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Dark-Fenix

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21
Ago12

Opinião Semanal #35-38 Parte 2

Dark-Fenix

 

Estava a ver que hoje não lançava o post, estive fora o dia todo e ainda me faltava fazer o comentário a 4 mangas, ou seja praticamente metade. De qualquer maneira nesta segunda parte bastantes novidades, 3 novos mangas e a HQ de Game of Thrones, diria que também deve ser a primeira vez que acho os capítulos de Naruto e Bleach foram superiores a One Piece.

 

Dos novos mangas, Green Blood não tem spoilers então podem ler sem problemas o comentário, Hajime no Ippo tem alguns spoilers básicos, mas é difícil adivinhar onde isso vai acontecer em 95 volumes e vou comentar apenas sobre o primeiro capítulo de Game of Thrones e de Kuroko, então tem spoilers apenas desses capítulos.

 

10ºNaruto 595-597:

 

Naruto ganhou um monte de páginas coloridas nesses 3 capítulos, das quais gostei bastante em especial essa que abre o comentário a Naruto, o traço do Kishimoto está longe de ser dos melhores, mesmo na Jump, mas quando se trata de colorir ele, ou os assistentes, faz um trabalho excelente, com excepção das capas da Jump e dos volumes dos quais nunca gostei.

 

Agora sobre os capítulos, foram excelentes, principalmente comparando com a qualidade actual da obra, tudo por basicamente um motivo, estratégia. Não me lembro qual foi a última fez que o Kishimoto usou estratégia numa batalha e acima de tudo essa estratégia funcionou, mas duvido que o mesmo tenha acontecido na fase Shippuuden.

 

 

O que eu mais gosto da fase clássica é que nessa altura o Shikamaru podia derrotar o génio do Sasuke se usasse uma boa estratégia ou um exemplo que realmente aconteceu o Naruto derrotar o Neji. Mas hoje em dia não haveria coerência em ver o Shikamaru a se meter nessas lutas de monstros, tudo é decidido por quem tem mais força. Então sem dúvida foi bom ver que o trabalho de equipa entre o Kakashi, o Gai e o Naruto dar resultados, mesmo que pequenos, mas é assim que tem de ser, descobrir a fraqueza e depois aproveita-la.

 

O que fez ter colocado Naruto tão para trás foi basicamente por não ver qual o sentido do Tobi ter uma colecção gigantesca de sharigans e o que usa ser exactamente o do Obito, um bocado forçado o Obito, que não teve tempo para mostrar o seu potencial ter um dos sharigans mais fortes. Só espero que o Tobi não seja o Obito.

 

Para finalizar, mais um momento bonito da relação forçada entre a Kyubi e o Naruto. Só espero que agora o Kishimoto não mude o foco da luta para o Madara ou o Sasuke, apesar de que duvido que o Tobi mostre a sua cara antes de isso acontecer, apesar de que acho que o capítulo 600 seria perfeito para o Tobi finalmente revelar quem é.

 

 

9ºKuroko no Basket 1:

 

A partir desta semana vou começar a comentar sobre Kuroko, aproveitando que algumas scanlators pegaram o projecto, já foram lançados mais capítulos, além do primeiro, mas preferi comentar apenas sobre o primeiro separadamente, já a partir da próxima semana depende de quantos capítulos saírem ou da maneira como der mais jeito comentar.

 

O primeiro capítulo de Kuroko não foi genial, mas serviu para o seu propósito, até porque pelo sei na mesma altura estreou outro manga de basquetebol e Kuroko logo desde o primeiro capítulo teve concorrência directa. Kuroko também não é um manga mais perto do estilo realista como Haikyuu, Slam Dunk ou Ahiru no Sora, mas não no mau sentido de um Light Wing ou algo do género.

 

Esse lado mais fantasioso de Kuroko fica claríssimo por vários aspectos, geração dos milagres, a “invisibilidade” do Kuroko, a treinadora ser uma aluna e conseguir medir o potencial atlético apenas olhando o corpo de uma pessoal, entre outros aspectos menores. Mas isso que à partida seria um ponto fraco do manga se torna o sua principal característica, acima de tudo porque não engana ninguém no que vai ler e é coerente com o que promete.

