Quinta-feira , 28 de Fevereiro DE 2013

Analise TOC Issue #04&05 Shonen Jump 2013

 

00-One Piece (Pagina Colorida de Abertura)
01-Assassination Classroom
02-PSI Kusuo Saiki
03-Toriko
04-Nisekoi
05-Kuroko no Basket
00-Haikyuu! (Pagina Colorida)
00-Hungry Joker (Sem Rank)
06-Naruto
07-Bleach
00-Rookie Policewoman Kiruko-san (Sem Rank)
00-Kurokuroku (One Shot, Pagina Colorida)
00-Shokugeki no Soma (Sem Rank)
08-Beelzebub
09-Sket Dance
10-Gintama
11-Kochikame
12-Kurogane
13-Cross Manage
14-Medaka Box
15-Retsu!! Date Senpai

Shonen Jump Issue 06 e 07 de 2013 - Informações
Kuroko no Basket (Pagina Colorida de Abertura)
Nisekoi (Pagina Colorida)
Hyoujou Fubu (Pagina Colorida, One Shot do autor de Inumaru Dashi)
Nisekoi x Haikyuu! (Pagina Colorida, Crossover de 15 Paginas)

Ranking
01-Assassination Classroom
02-PSI Kusuo Saiki
03-Toriko
04-Nisekoi
05-Kuroko no Basket
06-Naruto
07-Bleach
08-Beelzebub
09-Sket Dance
10-Gintama
11-Kurogane
12-Cross Manage
13-Medaka Box
14-Retsu!! Date Senpai

Capitulos Rankeados
Assassination Classroom 018
PSI Kusuo Saiki 025
Toriko 210
Nisekoi 049
Kuroko no Basket 188
Naruto 607
Bleach 514

Beelzebub 179
Sket Dance 255
Gintama 421
Kurogane 058

Cross Manage 007
Medaka Box 169
Retsu!! Date Senpai 008

 

 

One Piece novamente em destaque. O Law merece uma aparição na capa, afinal é o personagem que está salvando este arco de One Piece, apesar disso issues duplas deveriam ser dedicadas às habituais capas com todos os protagonistas dos mangas da Jump, isso até poderia passar sem ser um grande problema caso não fosse a capa da issue seguinte, que logo comento no próximo post.

 

Com One Piece com capa e Naruto mais instável que nunca, AC arrecada mais um primeiro lugar, continua com a excelente boa fase que está. PSI surpreende e consegue o seu melhor resultado na toc, confirmando também a fase mais comédia/gag que a Jump está desde a estreia de AC. Toriko apesar de estável no topo, continua sem se conseguir firmar de vez e por consequência não aproveitando quando os seus adversários directos estão fracos ou não estão rankeados. Nisekoi consegue uma excelente posição, confirmando a boa recepção do capítulo 49. Kuroko do primeiro caí para o quinto lugar, indo em busca de se estabilizar no topo.

 

 

Haikyuu recebe página colorida, fica bem colocado na toc e continua muito bem, a Jump também estreia o primeiro de uma breve leva de one shots. Sobre os 3 estreantes, Hungry Joker dá a ideia que poderá ir muito bem, principalmente por ser colocado à frente de Naruto, Kiruko-san está mais ou menos e Shokugeki no Souma fica como último dos 3, o que nesta semana não diz grande coisa, já que a Jump apenas trocou os mangas de lugar.

 

Naruto num ranking péssimo, mas como disse no início está instável e logo volta a subir, mas o mais engraçado, e que só reparei agora mesmo, é Naruto e Bleach estarem lado a lado, algo bem raro nos últimos 3 anos. Beelzebub com um resultado razoável, mas tendo em conta que o manga está voltando às origens e ao único plot que funcionou verdadeiramente no manga, é bem provável que o manga volte a subir nas próximas semanas. Sket Dance e Gintama continuam no fundo da toc, mas sem grandes problemas.

