Opinião Semanal #44 Parte 2

 

Decidi, agora de vez, deixar de comentar sobre Game of Thrones, quando comecei a comentar tinha o feito para poder ter uma maneira de passar os meus pensamentos sobre essa grande história sem ser num grande post, mas ao comentar sobre a hq estou a entrar muito no assunto das comparações, então prefiro deixar de lado, mesmo que continue a acompanhar a hq. De qualquer maneira mais uma vez deixo a recomendação para lerem os livros ou verem a série dessa grande história.

 

Mas saí um e entra outro, finalmente a entrada de Dorohedoro no post, o texto de apresentação não ficou como eu queria, mas é um excelente manga. Na verdade parece que esta semana não estou muito virado para escrever, principalmente hoje, porque não gostei muito do resultado final dos meus comentários, em especial Bleach, onde não consegui juntar as ideias, de qualquer maneira está aí o post.

 

 

7ºNisekoi 40:

 

Nisekoi teve uma excelente ideia, algo que me fez lembrar de Community, uma série americana, onde o orçamento é apertado, então muita das vezes os episódios acabam por ser dentro de uma sala com os 7 personagens principais em algum jogo, mistério ou debate, e normalmente desses episódios saí algo genial. Nisekoi não foi, e nunca esperaria que o fosse, tão genial quanto Community, mas funcionou ao seu propósito, uma espécie de episódio filler, mas com uma boa ideia.

 

O que acaba por ser curioso na comparação com Community e que também em Nisekoi o grupo é de 7 personagens. Mas sobre o capítulo em si, gostei da ideia do detector de mentiras e o autor soube trabalhar com as várias opções que essa ideia trazia, porque a verdade é que um detector de mentiras não é 100% certo, então esse factor faz com que se gostar-se da verdade então o detector funciona, mas se não gostar-se duvidasse e no final não se sabe bem o que é verdade e o que não é, tanto que no final do capítulo acabou numa confusão.

 

E basicamente é esse o ponto forte de Nisekoi e do autor, saber quando parar e deixar o leitor em dúvida, porque mesmo Nisekoi sendo como a maioria das histórias com o leitor sabendo de tudo, a verdade é que o autor sabe esconder bem as verdades que não quer que o leitor saiba, como o final fica a ideia que ela gosta do Raku, mas a máquina estava desligada, entre outros acontecimentos durante o resto do capítulo.

 

 

6ºKuroko no Basket 7-9:

 

Kuroko é o típico manga que funciona melhor pelo conjunto do que propriamente por cada capítulo em si, o contrário de Nisekoi que funciona muito melhor pelos capítulos em si do que propriamente pelo conjunto da obra. E Kuroko mostra bem isso com esses 3 capítulos, separados não são nada demais, mas no geral acabam por esconder os defeitos de cada capítulo.

 

Os defeitos em si foram bem generalizados, o problema de sempre, a falta de espaço para os personagens que não pertencem à geração dos milagres, algo que acabou sendo escondido pelo capítulo 8, onde o autor dá destaque aos personagens da equipa do Kuroko. Outro defeito foi ver o Kuroko com mais destaque do que deveria, mas ao mesmo tempo não é difícil acreditar no talento do Kuroko, já que ele pertencia à Geração dos Milagres.

 

 

E o último e provavelmente o mais importante, o resultado final do placar, 100-98 é um resultado bem exagerado para o nível escolar, isso é mais placar de NBA ou jogos de seleção, obviamente que aí entra o que disse no logo no primeiro capítulo do manga, Kuroko nunca escondeu que era uma manga de desporto fantasioso, ou seja não dá para levar como critica, além disso é algo que se esconde atrás do excelente final de jogo.

 

Então deixando isso de lado e juntando tudo o resto dá algo como, o autor deu espaço aos outros personagens que não a geração dos milagres, conseguiu combinar bem entre o Kagami e o Kuroko, teve página colorida e finalizou com uma estratégia que apesar de simples e óbvia é eficaz e deu um excelente final ao jogo.

 

O problema do final desse capítulo é que quer dizer que nos próximos vem o personagem da Geração dos Milagres que marca de 3 pontos, o que é um plot bem exagerado, pelo menos uma mudança bem drástica no nível de exagero de Kuroko, que pelo que sei no futuro será ainda mais abrangente.

 

 

5ºBeelzebub:

 

Flashback sempre ajuda muito numa obra, principalmente em histórias longas, como os mangas tendem a ser. Beelzebub não podia ser diferente e o facto do flashback se focar na sua maioria no Furuishi ajuda ainda mais a ter sido um excelente capítulo.

 

O Furuishi é o melhor personagem de Beelzebub e sempre o foi porque parece ser o único personagem que não pertence àquele meio sem noção da escola e do mundo dos demónios e tudo o resto apresentado em Beelzebub, basicamente o Furuishi é a pessoa fraca que simboliza o leitor na obra.