 

 

O primeiro capítulo destaca 3 coisas, o Kuroko, o Kagami e a Geração dos Milagres. O Kuroko em si é um protagonista meio fraco, e não falo por ser pequeno, é o tipo de personagem que de forma alguma tem capacidade para ser o melhor do manga, nem perto nem de longe. Mas mesmo isso é um ponto positivo do manga, porque sendo um protagonista à partida fraco, ele não deverá ter muito destaque e nesse aspecto ele ter essa capacidade de apagar a sua presença é uma jogada de génio.

 

Além de que isso também faz do Kagami uma espécie de protagonista, já que tecnicamente o Kuroko é que está a ajudar o Kagami a concretizar o sonho. Ele é um personagem meio cliché, mas também serve aos seus propósitos, que basicamente é ser o homem de tabela que o Kuroko precisa, afinal como bem mostrado no capítulo o Kuroko só sabe fazer passes.

 

 

Por fim a Geração dos Milagres, se Kuroko fosse um manga realista, essa seria uma ideia muito má, pelo menos da maneira como foi executada, mas tendo em conta que não o é, é uma ideia brilhante, cliché sim, mas muitas vezes mangas clichés funcionam por serem exactamente clichés, mas também não querem ser mais que isso. Seis membros da mesma equipa formam-se e vão para 6 escolas diferentes para competirem entre eles e com isso as duas escolas que irão à final serão duas escolas que tem cada uma delas um membro da geração dos milagres. A minha única crítica a essa ideia é que deixa os alunos do segundo e terceiro ano em segundo plano, o que não faz muito sentido.

 

Concluindo, Kuroko é um manga cliché, está longe de ser genial, mas cumpre na perfeição com o que se compromete, ou seja entreter os leitores sem querer ser genial, o que muitas vezes é o factor que leva um manga ao cancelamento.

 

 

8ºNisekoi 26-29:

 

O capítulo 26 foi bem normal, ou seja o típico capítulo para quem realmente é fã de Nisekoi, o que não é o meu caso. Já o 27, 28 e 29 foram uma sequência de plot twist meio exagerada, mas que funcionou ao seu propósito, finalmente entendo o que realmente queriam dizer quando li os comentários a esses capítulos.

 

É complicado criticar quando o final do capítulo termina e o leitor sente na necessidade de rapidamente ir ler o próximo, já que esse de modo geral é o objectivo principal de qualquer manga ou qualquer outra mídia que funcione por capítulos ou episódios e nisso Nisekoi foi excelente porque apresentou uma sequência de 3 capítulos que fazem o leitor ao terminar ficar interessado em ler o seguinte.

 

Provavelmente a sequência até vai ser maior, mas preferi parar nesse capítulo 29, porque tendo em conta o final do capítulo me pareceu o certo para comentar aqui parar nesse ponto importante da obra.

 

 

Mas apesar de elogiar e como disse fazer o leitor ler o capítulo seguinte ser tecnicamente o objectivo principal também é importante que a resposta no início do capítulo seguinte seja coerente e ao mesmo nível. E Nisekoi falhou nisso porque a sério, 90% da população, para não dizer 100%, no lugar do Raku se teria lixado para o resto do mundo e só sairia dali quando ficasse a saber se ela era a garota da promessa.

 

Pelo menos o capítulo 28 não terminou com a Kirisaki a partir a chave no colar do Raku, pelo menos isso foi adiado para o capítulo seguinte, o que já ameniza esse plot twist falhado, mesmo assim não deixa de ser mais uma confissão que é deixada para depois, isso na minha opinião é o pior defeito de Nisekoi, mas compreendo a parte do autor, afinal tudo até agora se resume a essa promessa e se não fizer isso a história será resolvida bem rápida, o que até seria uma excelente opção, não fosse Nisekoi já ser um sucesso e a Jump não irá querer de maneira alguma deixar passar.

 

O final do capítulo 29 surpreendeu-me e abre várias opções para o futuro do manga, mas logo comento isso para a semana.