 

 

Kurogane tem um bom resultado, mas que tendo em conta que já vi as tocs seguintes não lhe serve de muito, mas logo comento melhor depois, Cross Manage vai sobrevivendo, mas a não ser que aconteça um milagre, ou todos os 3 novatos acabarem sendo cancelados, é apenas uma questão de tempo até ser cancelado. Medaka continua mal, mas infelizmente há sempre quem venha pior e nisso Medaka ganhou a sorte grande, já que tudo aponta para que pelo menos 2 estreantes venham mal, Date-Senpai em último, esperando apenas o cancelamento.

 

Para a semana Kuroko no Basket ganha destaque, numa issue dupla, mostrando o sucesso que tem tido, Nisekoi ganha página colorida, pelo sucesso e pelo one shot em parceria que vai ser lançado na semana seguinte também, Nisekyuu. Além disso mais um one shot, desta vez do autor de Inumarudashi.

publicado por Dark-Fenix às 19:33
Quarta-feira , 27 de Fevereiro DE 2013

Analise TOC Issue #03 Shonen Jump 2013

 

00-One Piece (Capa e Pagina Colorida de Abertura)
01-Kuroko no Basket
02-Toriko
03-PSI Kusuo Saiki
04-Naruto
05-Nisekoi
00-Assassination Classroom (Pagina Colorida)
00-Shokugeki no Soma (Sem Rank)
06-Haikyuu!
07-Bleach
08-Retsu!! Date Senpai
00-Beelzebub (Pagina Colorida)
00-Hungry Joker (Sem Rank)
09-Sket Dance
00-Rookie Policewoman Kiruko-san (Sem Rank)
10-Cross Manage
11-Gintama
12-Kurogane
13-Kochikame
14-Medaka Box

Shonen Jump Issue 04 e 05 de 2013 - Informações
One Piece (Pagina Colorida de Abertura)
Haikyuu! (Pagina Colorida)
Kuro Kuroko (One Shot, Pagina Colorida)

Ranking Real
01-Kuroko no Basket
02-Toriko
03-PSI Kusuo Saiki
04-Naruto
05-Nisekoi
06-Haikyuu!
07-Bleach
08-Retsu!! Date Senpai
09-Sket Dance
10-Cross Manage
11-Gintama
12-Kurogane
13-Medaka Box

Capitulos Rankeados
Kuroko no Basket 187
Toriko 208
PSI Kusuo Saiki 024
Naruto 606
Nisekoi 048
Haikyuu! 034
Bleach 513

Retsu!! Date Senpai 007
Sket Dance 254
Cross Manage 006
Gintama 420
Kurogane 056
Medaka Box 168

 

 

Mais um destaque para One Piece por causa do filme, então sem nada a dizer e passando logo para os manga que estão contando, onde houve bastantes surpresas.

 

Na última vez que comentei sobre as tocs tinha dito que a disputa seria entre Naruto e Toriko, a não ser que Kuroko fizesse uma surpresa e não é que Kuroko realmente fez a surpresa e já igualou o nº de primeiros lugares que fez no ano passado, mostrando mais uma vez que o manga ganhou muito com o anime e que soube manter essa popularidade, ou até aumentar, algo que acontece poucas vezes com essas surpresas improváveis derivadas dos animes.

 

Toriko ficou em segundo e PSI conseguiu mais um resultado excelente, se recusando a ir para o meio da tabela fazer companhia a Haikyuu. Naruto mais uma vez mostra o quanto instável tem estado nos últimos tempos, não só perdendo o primeiro lugar como caindo para quarto, relembrando que se One Piece e AC estivessem contando teria saído do top5. Nisekoi fica novamente no top5 e para a semana será rankeado o capítulo 49, então pela lógica seria mais um top5 fácil para o manga, o que acabou por acontecer.

 

 

Não percebi a jogada da Jump, já houve momento onde faria sentido a Jump colocar AC nessa posição, caso tivesse página colorida, mas agora eu diria que o ideal teria sido colocar entre Kuroko e Toriko, ou no mínimo entre PSI e Naruto, ou caso não quisessem colocar 2 mangas de comédia seguidos podia ser entre Naruto e Nisekoi, agora abaixo de Nisekoi não faz muito sentido. Beelzebub teve página colorida e foi colocado onde a maioria esperaria, no meio da revista, esperando para ver se melhora ou continua a afundar.