 

Por isso ter ficado meio em dúvida sobre o que achar das palavras que o Behemoth insinuou, mas esperar para poder ver o que o autor está a preparar, mesmo assim acho difícil que um Furuishi forte seja bom para o manga, ele é o melhor personagem exactamente pelo oposto, ser medricas.

 

 

Sobre o flashack, segue o padrão apresentado no capítulo anterior, do Furuishi a seguir o Oga e mostra bem a personalidade do Furuishi, que sim tem medo, mas não consegue deixar de segui-lo, de ver onde tudo vai dar, isso vê-se claramente no final do capítulo, com o Furuishi abandonando os amigos para ser amigo do Oga, mesmo sabendo no que isso vai dar.

 

Para concluir, o flashback continua no próximo capítulo e a não ser que o autor estrague tudo pode muito bem aproveitar a oportunidade para criar uma excelente história, a curto e longo prazo, mas esperar para ver como será essa promessa entre o Oga e o Furuishi.

 

 

4ºToriko 205:

 

Tendo em conta que Toriko ganhou página colorida de abertura na Jump, esperava um capítulo muito mais impactante, não que tenha sido mau, mas é que mais uma vez enrolou e ainda não foi desta que houve o contra-ataque dos reis, algo que nem é tão normal em Toriko que normalmente tem arcos bem curtos.

 

O capítulo em si baseou-se apenas em uma coisa o quão saboroso é o inimigo? Foi algo meio cliché, mas que funcionou e sobretudo colocou os 4 a trabalhar juntos, agora é esperar para ver como será essa técnica que os 4 vão fazer.

 

Por fim, uma coisa que tem faltado nos capítulos anteriores e que voltou a faltar neste foi uma página dupla final, a chegada dos animais de estimação para proteger os seus donos foi boa, mas faltou muito impacto e uma página dupla resolveria o problema, ou pelo menos ajudaria.

 

 

3ºAssassination Classroom 8-10:

 

Antes de mais excelente página colorida, o autor surpreendeu aí, até porque a arte nunca foi o seu forte, apesar de que ele melhorou a arte desde a conclusão de Neuro.

 

Asssassination Classroom é o mesmo que falei sobre Gin no Saji, vale mais pelo conjunto da obra, do que propriamente pelos capítulos individualmente, na semana passada já o tinha dito, constatando que o autor sabia bem como fazer o público se interessar pelo manga, desde fazer mini-arcos de 3 capítulos, a fazer 1 capítulo de transição entre arcos, o facto de ter a noção de que o primeiro volume de mangas da Jump por norma fecha no capítulo 7, entre outros factores.

 

 

Nesses 3 capítulos, outro mini-arco de 3 capítulos, o autor apresenta uma nova personagem e mais uma vez o autor mostra o seu brilhantismo em criar uma história, isso vê-se principalmente na reação dos alunos à chegada da professora, no início não gostavam dela, mas no final já a aceitaram. O que me leva a um ponto que comentei logo no início do manga, a facilidade com que o autor consegue fazer com que esse núcleo de personagens pareça que sempre existiu, que não seja forçado o relacionamento entre eles, mesmo que ainda aja trabalho a fazer, afinal são apenas 10 capítulos.

 

De resto o Duro de Matar continua excelente, dessa vez com a sua cara de pervertido e mais tarde com a sua cara de “adulto”, para não falar no contra-ataque contra a Irina, que terminou numa cena pouco shounen. Já o capítulo 10 foi a transformação da Irina como professora, fechando assim o assunto da professora e abrindo novamente no final a questão principal, qual o motivo para o Duro de Matar estar a fazer aquilo.

 

 

2ºBleach 509:

 

Tive dificuldade e não concordo totalmente com os mangas que coloquei entre os 6-9 lugares, mas sem dúvida a maior incógnita do meu ranking é Bleach, porque o capítulo foi excelente, mas não dá para negar que o final deixa muitas suspeitas no ar, o que me faz lembrar do capítulo 599 de Naruto que foi a mesma coisa. E vou seguir o padrão que segui no 599 de Naruto, deixar a maioria das criticas para depois, neste apreciando apenas o capítulo em si e no final deixando a ideia que tenho ao ler o final do capítulo.

 

Neste capítulo o Yamamoto mostra a sua última técnica, a não ser que ainda aja nordeste, sudeste, noroeste e sudoeste. Ainda duvido que o Yamamoto tenha matado toda aquela gente, apesar de que por outro lado teve tempo mais que suficiente para isso, além da excelente página dupla, o melhor foi mesmo o Juhabach a matar os seus próprios subordinados.