 

 

7ºHajime no Ippo:

 

Entra nesta semana, mas não é nenhum novato, está quase a chegar aos 100 volumes, mas até ao momento a Chrono só lançou até ao 95, já estava para comentar há bastante tempo sobre Hajime no ippo, mas como a Chrono sempre foi bem irregular, lançando vários capítulos seguidos e depois meses sem lançar, nunca pus em prática a ideia. Mas desta vez parece que vai, a não ser que essa ausência de 1 semana da Chrono queira dizer novamente 1 mês sem lançar nada.

 

Não é fácil resumir 95 volumes, mas uma coisa é clara um manga tão longo numa revista semanal obviamente merece o seu respeito, ainda é publicado, mas já é um clássico. Hajime no Ippo é um manga de desporto de carreira, mostrando a carreira praticamente completa, ou pelo menos grande parte dela do protagonista, ao contrário da maioria dos mangas de desporto que se focam num espaço de tempo e numa escola ou clube. Apesar de que em Hajime no Ippo todos os membros da Academia tem as suas lutas mostradas e algumas delas mais longas que as do Ippo.

 

 

Estava pensando numa maneira de dividir o manga e explicar por alto os melhores e menos bons momentos do manga, mas a verdade é que o manga anda a passo de caracol e praticamente só há duas fases, a primeira quando o Ippo procura ser o campeão de pesos leves do Japão e a segunda quando se torna o campeão do Japão, que aí deixa de focar tanto no Ippo e começa a focar mais nos outros personagens da Academia.

 

Pelos comentários que ouvi parece que finalmente irá começar a terceira parte do manga, ou seja o caminho para se tornar o campeão mundial, provavelmente esses capítulos devem fazer parte do volume 100, pelo menos fazia sentido se fossem. O que vem numa boa altura porque o Ippo já estava há mais que tempo suficiente com o título japonês e já derrotou todos os mais fortes, à excepção do seu pupilo, mas isso é outra história.

 

 

O Ippo é um personagem do qual gosto e não gosto, explicando, como pessoa ele continua igual ao primeiro capítulo, uma desgraça, já em quanto lutador é sem dúvida uma das melhores transformações já feitas num manga de desporto, diria que só perde para o Senna de Eyeshild21 e para outros que me devo estar a esquecer. O Ippo no início era fraco, nesta altura é sem dúvida alguma o homem mais forte do mundo no que diz respeito aos pesos pena e essa transformação não foi forçado, realmente consigo imaginar naquele garoto fraco se tornando no badass dos pesos pena, o problema do personagem é apenas o seu lado pessoal.

 

Concluindo, apesar do nº de volume, Hajime no Ippo é um manga que merece muito a pena ser lido, mas claro que não o recomendaria para quem não é apreciador de mangas de desporto.

 

 

6ºGin no Saji 45-48:

 

Pelos vistos este arco irá ser maior do que os anteriores, o que nem é mau pensado, já que dessa forma o festival escolar terá mais tempo para ser construído e também mais capítulos dedicados a ele. Mas antes do festival escolar, ainda há tempo para alguns capítulos dedicados a uma competição de equitação.

 

Em termos do que aconteceu no concurso não há muito o que dizer, essas duas primeiras fases são apenas para iniciantes e serviram para apresentar de uma forma cómica a nova personagem, para lentamente ver a transformação na relação Hachiken x Cavalo e sobretudo para o que aconteceu no final do capítulo 48, com o Hachiken percebendo que se está a interessar verdadeiramente por cavalos e por tudo o que isso implica.

 

Achei a nova personagem meio exagerada, mas não incoerente com a obra, e como disse serviu como alívio cómico entre todos os dramas exagerados do Hachiken. De resto aquela cena com o Hachiken na última barreira ver o irmão foi extremamente cliché, mas não no mal sentido da palavra, funcionando com um cliffhanger excelente num manga sobre uma escola agrícola.

