangaka quer, porque apesar de tudo fez tudo como mandam as regras e apresentou o que tinha a apresentar. Já Smoky BB fugiu do que deveria fazer e assinou a sua sentença de morte no primeiro capítulo.

 

De modo geral gostei das alterações feitas do one shot para a versão serializada, porque um dos maiores defeitos de Afterschool Idol era ser um bom one shot, mas que dificilmente daria para funcionar como série, estas mudanças abrem mais possibilidades para um futuro mais longo para o manga. O único defeito são as enormes parecenças entre Hime-Dol e Nisekoi, a começar por tanto um como o outro nunca deveriam ter sido mais do que um one shot, principalmente Nisekoi, além disso mantiveram a essência do one shot, mesmo mudando bastante entre as duas versões e também os dois adicionaram uma nova personagem para criar um triângulo amoroso, havendo também uma história de amor na juventude.

 

Hime-Dol não esteve mal, sem contar com Jaco até ao momento considero a melhor estreia deste ano na Shonen Jump (não que isso seja um grande feito), mas o primeiro capítulo é 100% cliché e tem muitas parecenças com Nisekoi, algo que lhe pode custar caro, ainda para mais agora que Nisekoi irá ganhar anime. Fora que se conseguir-se manter estável na Jump mais tarde ou mais cedo se irá tornar igual a Nisekoi, enrolando e sem sair do sítio, pelo menos o objectivo em Hime-dol é mais geral do que em Nisekoi, logo não terá tanta pressão nesse aspecto.

 

O Melhor: A maioria das mudanças efectuadas, um manga que aparenta não querer ser mais do que é e não se apoiar em fanservice para ganhar público (até nisto é parecido com Nisekoi).

 

O Pior: Parecenças com Nisekoi, destacando o triângulo amoroso e a falta de rumo típico de comédias românticas.

 

Nota final: Irei continuar a ler, mas ao primeiro sinal que a coisa não saía do lugar deixarei em pausa, para quem sabe um dia voltar a ler, ou não.

publicado por Dark-Fenix às 19:56
Quarta-feira , 11 de Setembro DE 2013

Primeiras Impressões: Smoky B.B.

 

A ideia do manga é boa, principalmente porque um dos maiores, se não mesmo o maior, defeito dos mangas de desporto é a ideia de que já sabemos como tudo se irá desenrolar, principalmente quando se trata de um manga de desporto escolar, desde o primeiro jogo até á final, não muito espaço de manobra. Logo, envolver algo a mais numa obra de desporto pode ser uma excelente solução, mas como tudo na vida, pode funcionar ou falhar e tendo em conta apenas o primeiro capítulo do manga, falhou redondamente. Resumindo, seguir as regras pode ser uma boa solução quando não se tem capacidade para fugir dos clichés.

 

Os problemas do manga são muitos e de todas as maneiras e feitios, desde o protagonista aos coadjuvantes, passando pela própria arte e pela estrutura do primeiro capítulo. Começando pela estrutura do capítulo, foi dado pouco destaque no desporto em si, o que dificilmente é bom sinal num manga de desporto, fora que esse pouco destaque mostra um manga fantasioso. Mas o pouco destaque dado ao desporto não quer dizer necessariamente que tenha destacado a parte do dinheiro, porque também isso foi feito muito superficialmente e de forma cliché.

 

Na verdade praticamente tudo no manga é cliché, é só olhar para os mafiosos estereotipados, a protagonista feminina que passaria bem por personagem de outros 500 mangas diferentes, o personagem secundário que não se sabe bem a que veio, mas que tem a cara de protagonista padrão de mangas shounen. E o verdadeiro protagonista vem com cara de anti-herói (algo bastante na moda hoje em dia, principalmente nas séries americanas), mas ser um anti-herói por si só não chega, precisa também se ser interessante e carismático, mais do que fosse apenas o habitual herói, algo que este não é, logo volto a bater na mesma tecla não vale a pena tentar inovar quando não se consegue ser algo mais que cliché.

 

Pode ser também má vontade, mas achei a arte bem inferior ao anterior trabalho dos autores, Ikkyuu, também cancelado sem dó nem piedade há uns anos atrás, na verdade, apesar de no final já achar Ikkyuu bem chato de ler, Ikkyuu é bem melhor do Smokyy B.B, em tudo. Resumindo é um primeiro capítulo que meio que vai contra qualquer regra básica de criar uma primeira impressão, não mostra a que veio (só se terá uma ideia de como o manga irá funcionar no segundo capítulo), personagens padrão, praticamente nenhum foco no desporto e só me deixou impressões negativas.

