Opinião Semanal #48&49 Parte 2

 

O post com mais mangas desde que comecei a comentar, apesar de que não bateu o record de mais longo, vou dividir o post em dois e ao contrário do que faço normalmente de dividi-los por dia, lançarei os dois hoje e para ficar por ordem, a continuação deste post é o post abaixo, ao contrário do normal.

 

Estreando dois mangas, mas que muito provavelmente não darão mais as caras por aqui, o primeiro é o novo manga do Yusuke Murata, One Punch Man, e o segundo é o novo manga da Magazine, Nanatsu no Taizai. O regresso de Oumagadoki Zoo, que espero desta vez ser para ser concluído de vez, em contra partida só vou comentar sobre Sensei no Bulge novamente quando o manga ser concluído.

 

E relembrando para a próxima semana não há post, só daqui a duas semanas.

 

 

21ºOne Punch Man:

 

O Yusuke Murata, encarregado da arte de Eyeshild21 e Doten Prism Solar Car, além de muitos outros one shots, é um dos meus mangakas favoritos e por isso estava bastante curioso sobre esse novo manga dele, criando altas expectativas quando saíram as páginas coloridas do anterior one shot, a arte dele não desiludiu nem no one shot nem neste primeiro capítulo do seu novo manga, já o roteiro é uma desgraça.

 

No one shot ainda vá lá que não vá, é um one shot então a maioria das vezes serve mais como uma pequena amostra do que se vai ver numa série serializada do que propriamente para fazer uma excelente história. Agora esta nova série é completamente cliché, me pergunto o que levou o Murata a fazer parceria com esse ONE, ou são amigos de infância ou está a ser ameaçado, porque a sério é um desperdício alguém com a qualidade do Murata, um dos melhores desenhistas que passaram pela Shonen Jump se ir meter em algo que parece feito por algum fã.

 

Sobre a história é basicamente de um super-herói que com um soco só soco derrota quem quiser e é isso, isso e todos os clichés possíveis apresentados em 23 páginas. Vou continuar a ler, afinal é do Murata, mas não aparecerá mais no blog, até para não tirar o último lugar a Fairy Tail.

 

 

20ºNisekoi 44-45:

 

Se tirar-se a parte final do 44 e o início do 45 são mais dois capítulos normais de Nisekoi, que não desenvolvem praticamente nada da história, mas também não fica chato e repetitivo, mas sem dúvida alguma estes dois capítulos mostraram que agora, mais do que nunca, o manga precisa de algo que volte a colocar interesse no leitor em ler o manga, está na altura de mesmo que superficialmente voltar a tocar no assunto do colar e da promessa.

 

E claramente esse algo não é o que o Naoshi fez com o final do capítulo 44 e principalmente com o início do 45, onde praticamente o mangaka chama burro aos leitores de Nisekoi. Obviamente ia acontecer alguma coisa, como já aconteceu antes no manga, um mal-entendido é sempre uma má escolha, mas até que vai, mas ele estar a dormir? Aí já é forçar, quem, por mais sono que tenha, se vai deixar dormir ao falar com a pessoa que ama, ainda para mais quando ela se confessa?

 

E só um aparte essa estratégia de deixar um personagem a dormir já foi usada muitas vezes, algumas delas até bem-feitas, mas em todas as vezes que isso foi bem executado quem se confessou sabia que o outro estava a dormir, ou então foi numa cama de hospital ou em alguma situação que não envolva uma conversa directa entre duas pessoas.

 

 

19ºFairy Tail 305-306:

 

No capítulo 304 preferi nem comentar sobre a Mavis, mas nestes capítulos é impossível deixar passar de lado principalmente pelo 305 que foi centrado nela. É muito exagerado ela conseguir prever tudo, até porque nunca luta todos contra todos é impossível prever todas as variáveis, claro que é possível prevenir algumas situações perigosas, mas ao ponto de ela afirmar que previu tudo? Nem o L.

 

Uma coisa que já me incomoda há um tempo em Fairy Tail é o Jura, sempre falam dele como um dos 10 grandes magos, mas a verdade é que ele já aparece há um monte de arcos e nunca teve o destaque que esse título deveria dar, falam como se a não se forem os outros 9, que acho que nunca foram referidos no manga, ele não será derrotado, a verdade é que não me lembro de ele ter tido uma derrota numa luta de 1 para 1, mas também não me lembro de ver ele ter uma vitória digna com esse estatuto e a verdade é que de certeza o Jura vai perder neste round, da mesma forma que perdeu para a Kana e empatou com o Gerard neste torneio.