 

 

5ºGame of Thrones HQ 1:

 

 

Não estava de maneira alguma a programar comentar sobre Game of Thrones aqui, mas lendo o post do Estupratom no blog Echi Must Die, que ao comentar sobre a HQ de Game of Thrones me fez ir ler, até já tinha ficado interessado em ler, afinal sou fã da série como um todo, mas como nunca tinha encontrado um site com a hq para download sempre deixei de lado, de qualquer maneira decidi comentar para poder dar a minha opinião sobre a história de uma maneira menos geral e mais curta do que o faria se comentar sobre cada livro individualmente.

 

E o bom da Hq de Game of Thrones é que é bem fiel aos livros, para quem só assistiu a série, vai achar algumas coisas estranhas, além de muitos mais personagens destacados do que os que aparecem na série, seja como for por o que li até ao momento do que li da hq é muito fiel aos livros, tirando alguns clichés óbvios de hq’s, como o design exagerado dos White Walkers ou os dotes da Catelyn, mas isso logo comento para a semana. Mas que fique claro não são críticas, apenas algo normal em hq ou em banda desenhada no geral, mas que influenciam naturalmente na qualidade da obra comparada com os livros.

 

 

Este primeiro capítulo apresenta os 4 primeiros capítulos do livro, apresentando vários personagens, do qual vou já avisar a maioria dos personagens morre até ao final do livro 3 e quando falo maioria não é 51%, mas sim muito mais que isso. Mas tirando o lado serial killer do Martin, foi um primeiro capítulo da hq que serve apenas para apresentar os personagens.

 

Em Game of Thrones não existe um protagonista, apesar do primeiro livro e principalmente a primeira temporada da série darem a entender o contrário. E a história também não é contada no formato olho de deus, ou seja focando em tudo e não apenas num único personagem, mas sim focando em vários personagens, que tecnicamente são os protagonistas dos seus próprios capítulos, alguns com mais destaque, outros como o Will, o primeiro protagonista só tem direito a um capítulo, já morrendo logo de seguida.

 

O inicio de Game of Thrones é simplesmente fantástico e misterioso ao mesmo tempo, porque basicamente dá a entender que há magia em Westeros e acima de tudo algo que nunca tinha visto se juntarem numa mesma história, zumbis e fantasia, e o mais incrível é que o primeiro livro saiu em 1996, ou seja numa altura em que os zumbis ainda não tinha a popularidade de hoje em dia. E esse para mim foi o primeiro erro da hq porque cria monstros de gelo, que até têm um design bom, mas que não passam de nenhuma maneira a ideia que são zumbis.

 

 

Já no capítulo seguinte o personagem que tem destaque é o pequeno Bran, que serve de olhos para os leitores, no caso do livro, visualizarem o primeiro momento que simboliza Game of Thrones com um todo, a decapitação. O Ned Stark não o decapitou por ele ter matado alguém ou ter roubado, mas sim apenas porque é uma desonra, e por consequência um crime, fugir da patrulha da noite, além disso também mostra a honra dos Starks, a maioria dos Lordes dos 7 reinos tem um decapitador, mas os Starks o fazem eles próprios. Isso é algo que numa história cliché seria a salvação do mundo, mas em Game of Thrones honra pode não ser a melhor arma para vencer a guerra que irá vir.

 

Apesar do lado fantasioso de Game of Thrones, o lado realista é sempre superior, até mesmo quando aparecer os dragões ou a magia, troquem o dragão por uma bomba atómica e a magia por armas químicas e Game of Thrones não muda muito da realidade, apenas é um mundo diferente. Isto para introduzir os lobos gigantes, porque apesar de Game of Thrones acima de tudo ser realista, é um mundo diferente e funciona muitas das vezes na base de promessas, destino, simbolismos, sinais e outras coisas do género. Como o encontro dos lobos gigantes, que por alma do destino teriam de ser 5 lobos e mais um bastardo, igual ao nº de filhos do Lorde Stark. Mas isso não é uma critica, na verdade no futuro será uma excelente ponto positivo, porque os lobos simbolizam muito mais do que os animais de estimação dos lordezinhos.