 

Nessa semana a Jump quis baralhar tudo e complicar a previsão sobre quais novatos se vão dar bem, Shokugeki no Soma o mais provável é seguir o caminho de Pajama e Koisome Momiji, mas a Jump decidiu lhe dar uma chance, Hungry Joker continua abaixo do que se esperaria do vencedor da Golden Future Cup e colocaram Kiruko-san, que até ao momento parecia ser o que estava a ir melhor, em último dos 3, já adiantando que o manga afinal não acabaria indo tão bem.

 

Haikyuu com um excelente resultado, mostrando que mesmo estando no meio da tabela é um manga a não esquecer. Bleach desceu e seguindo a lógica deveria continuar a descer e mesmo estando a torcer para que o Kubo consiga fechar o manga pelo menos com algo razoável, se cair de novo para o bottom não será injusto. Date-Senpai faz mais uma daquelas surpresas em gag mangas e surpreende, mesmo que isso lhe vale-lhe de pouco. Sem nada a dizer sobre Sket Dance.

 

 

Um bottom5 estranho, primeiramente por não ter Date-Senpai e segundo por Cross Manage ser o que se saiu melhor dos 5, de qualquer maneira continua numa posição bem crítica. Kurogane estava a ir bem, mas com as subidas de Cross Manage e Date-Senpai volta a ser um possível cancelado. Maus resultados para Gintama e Kochikame, mas nada que mude alguma coisa, já que os dois são importantes de mais para a Jump sequer pensar em cancelar e nessa perspectiva ainda bem que Hunter x Hunter não está a ser publicado nesta altura se não seriam 3 mangas imprescindíveis no bottom5.

 

E como é bom ver Medaka Box em último, e antes que me chamem de hater, apesar de não estar a ler o manga actualmente, gosto do manga e estou a pensar em voltar a ler num futuro próximo, mas o manga já passou da hora de terminar e pode ser que esse resultado mau ajude a isso acontecer, seja por cancelamento ou um final apressado. Além disso alguém sentiu a ironia do destino de ver na mesma edição Kuroko em primeiro e Medaka em último?

 

Para a semana issue dupla, ou seja os protagonistas dos mangas da Jump reunidos na capa, One Piece continuará em destaque, Haikyuu terá página colorida e a Jump lançará um one shot mostrando que realmente existe espaço na Jump para pelo menos um manga, espaço esse que espero que seja preenchido por Hunter x Hunter nas próximas semanas.

publicado por Dark-Fenix às 21:45
Terça-feira , 26 de Fevereiro DE 2013

Opinião Semanal #62

 

Antes de mais, abaixo deste post está já o anterior que fiz na semana passada, quando regressei ao blog e vários post sobre os óscares incluindo os resultados. Sobre este acabou atrasando um pouco, amanhã já saem os novos mangas da Jump, mas melhor agora do que voltar a fazer uma edição dupla.

 

Como tinha comentado, há algumas alterações, ou seja a partir deste post em diante a cada semana vou escolher alguns mangas e capítulos para comentar mais acerca deles, já os outros, a maioria, terão um comentário curto. Não serão sempre os mesmo mangas em destaque e nem sempre os que estão mais acima ou abaixo no post, os escolhidos são os que têm mais destaque, que têm algo de importante para comentar ou então para recapitular alguma coisa importante, início/final de arco por exemplo. Caso queiram ver um manga em especial com um comentário mais largo, peçam nos comentários, caso veja necessário irei dar destaque no post seguinte.

 

Dessa maneira, poderei comentar sobre mais mangas e sobretudo sobre mangas de melhor qualidade, já que o meu foco nos mangas da Jump, comentando sobre praticamente todos eles, estava acabando por deixar o post muitas vezes com mais capítulos fracos que bons. A ideia é destacar por semana entre 5 a 10 mangas, dependendo de vários factores pode ser menos ou mais, mas 90% das vezes deve ser entre 5 e 10.

 

No post em si, estreia de World Trigger e Molester Man, regresso de Rouruni Kenshin Kinema-ban, Gintama, Vagabond e Deadman Wonderland, comentando sobre os one shots de Nisekyuu e After School Idol. Já spoilando o meu próprio post, Dorohedoro foi de longe o melhor manga da semana e fica aqui novamente a recomendação.