 

O Melhor: A ideia base e ser um manga de basebol.

 

O Pior: Tudo o resto, incluindo a execução da ideia e a falta de basebol.

 

Nota Final: Não irei ler mais nenhum capítulo, até porque já foi cancelado.

publicado por Dark-Fenix às 21:08
Sábado , 19 de Maio DE 2012

Primeiras Impressões: PSI

 

Apesar de ter dito que ia fazer o post a verdade é que não há muito o que dizer, o manga à primeira vista parece muito melhor do que Inumarudashi, Pakki ou qualquer outro gag manga infantil publicado nos últimos anos na Jump, mas a verdade é que também parece estar longe de ser o típico gag manga da Jump de outro tempos, Jaguar, Sexy Commando, Jungle no Ouja Taa-chan ou Bobobooo, entre outros bons do género.

 

Basicamente é aquela mesma impressão que tive ao ver a raw de alguns dos one shot publicados, um rapaz com super poderes que a todo o momento pensa o que poderia acabar fazendo com eles, provavelmente que quando os decidi usar será para dar lições de moral, já que o publico do manga são as crianças. O manga faz-me lembrar do manga Gichi Gichi-kun, manga que sei lá porque está na minha lista de mangas lidos.

 

Provavelmente o manga nunca será traduzido, deverá substituir Inumarudashi quando este ser concluído e vai ser mais um gag manga da Jump que estará lá apenas para tapar buraco e para a Jump dizer que tem.

publicado por Dark-Fenix às 18:33
Segunda-feira , 07 de Maio DE 2012

Primeiras Impressões: Koisome Momiji

 

Antes de tudo para quem andou à procura da raw e só encontrou as raws da Jump incompleta, podem fazer o download aqui. Créditos ao Leorando Raphael que postou na comunidade Orkut, Shonen Jump - Table of Contents.

 

Ver uma raw é sempre complicado, já que aprecia-se a arte e mais ou menos tenta-se adivinhar o rumo da história, mas sem saber o que está escrito, que na maioria dos mangas é o que realmente importa. Mas Koisome tem um ponto forte, apenas olhando as imagens dá para se saber 90% do que está a acontecer, isso se também deve ao facto dos personagens serem extremamente clichés, a sério no mínimo há 100 protagonistas iguais e com a mesma personalidade que o de Koisome.

 

Não sei fazer resumos, então acabei contando a história toda, para quem prefere ser surpreendido não leia o resto desse paragrafo: A história em si é simples, um rapaz está a passear, quando vê uma garota extremamente bonita, ele decidi tirar uma foto sem que ela perceba, mas na altura do flash ela se vira e saí essa imagem que abre o post. Com vergonha do que aconteceu acaba fugindo e vai almoçar com os seus amigos, contando-lhes o que aconteceu, ao qual eles o encorajam a ir encontrar novamente a garota e para reaver a máquina fotográfica. Encontra-a, conversa com ela, super envergonhado, depois não percebi exactamente o que aconteceu, mas acabaram seguindo caminhos diferentes, altura em que ele acaba descobrindo que ela aparece na televisão, em revistas e tudo mais. Volta a ir atrás dela, decidem ir tirar uma nova foto perto do mar, por causa do vento a sua saia levanta-se e ele acaba levando uma estalada, a máquina saí voando e acontece o fanservice do capítulo, com eles caindo ao mar. Resumindo um amor à primeira vista que pelos vistos deu resultado.

 

 

Resumindo, uma arte excelente, apesar da capa estar bem fraquinha, personagens clichés, algum fanservice, mas sem ser desnecessário e acima de tudo não chega a ser forçado. A história em si me pareceu bem interessante, sim tem os seus clichés do género, mas no geral não está assim tão longe da realidade, ainda para mais se comparar-se com os seus "concorrentes", Nisekoi e Pajama. Por falar em Pajama, basicamente Koisome é tudo o que o autor de Pajama deveria ter feito e não fez, menos fanservice e uma história melhor.

 

Dito isto, apesar de só ter visto a raw, dá para perceber o que aconteceu e me pareceu um óptimo primeiro capítulo, pelos menos comparando com tudo o que a Jump nos acostumou, agora resta ter a certeza quando alguma scan pegar, o que não deve demorar devido ao género, e como será que o autor irá construir a história, até porque o primeiro capítulo tem cara de one shot.

 

Apesar de achar difícil que o manga sobreviva na revista, não é impossível e eu estarei apoiando o manga, mesmo que o meu apoio não sirva para nada.

publicado por Dark-Fenix às 22:55

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