 

 

Outro exemplo desses sinais/profecias em Game of Thrones é o facto da Loba Giganta ter sido encontrada morta com um Veado, sendo que o símbolo da casa Stark é um Lobo Gigante e o da casa Baratheon, a casa do Rei, é um Veado. Nada disso acontece por acaso. Outro simbolo que já me esquecia de mencionar é a religião dos Starks, que são os Deus Antigos ou os Deuses da Floresta, que basicamente são aquelas arvores com cara que aparecem na imagem acima. Só para ficar claro e isso não fica na hq, a arvore não fala, aquela cara foi "desenhada" pelos deuses.

 

Para finalizar o capítulo a apresentação de Daenerys, filha do último rei Targaryen, o último rei dragão, os Targaryen eram quase Deuses, não só para antigamente conseguirem controlar os dragões, mas porque eram os únicos sobreviventes da antiga cidade de Valiria, uma espécie de Atlântida de Game of Thrones.

 

 

Mas deixando essas informações, que ainda são cedo para entrar para quem nunca leu o livro ou viu a série, essa parte também mostra bastante sobre Game of Thrones, porque o próprio irmão vende a irmã para poder pagar por um exército e pela ajuda dos Dothraki, a tribo de guerreiros mais forte do mundo. Apesar de que isso não fica claro na hq, com o Khal Drogo tendo uma trança bem gay, o cabelo teria de ser bem mais espesso para ter mais impacto a história do cabelo grande. Por outro lado foi bom a hq ter logo no primeiro capítulo mostrado algumas cenas do passado dos Targaryen, algo que a série preferiu deixar de lado, por causa do tempo escasso.

 

Para concluir Game of Thrones, não aconselho a lerem a hq sem nunca terem visto pelo menos a série, já que a hq pelo que me pareceu será mais pra recapitular e fazer uma versão em quadradinhos dos livros, do que propriamente para servir como alternativa ao livro ou a série. Também já deu para perceber que a hq não estará ao nível da série e principalmente dos livros, mas me pareceu até ao momento bem interessante e para quem quiser apenas recapitular o que aconteceu no livro, mas está com preguiça de ler os livros é uma optima alternativa.

 

 

4ºAssassination Classroom 4-5:

 

Vou voltar a repetir o que disse na última vez que comentei sobre Assasination Classroom a simplicidade do manga é a sua principal arma, o que se esperaria da chegada do professor assistente e do novo aluno seria alguma introdução aos personagens e se calhar até algum destaque forçado a eles, mas não, o autor simplesmente os coloca na obra e não há introdução para nenhum dos personagens é como se eles sempre tivessem ali.

 

O professor já começa logo dando uma aula e dando uma perspectiva diferente para os alunos que querem matar o Duro de Matar, enquanto o próprio Duro de Matar fica ali de lado, chateado por ser deixado de lado, com todas as suas ideias aleatórias e bizarras que funcionam tão bem com o personagem.

 

Por outro lado o novo aluno também não tem realmente uma introdução, uma ou outra conversa entre eles, mas no geral já chega como se sempre pertencesse ao lugar, como afinal pertencia, afinal só estava suspenso. Ele já se mostrou determinado e com ideias criativas. Resumindo

 

 

3ºBleach 502-503:

 

Ainda hoje assisti ao filme dos Vingadores e não há melhor comparação para começar o comentário a Bleach que falar do Hulk. O Hulk está longe de ser um dos meus super heróis favoritos e acho os seus filmes os mais fracos entre os que vi dos super heróis que compõe o grupo, mas uma coisa é certa quando o Hulk entra em cena ninguém lhe rouba a cena e mesmo que todo o mundo já saiba o que vai acontecer, ou seja ele destruir tudo, ficará sempre a olhar para o ecrã.

 

Em Bleach também há um Hulk e ele chama-se Zaraki Kenpachi, igual ao Hulk também não é o meu personagem favorito, mas nenhum personagem de Bleach consegue ser melhor do que o Kenpachi numa luta, simplesmente porque ele não chega e fala e fala e continua a falar e só depois é que ataca com um ataque forte, mas que no final é apenas um feixe de luz. Não, o Kenpachi chega, com o seu ar badass, apenas diz algumas palavras sem qualquer requinte e parte para a luta, não usa ataques com feixes de luz, mas sim pega na sua espada despedaçada, aperta bem o punho e ataca apenas na base da força.