 

 

23ºFairy Tail 319-320:

 

Gajeel ganhou como seria de esperar, alguma curiosidade para saber o que é a sombra e esperando que o Mashima ande de vez com este torneio. No 320, o Mashima até desenvolveu um gancho para um possível próximo arco de Fairy Tail, com os 4 magos em destaque, mas o pior do capítulo foi mesmo o gancho de esquerda do Laxus, resta ver como o 5º grande mago irá perder, ou será que o Mashima surpreende e o Laxus perde?

 

 

22ºKiruko-san 8:

 

Imaginem PSI tentar-se manter comédia ou continuar com a ambiguidade do seu plot tendo mais que um personagem com poderes, acabaria tirando a mística de apenas haver um, praticamente é a mesma coisa com a chegada dos amigos da Kiruko, o pouco de comédia que resultou no manga foi à custa da ambiguidade da Kiruko, havendo 3 torna tudo mais normal do que deveria ser.

 

Além disso mantenho a crítica que fiz no primeiro capítulo para um manga virado para comédia o manga tem muitas páginas. E com isso o que a Jump decide fazer, dá páginas extras, se serve de alguma coisa é por isso que ainda não li o 9 e o porquê de estar em penúltimo esta semana.

 

 

21ºRouruni Kenshin Kinema-ban 2-3:

 

Contínua aquela ideia que o mangaka não está a assumir grande compromisso com esta nova versão, criando-a só porque sim e para ganhar algum dinheiro sobre o manga da sua vida, já que nos últimos 15 anos não conseguiu criar algo de real sucesso. Percebe-se que ele tenha de mudar alguns acontecimentos para não alongar demasiado o manga, mesmo assim está tudo muito no “porque sim” ou no “porque não” e sem qualquer lógica.

 

Volto a comentar essa arte que ele assumiu principalmente em Busou Renkin não beneficia em nada Rouruni Kenshin, na verdade nem em Busou Renkin beneficiava. Entretanto acabei lendo o 3 e também fiquei com a impressão, se calhar pela necessidade de ser mais rápido, que até mesmo a nível de roteiro o mangaka está mais fraco.

 

 

20ºDeadman Wonderland 52:

 

Em si até não foi um capítulo mau de todo, se não tivesse havido hiatu estaria de certeza mais alto, mas para um capítulo pós hiatu tão longo seria esperado algo melhor e alguma introdução rápida para situar o leitor não teria ficado nada mal, mesmo que não tenha sido preciso muitas páginas de leitura para me recordar.

 

PS: Uma página colorida também não ficava nada mal.

 

 

19ºWorld Trigger 1-2:

 

Este manga tem tanta falha, que vou começar pela sua única qualidade, que é não querer ser mais do que realmente é, os dois capítulos em momento algum mostram o manga e o mangaka se achando mais do que realmente são, que é apenas um manga razoável e isso é benéfico, ainda para mais se pensar-se em Hungry Joker, que chegou se achando que era isto e aquilo e no final de inteligente não tem nada.

 

Mas isso é o mangaka, porque nem nisso a Jump ajuda, se calhar por pensar que foi por causa disso, não quererem ser mais do que são, que Kurogane e Takamagahara foram cancelados e vendo que World Trigger iria seguir o mesmo caminho, que os editores logo na página colorida dupla chamam o mangaka de génio, sendo que o máximo que o mangaka fez foi ter um manga na Jump que durou mais de 20 capítulos. Publicidade enganosa é motivo mais que bom para leitores deixarem de ler o manga e eu digo que da primeira vez que peguei no manga para ler desisti logo ao ver essa frase.

 

Agora os pontos negativos, a ideia da história é batida, desde histórias mais parecidas como Tokko, a mangas que seguem o mesmo padrão, mas de outra maneira, como Bleach. Na verdade se pensar-se bem até Digimon entraria nesse lote, resumindo o que não faltam por aí são exemplos. Mesmo assim essa é sempre um daqueles plots que podem funcionar deste que o resto do roteiro ajude, o que até ao momento não é o caso de World Trigger.