 

 

A luta do Gray foi dentro do padrão de lutas de Fairy Tail, o Gray começa teoricamente mais fraco, modo underdog, mas melhora o seu ataque para o modo ilimitado, apenas porque sim, o adversário mostra que está preparado para isso, mas como o modo ilimitado ainda era pouco, o Gray usa um ataque ainda mais forte e termina parecendo que nem se precisou esforçar. O único lado positivo disso é que pelo menos desta vez ouve um planeamento, a luta já estava marcada desde o primeiro dia do torneio e isso é algo que deve ser mencionado num manga do Mashima.

 

Por fim, os capítulos não destacaram muito o resgate da Lucy, mas o 305 deu para manter o interesse, agora esperar pelo que vem em seguida nessa história, mas parece que a viagem no tempo sempre vai acontecer e mesmo que o Mashima provavelmente estrague tudo quero ver essa viagem ao passado, só espero que os dragões sejam mais interessantes que o que apareceu recentemente.

 

 

18ºTakamagahara 13:

 

Takamagahara ainda deu uma pequena esperança com o capítulo 8 e os seguintes ainda me deixaram minimamente empolgado para ler e em termos de qualidade este não está abaixo dos outros, mas o contrário também se aplica, porque tirando o facto de agora estar mais focado nas Dádivas Divinas e de o formato cliché da escola ter potencial, a verdade é que continua com tudo o que fez o manga ser o fracasso que foi na Jump.

 

Além disso há 2 tipos de mangas cancelados, há aqueles que se percebe que foram injustamente cancelados então quanto mais o final se aproxima mais se gosta do manga e mais o manga parece melhor e há aqueles que nunca foram grande coisa e que quando recebem a ordem de cancelamento onde quando o cancelamento se aproxima simplesmente se deixa de ligar, Sensei no Bulge é o melhor exemplo.

 

Mas sobre o capítulo, gostei das Dádivas Divinas apresentadas, em especial a do personagem fraco e irritante é nesses aspectos que o manga mostra ter algum potencial, mas como disse na descrição do personagem ele é irritante. A Dádiva Divina do chefe também parece interessante, algo a ver com o som, mas de novo o resto da gang não tem qualquer carisma e por mais que sejam feito para isso, para serem randoms, a verdade é que mostra bem como o manga como um todo é.

 

 

17ºNaruto 607:

 

Pensava que o Kishimoto iria esticar um pouco mais o flashback principalmente para explicar todas as dúvidas que ficaram sobre o Obito ser o Tobi, afinal o grande argumento dos fãs de Naruto que não queriam o Obito como Tobi era exactamente esse do Obito não encaixar numa luta com o Minato quando a Kyubi foi solta em Konoha, parte que foi mostrada neste flashback e que pessoalmente fiquei em dúvida.

 

A parte desde que aparece o Kakashi até à página negra foi visualmente falando bem executada, mas tendo em conta o que disse acima achei que o Kishimoto simplesmente não se quis arriscar em errar nessa parte do flashback. E também achei bastante tosco a ideia que o capítulo deixou, sendo verdade ou não, que o Obito só ficou sabendo do nascimento do Naruto por causa de por acaso ter ouvido o Kakashi falar para o túmulo da Rin e do Obito.

 

 

Mas sem dúvida a cena mais tosca do capítulo foi essa página negra com a frase: “Eu já não me importo mais com isto”. Isso mostra bem como todo o desenvolvimento do Obito foi forçado e bem infantil, a sério ele joga tudo fora por uma amiga de infância que ele ama, por mais que ela importe, nada mais importa? Muitos outros personagens do manga tiveram vidas piores que o Obito e nem por isso quiseram destruir o mundo. Mas é um daqueles momentos está feito, deixa estar e seguir em frente.

 

O lado bom do flashback ter terminado é que agora pode-se ver as consequências do Obito ser o Tobi e de como o Kakashi irá reagir e tudo mais. E para terminar, por mais que aja explicação para isso, da mesma maneira que o Goten se tornar super sayajin em criança pode ser facilmente explicado com um era filho do Goku, é simplesmente incrível a rapidez com que um uchiha descrito como fraco, ganha mangekyou sharigan e controla a Kyubi e toma controlo do grupo mais poderoso do Universo de Naruto.

 

 

16ºHajime no Ippo 951-954:

 

A Chrono já lançou mais capítulos, mas vou comentar só sobre estes já que fecha o volume 98 do manga, deixando assim o 99 e o 100 para as próximas edições. O Takamura novamente mostra o seu carisma ao tornar o capítulo 951, que deveria ser do Aoki, dele. De resto toda a história do soco serviu principalmente para introduzir o torneio Classe A que o Aoki, o Kimura e o Itagaki vão participar.