 

 

Ou seja 90% dos personagens tem de ser bem trabalhados, haver uma transformação física e psicológica, excelentes diálogos, cenas imprevisíveis e impactantes, mas por outro lado há também os 10% que são aquele tipo de personagem perfeito, que não é preciso fazer nada além do óbvio, o Hulk e o Zaraki são dois desses personagens, não se espera grandes diálogos, mas sim por aqueles 5 minutos ou 5 páginas onde a história parra para se poder ver o monstro a limpar o terreno, para depois os mais fortes lutarem numa luta 1 contra 1.

 

Mas não foi só o Zaraki que fez desses capítulos tão bons, também dar destaque ao Byakuya e ao comandante Yamamoto. Ainda tenho as minhas dúvidas sobre a “morte” do Byakuya, mas foi uma excelente cena, nessa relação Rukia x Byakuya x Renji, principalmente porque eles entrando em pânico pela derrota do Byakuya, ficaram por momentos desatentos dos seus inimigos e por isso acabaram derrotados, o Kubo quando quer consegue fazer direito uma boa cena de drama. Se o Byakuya realmente estiver morto então o Kubo deveria ter deixado claro, o que não ficou e isso só me faz acreditar mais que ele ainda se vai levantar.

 

 

O comandante Yamamoto apareceu e a sua aparição só quer dizer uma coisa, agora a coisa ficou séria, porque depois dos capitães mais fracos serem derrotados, vêm agora a elite, com os capitães mais velhos, seria a altura perfeita para ver as suas bankais, mas tendo em conta os adversários e os seus poderes fico em dúvida se não darão uma de Zaraki e vão vencer na base da força ou então vencem apenas com as shikais ou então a hipótese mais overpower, usarem as bankais e elas serem tão fortes que os quincys não conseguiram controlar e acabarão derrotados.

 

Finalmente esta saga ganhou um rumo e está a ficar interessante, provavelmente no futuro tendo em conta a saga inteira possa ter exagerado, ou não, na classificação que dei a Bleach, mas neste momento acho justo, porque finalmente algo funcionou em Bleach por mais do que apenas um capítulo separadamente, acho que 3 capítulos desde a morte do Ulquiorra é uma espécie de record.

 

Para concluir, a cena entre o trio ficou excelente, desde o capítulo 501, concluindo no 502, logo seguido da chegada do Zaraki e no seguinte já aparece o comandante da Gotei 13, quase que confirmando que não demora para os capitães mais fortes entrarem em acção de vez. Sem dúvida foi uma boa sequência, e acima de tudo sem enrolação, e espero que se mantenha, porque apesar dos elogios ainda tenho as minhas dúvidas de até quando o Kubo continuará inspirado.

 

 

2ºToriko 197-199:

 

 

Apesar de confiar no Shimabukuro, às vezes ele exagera tanto no hype antes do climax dos arcos que acaba por ficar aquém das expectativas, se calhar por esse motivo o arco da Sopa do Século ser considerado pela maioria dos fãs de Toriko, como o melhor arco, já que o manga até aquela altura se mantinha num nível médio.

 

Mas desta vez os capítulos 197-199 cumpriram as espectativas criadas no 196. E a maneira como foi apresentada é a ideal, 3 capítulos são o ideal para 90% de tudo o que é apresentado numa história, com o capítulo 197 mostrando o inicio do combate, o 198 o meio e 199 o final. Do Toriko não há muito a dizer, sempre a usar os mesmos ataques, mas com uma força maior, já o Coco parece ter vestido a armadura de Sagitário, o Sani como seria de esperar calhou contra o mais bizarro.