 

 

O manga, e principalmente o primeiro capítulo, foi totalmente cliché, a introdução até foi o melhor, mas quando começa a apresentar os personagens tudo parece um efeito de bola de neve até ao final do capítulo, onde a bola de neve torna-se uma avalanche. Começando pelo nerd típico, passando pelo personagem estranho que aparece com o seu bichinho de estimação, que claro que tem de passar logo pelo ritual dos, nada clichés, rebeldes da turma, só para mostrar o seu estilo. Depois piora, o nerd é derrotado vergonhosamente, mesmo que depois mostre ser um membro da Border e a criança esquisita mostra ser ainda mais forte salvando-o de um Naver. E para fechar com chave de ouro o que melhor do que ser totalmente obvio? Acredito que não tenha sido só eu que desde a primeira aparição dele que juntou 1 + 1 e deu 2.

 

E o último defeito, para quê a overdose de “3” no manga e principalmente no capítulo 2? O capítulo poderia ter corrido muito melhor sem isso, mas só conseguia pensar nessa cara dele durante toda a leitura, e agora olhando as imagens por alto novamente até foram bem menos do que estava a imaginar, e olhem que continuam a ser muitas. Tudo o que é demais enjoa, essa é uma das regras fundamentais para criar uma boa história.

 

Para concluir, World Trigger até pode funcionar, o tema é batido e a arte é genérica, mas se apanhar um bom público pode funcionar, mas sendo sincero não vejo um manga como World Trigger durar muito na Jump. Vale lembrar que o manga está a ser publicado pela Jump Alpha, que desde que começou a serializar novatos da Jump acertou em cheio no que vai ser cancelado.

 

 

18ºKurogane 43:

 

Praticamente igual a Deadman Wonderland, nem está assim tão mau, mas de forma resumida fiquei afastado do blog durante mais de 2 meses e quando volto apenas 1 capítulo, isso mata completamente a leitura, além disso foi mais um capítulo de introdução. O manga já foi cancelado e só espero que as scans terminem o manga.

 

 

17ºBleach 527:

 

Gostava de saber o que passou pela cabeça do Kubo para decidir dividir o capítulo em duas partes totalmente distintas, ou melhor provavelmente sei exactamente o que ele pensou, tendo em conta que a segunda metade pode ser facilmente resumida como o Kubo tentar surpreender e acabar sendo mais cliché do que se tivesse seguido o óbvio, acredito que o mesmo se possa dizer da primeira parte, onde ele sabiamente, só que não, decide mudar na melhor parte, como ele tanto gosta de fazer e raramente funciona.

 

A pergunta mantém-se, qual o sentido de ter hypado o Rei se demorarão meses para realmente vê-lo? É que se o Kubo seguir o que estou a pensar deve-se seguir um mini-arco com o Ichigo treinando, logo ainda mais tempo sem Rei.

 

 

16ºShokugeki no Souma 6:

 

Capítulo totalmente cliché e neste caso em especifico difícil de dizer que o manga foi cliché porque quis e funciona dessa maneira. De qualquer forma, acredito que seja um deslize e volte a apresentar bons capítulos daqui em diante, Shokugeki no Souma não é um manga que precisa ou necessita de ser cliché, então um pouco menos de exagero só lhe beneficiava.

 

 

15ºNisekyuu One Shot:

 

One shot simples, agradável de ler e que funciona bastante bem para promover tanto Nisekoi quanto Haikyuu, resumindo bom trabalho, mas pouco mais que isso.

 

 

14ºPSI 5:

 

Psi não é um mau manga, bem pelo contrário, o problema é que a sua premissa acaba por se tornar, mais tarde ou mais cedo, aborrecida e repetitiva. E nesse caso, ao contrário de Kurogane, a leitura mais demorada tem ajudado, porque tenho as minhas dúvidas se conseguiria ler 1 capítulo de PSI semana após semana. E aí entro novamente no assunto das páginas em demasia, 10 páginas, ou até menos, seriam o ideal para PSI, o manga já mostrou que deve seguir essa ideia em todos os capítulos, logo menos páginas acabariam sem qualquer dúvida por beneficiar a leitura, porque não cansariam tanto.