 

O capítulo seguinte também teve essa função, desta vez em vez de ser só sobre o Aoki foi para eles os 3, mostrando o motivo pelo qual eles precisam ganhar, também insere a família do Itagaki, que parece vai ter relativo destaque na luta do Itagaki, o primeiro a entrar no ringue. Pessoalmente gosto de personagens do tipo génio, principalmente porque não tem aquela lengalenga toda de treinar e treinar para superar as dificuldades.

 

O grande problema desses personagens é génio muitas vezes anda de mau dada com a arrogância, com facilitismos e exageros de roteiro. Por isso fico em dúvida se o autor não acabará estragando o personagem, porque eu no final do manga queria ver um combate entre o Ippo e o Itagaki, mas para isso o Itagaki tem de ser muito bem construído, da mesma forma que o Wally foi na luta contra o Ippo.

 

 

15ºBleach 513-514:

 

Felizmente o Kubo não caiu no erro de fazer a Guarda Real aparecer para parar o Juha Bach e também de não colocar o Ichigo a sequer ter hipóteses de batalhar com o Juha Bach, mas por outro lado santa incoerência, no 513 o Juha Bach tenta matar o Ichigo e leva-lo com ele, já no 514 humilha-o e deixa-o ali.

 

Entra essas duas cenas deu tempo para ficar sabendo que o Ichigo afinal ainda não está satisfeito por ter um pouco de humano, shingami, fullbring e hollow, precisando ainda de ir ter uma cota parte de quincy. Além disso fica a dúvida sobre o que o Juha Bach quis dizer no final do capítulo 514, pessoalmente aposto que ele seja avô do Ichigo, já que o Kubo parece estar a seguir roteiro de novela. Não é que isso seja uma total surpresa já que uma das coisas que o Kubo tinha dito que se ia focar nesta saga final era na família do Ichigo.

 

Seja como for dentro do que estava à espera para este confronto entre Ichigo e Juha Bach até que foi uma solução aceitável e bem dentro do nível de Bleach, se calhar por isso o manga não ter ficado mais atrás, mesmo com todas as críticas que tenho a toda essa situação em foco nesses dois capítulos. Por fim, finalmente o Byakuya morre, mas antes teve de gastar algumas páginas para dizer que vai morrer.

 

 

14ºOumagadoki Zoo 26-27:

 

Depois de uma eternidade as scanlators voltaram a lançar capítulos de Oumagadoki Zoo e espero que concluam de vez o manga, porque pior do que não lançar é dar esperança que o manga seja concluído e depois ficar a meio. Oumagadoki Zoo é provavelmente o meu manga favorito publicado na Jump nos últimos 3 anos e o principal motivo para ainda ter gostado menos de Sensei no Bulge, afinal Oumagadoki Zoo mostrou que o autor tinha talento.

 

Ao ler estes capítulos também deu para perceber que Oumagadoki Zoo e Sensei no Bulge não são assim tão diferentes, principalmente no que diz respeito à comédia, a grande diferença é que a comédia e a originalidade de roteiro são o principal destaque, e o seu ponto forte, de Oumagadoki Zoo, já em Sensei no Bulge o seu destaque é batalhas e aventuras e deveria ser o seu potencial, mas não chegou a mostrar o espaço e o autor não tem muito jeito para mangas de batalha.

 

 

Já em Oumagadoki Zoo é o contrário é um manga slice of life de comédia com um pouco de manga de batalha e a maneira como o autor balança os géneros funciona. O manga não é a maior maravilha do mundo e ao voltar a ler o manga depois de mais de 1 ano me apercebi bem disso, porque tem as mesmas piadas irritantes de Sensei no Bulge, mesmo que esses capítulos não sejam o melhor exemplo do manga, já que não dá muito destaque aos animais, que são sem dúvida alguma o ponto forte do manga.

 

Além das piadas irritantes o manga também é extremamente cliché, como deu para ver no final do capítulo 27 com o autor seguindo o caminho do Circo também ter um vilão e ainda para mais um vilão bem ao estilo do Caesar, típico vilão de história infantil. Apesar disso o carisma da história e a originalidade do roteiro acabam por tapar esses defeitos e fazer um excelente manga.

 

 

13ºReborn 407-408:

 

Não tenho muito o que falar sobre os capítulos, são os típicos capítulos normal days e por mais que não goste desses capítulos em Reborn neste momento com o manga praticamente concluído, pelo menos espero que não aja uma reviravolta nesse sentindo, já não me importo com o que a autora apresentar, qualquer coisa está bom e como criticar quando Reborn está perto de chegar ao fim?