 

 

O Zebra por outro lado numa primeira parte usou os seus habituais ataques de som, mas no final do capítulo 199 deixou de lado os seus ataques a longa distância e mais poderosos para usar a táctica que falei em Bleach, ataques de a longa distância, com feixes de luz, cabelos gigantes ou veneno são mais eficazes, mas um soco bem dado no maxilar será sempre a melhor coisa que existe. Basicamente é aquela mesma história do basquetebol, um afundanço vale apenas 2 pontos, já um lançamento de linha de 3 pontos dá um ponto a mais, mas em termos de motivação para o público e principalmente a equipa, o afundanço é muito mais que 2 pontos

 

Isto com o habitual exagero por parte do autor, com criaturas que à partida seriam de nível 100 a terem 127, 132 e 140, faltou saber o nível de captura da Tartaruga, até faz sentido o monstro que o Coco enfrentou ser o mais forte ou pelo menos o mais perigoso, por causa dos venenos, mas mesmo assim não deixa de ser estranho o que à partida seria o mais forte, Gaoh, ser o que tem o nível mais fraco.

 

Por fim, estando a falar do Shimabukuro e de Toriko, claro que exagero nunca é demais e há um monstro ainda mais poderoso que controla as 4 bestas, curioso para ver como o autor irá trabalhar essa história no capítulo 200, tem tudo para funcionar, mas esperar para ler.

 

PS: É estranho os capítulos anteriores de Toriko terem ficado em primeiro e só ter dado o segundo lugar nos melhores, mas não queria adiar ainda mais a estreia de Green Blood no post.

 

 

1ºGreen Blood:

 

Este manga já era para ter entrado no último post que fiz, mas tive que fazer o post às pressas e acabei por deixar Green Blood para depois, infelizmente o depois foi só agora. Não comento muitos mangas seinen, não porque não leia bastantes, mas sim porque é raro mangas seinen terem uma periocidade semanal ou mensal e os que tem as scanlators lançam muito instavelmente e muitas vezes em packs de capítulos. Mas aproveitei que o manga foi lançado recentemente para comentar sobre ele.

 

O que mais chama a atenção em Green Blood é acima de tudo a arte, uma arte extraordinária, na qual no final do post deixarei algumas imagens para quem nunca leu apreciar. No que trata de mangas main-stream, ou seja os mais populares, a escolha entre o mangaka com a melhor arte será sempre entre o Inoue e o Miura, na minha opinião com alguma vantagem para o Inoue, mas é lendo mangas como Green Blood que se percebe que há muitos outros mangakas com uma arte tão boa, ou pelo menos perto disso, do que o Inoue e o Miura.

 

 

E o que mais me surpreende na arte do autor de Green Blood, é que o autor ainda está a desenvolve-la e poderá ainda melhor com o tempo, o autor tem apenas 34 anos, ainda está a mais de 10 da idade do Inoue ou do Miura e ao contrário da maioria das coisas onde se chega a uma idade e depois é só a cair, no que toca a arte quanto mais velho mais se melhora a qualidade que se tem.

 

Mas não é só da arte que o manga é feito, também uma boa história, pelo menos pelo que mostrou até ao momento. A história não nasce cheia de potencial, até porque a maioria dos mangas seinen são mais virados para construir uma boa história do que algo grandioso, tudo se passa numa espécie de favela nos Estados Unidos, durante os tempos do Velho Oeste, o protagonista pertence a uma gang.

 

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E basicamente é isso, nada mais a dizer sobre o roteiro, mas a verdade é que a maioria das grandes histórias começam assim, com um individuo num certo lugar e num certo tempo, tudo o resto depende da criatividade do autor e da sua capacidade de construir personagens e os seus diálogos. Diria que essa é a principal diferença entre um manga seinen para um shounen, já que nos shounens não haver objectivo é visto como uma falha, já nos seinens se o tiver ainda bem senão o objectivo será construir uma excelente história na base dos personagens, alguns falham, arrastando-se sem nenhum significado, mas isso é como tudo.

 

Concluindo, Green Blood é um excelente manga, do qual recomendo lerem, principalmente pela arte extraordinária, já agora, recomendo qualquer outro manga do autor, para quem tiver dúvidas sobre a sua capacidade de construir um roteiro. Pelo que sei a M4all já está em dia com as scans americanas, ou seja deve demorar para aparecer novamente no blog. Ainda estou em dúvida se irei comentar sobre o manga, já que o manga se desenvolve bem lentamente, mas isso vai depender do que acontecer no capítulo 8.

 

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