 

O Kubo, através do Yamamoto, dá a explicação do porquê dos quincys não poderem roubar a bankai ao Ichigo, nem ao Yamamoto, por não conhecerem o seu poder total, achei a explicação convincente, apesar de ser discutível. Na minha opinião a bankai do Ichigo não evoluiu nada desde que ele a usou contra o Byakuya, mas percebi a ideia do Kubo. Só fiquei em dúvida se eles sabem as bankais dos outros capitães mais antigos, já que o leitor não as conhece, mas o Juhabach a princípio deve saber.

 

Gostei da quarta técnica do Yamamoto, mais uma vez simples, mas impactante e desta vez o Yamamoto não a explicou antes de usar, o que deu mais impacto, mas o facto do Yamamoto ter usado essa quarta técnica leva-me ao ponto que me deixa em dúvida sobre o capítulo, ele não precisava de a usar, usou apenas por puro capricho, para se sentir superior, o que me faz voltar a tocar no ponto da semana passada e das anteriores.

 

 

Qualquer outro personagem até ao nível do Byakuya eu iria elogiar o Kubo, porque todos os capítulos anteriores e este fariam sentido, afinal todo esse destaque para arrogância faz sentido neste capítulo, porque serve de desculpa para muita coisa, serve de desculpa para utilizar todo o potencial da sua bankai, para no final ficar-se a saber que o Juhabach que ele derrotou não é o verdadeiro e provavelmente servirá para desculpa para o Yamamoto morrer no futuro.

 

Ou seja tudo faz sentido, desde a morte do tenente da primeira divisão até este momento o Kubo contou uma história excelente, com lógica, algo que não fazia há algum tempo, o problema foi o que comentei no capítulo anterior o Yamamoto tem mais de 1000 anos, devia ser o homem mais sábio da Soul Sociaty e no final ele fez tudo o que não deveria fazer e o pior é que o motivo, pelo menos a mim, não convence.

 

Está certo que ele perdeu o seu tenente, alguém que respeitava e provavelmente que gostava muito, mas não chega de todo para um personagem que sempre teve uma aura de velho sábio se torne arrogante e pior que isso convencido ao ponto de usar todas as suas técnicas apenas para envergonhar o adversário, fora isso o facto de ele não ter reconhecido que o seu adversário não era o verdadeiro.

 

Apesar de o Kubo não me ter convencido com essa raiva e arrogância do Yamamoto, ele fez ume excelente trabalho no desenvolvimento, por isso neste momento prefiro deixar de lado as críticas, mas daqui a alguns capítulos quando os erros provavelmente se começarem a sentir, voltarei a tocar nesse assunto.

 

 

1ºDorohedoro:

 

Finalmente comentando sobre Dorohedoro, o que já estava para fazer há uma eternidade, mas sempre se colocava algo no meio, de qualquer maneira a partir de agora saíra todas as semanas, a não ser que a Fuji Scans não lance. Por volta da próxima semana, provavelmente na terça irá sair um post onde também comentarei sobre Dorohedoro, então aqui focarei mais na qualidade da obra.

 

Dorohedoro é um manga seinen criado pela mangaka Hayashida Q e logo a partir daí que reside o seu primeiro ponto positivo, não são muitas as mulheres que escrevem mangas masculinos, mas quando elas sabem faze-lo bem saem excelentes mangas, o maior exemplo é Full Metal Alchemist, que ganha pontos com o toque feminino.

 

 

A arte do manga é outro ponto positivo, mesmo que inicialmente possa parecer o contrário, de todo não parece ser feita por uma mulher, é uma arte sombria num Universo inventado pela autora, levou um tempo para me habituar à arte e ao próprio Universo do manga, mas olhando agora sem dúvida tem um ar de criatividade, algo raro hoje em dia, onde tudo parece já ter sido inventado.

 

O Universo do manga tem esse tom sombrio e bizarro, que não segue de maneira alguma a lógica, como disse um Universo próprio. Além disso a parte de ser um Universo próprio não fica por aí, porque após ler os 5 primeiros volumes fica claro que Dorohedoro entra para aquele grupo de histórias que parece que a história anda sozinha, onde todas as acções dos personagens parecem fluir normalmente.

 

 

O resto eu vou comentando aos poucos ao longo dos próximos comentários, mas no geral é um manga com um Universo criativo e próprio, uma arte diferente, que ajuda bastante ao manga ganhar essa personalidade própria, personagens carismáticos, mas ao mesmo tempo simples e uma história fluida, onde a autora não se apressa, mas sem parecer que se arrasta.

 

Sem dúvida recomendo Dorohedoro e irão vê-lo quase de certeza entre os melhores mangas rankeados da semana.

 

 

Ranking:

1ºDorohedoro
2ºBleach
3ºAssassination Classroom
4ºToriko
5ºBeelzebub
6ºKuroko no Basket
7ºNisekoi
8ºNaruto
9ºTakamagahara
10ºRookies
11ºGin no Saji
12ºTsukimi no Soba
13ºReborn
14ºFairy Tail

publicado por Dark-Fenix às 21:40