 

Na ideia original tinha era para falar aqui um pouco mais sobre o que acho de Reborn no geral e mais especificamente sobre o seu final, mas deixei para escrever no final e agora estou sem tempo para dedicar a Reborn fica para o próximo post, que até tem mais a ver com o que ia dizer, já que Reborn deve terminar na próxima semana.

 

 

12ºNanatsu no Taizai 1:

 

Igual a One Punch Man provavelmente só irei comentar sobre o primeiro capítulo, mas este foi um manga que me chamou a atenção, por três motivos em especial, o autor, ser publicado na Magazine e de certa forma tem muitas parecenças com Fairy Tail. Então indo por pontos:

 

1ºEstava a ler o capítulo quando logo na primeira página vejo uma informação a dizer o seguinte, “Ele está conquistando todas as quatro grandes revistas shounen”. E tendo em conta que hoje em dia é raro ver um mangaka que trabalhou em revistas rivais, ainda para mais nas 4 grandes revistas shounen fiquei curioso e foi quando vi que o autor já tem um grande histórico na Sunday e na Jump e já passou pela linha Champion, mesmo que não tenho sido propriamente na Shonen Champion.

 

O mais curioso no autor é que se me lembro bem o seu manga de maior sucesso (se maior sucesso = mais volumes) foi um manga de golfe publicado na Jump, com 17 volumes, o que é mais engraçado é que foi publicado em 1998, altura que a revista sofreu uma revolução e só estreava mangas de qualidade, então fico surpreso como esse manga conseguiu sobreviver 17 volumes na Jump, competindo com os grandes nomes da era pós Dragon Ball e Slam Dunk.

 

 

2ºPara quem não conhece muito do mercado de mangas pode achar estranho a segunda revista mais popular do Japão e, apesar de longe, ser a concorrência mais directa da Jump não ter uma grande história e principalmente um presente muito rico em mangas de batalha, sendo principalmente conhecida pelos mangas de desporto de qualidade lá publicados. Mas essa é a verdade, mangas de batalha na Magazine é Fairy Tail e pouco mais. Então algum manga de batalha estrear na Jump ainda para mais com um autor relativamente famoso é uma aposta muito provável de sucesso. E nesse sentido me pergunto porque raios o autor até ao momento ainda não tinha publicado na Magazine?

 

3ºPrincipalmente pela falta de mangas de batalha na Magazine não dá para não olhar para Nanatsu no Taizai e não comparar com Fairy Tail e por mais que seja cedo, muito cedo, para fazer uma aposta de sucesso para o manga, diria que o manga tem tudo para fazer sucesso no futuro, e como já fica meio implícito na comparação com Fairy Tail, não falo a nível de qualidade, mas sim de popularidade.

 

O manga não me mostrou tanto potencial como Fairy Tail, tem algum carisma e uma história que até pode ser bem-feita, mas no geral é uma história cliché e previsível, ao estilo de mangas de batalha da Magazine. Acho que o melhor exemplo do quanto cliché o manga foi é o facto de o protagonista ser um dos Sete Pecados Capitais, desde a página dupla onde aparece os cartazes deles que eu já tinha a certeza ser ele, mesmo que num ponto realista de falar não fizesse o menor sentindo ele ser criança.

 

 

Outra crítica que tenho é a arte, normalmente não criticaria essa arte se falando de um primeiro capítulo, porque mostraria que estava muito cru e que tinha muito para evoluir, dando essa impressão não só à arte, mas como ao manga inteiro e um manga novato tem muito a ganhar com isso, o melhor exemplo é One Piece. Mas, como disse anteriormente o mangaka não é novato, então não vejo como ele fará para melhorar nesse manga, quando não o fez ao longo da sua carreira.

 

De resto não foi algo que se diga logo à partida que é um lixo e que vai ser cancelado, afinal também estamos a falar da Magazine, mas também não foi nenhuma obra-prima extremamente original e cheio de potencial, algo que até Fairy Tail tinha em parte no início, mesmo assim agradou-me e tem potencial para crescer na Magazine já que não tem de levar com a pressão que os mangakas da Jump sofrem.

 

Como qualquer manga da Magazine, no máximo só alguns de desporto são excepção, tem a sua pitada de echi, mas a não ser que siga os padrões de um Air Gear ou Fairy Tail e tornar o fanservice o destaque do manga, isso não atrapalha. Gostei bastante dos porcos e essa história dos 7 pode dar um bom futuro para o manga, mesmo que não seja a coisa mais original do mundo.

 

Ranking:

12ºNanatsu no Taizai
13ºReborn
14ºOumagadoki Zoo
15ºBleach
16ºHajime no Ippo
17ºNaruto
18ºTakamagahara
19ºFairy Tail
20ºNisekoi
21ºOne Punch Man

publicado por Dark-Fenix às 23:26