 

E só para ficar claro que não estou a criticar PSI ou Kiruko-san apenas porque sim, penso o mesmo de boa parte dos capítulos que li de Gintama, menos páginas não lhe ficavam mal, apesar de que em Gintama funciona melhor já que o manga diversifica mais e sem dúvida tem mais carisma.

 

 

13ºHaikyuu 27:

 

Agora é de vez, jogo pronto para começar e boa execução neste capítulo, desde a parte que o Hinata fica com o nº do seu ídolo, até à página final e mais uma vez à referência entre gatos vs corvos, achava muito bem vindo se o autor no futuro pudesse dar destaque a isso no futuro e não ser apenas para simbolizar este jogo.

 

 

12ºBeelzebub 192-193:

 

Típico capítulo de transição entre o ataque dos inimigos e a preparação de um plano para o ataque, Beelzebub continua bem, mas a cada capítulo que passa parece que a probabilidade do arco acabar de uma forma ridícula aumenta, esperando estar totalmente errado. Há alguém com um contrato de demónio entre os novatos e espero que isso possa significar algum adversário mais ao nível do Oga.

 

No 193 já se começam a movimentar e fica a ideia que o autor vai começar a distribuir poder demoníaco para todo o mundo, lá ver como será, mas já que o autor não quer colocar o manga em rota para o mundo dos demónios claramente tinha de fazer algo para equilibrar os poderes e correndo o risco de perder o fio à meada pelo menos pode sair daí algo interessante. A parte do jogo pedra, papel, tesoura era dispensável.

 

 

11ºAfterschool Idol One Shot:

 

Quem acompanha o blog há um tempo considerável deve-se lembrar que esta era a minha aposta para vencedor da Golden Future Cup, não tendo lido os restantes one shots até ao momento, a vitória de Afterschool Idol continua-me a parecer a escolha mais acertada, mesmo que tenha muitos contras, como a Jump já estar sobrecarregada de mangas de romance e principalmente mangas com uma escola como pano de fundo e a ideia de “já li isto antes”, que salta à vista neste one shot.

 

A história é relativamente interessante e bem desenvolvida, e também com boas possibilidades para o futuro, mas a ideia em si é igual a tantas outras histórias, o único factor de diferença é o protagonista ser cabeleiro, mas não deixa de ser apenas uma ligeira mudança numa história que segue o padrão de tantas outras. De qualquer maneira repito a história é bem desenvolvida e esse é o seu ponto forte.

 

 

Até porque muitas vezes as histórias que acabam passando a barreira inicial de cancelamento/falta de público não são as histórias mais originais, mas as que são bem desenvolvidas, é só olhar para Hungry Joker, ou qualquer outro battle shounen publicado na Jump nos últimos 3 anos, que dá para perceber o porquê de tanto romance e comédia na Jump actual. Por isso dá para ver futuro em Afterschool Idol, as questões que ficam é se o manga poderá sobreviver na Jump com tanta concorrência directa e se as mudanças que irá sofrer lhe acabaram por afectar? Algo que só se poderá dizer quando sair a versão serializada na Jump daqui a uns meses.

 

Acabei destacando mais o pode ou não fazer sucesso na Jump do que a história em si, mas realmente não há muito o que comentar, o protagonista cabeleireiro pode ser um diferencial interessante e a história da protagonista feminina pode ter futuro, isto se não se tornar repetitivo antes, naquela questão de descobrir ou não o segredo. De forma resumida, é um bom one shot, que pode funcionar na Jump, dependendo da maneira como for trabalhado.

 

 

10ºKuroko no Basket Volume 10:

 

Este volume marca o recomeço do manga, por assim dizer, por um lado faz parecer que os outros 9 foram totalmente perdidos já que neste volume se começa de novo uma competição, mas mesmo Kuroko não sendo o típico manga de desporto realista, logo acaba deixando praticamente todos os assuntos fora de campo de lado ou trata-los de uma maneira mais cliché, vejo algumas decisões muito bem tomadas pelo autor nos volumes anteriores e volto a comentar o que tinha dito da última vez, tendo em conta o que o autor mostrou nos volumes anteriores eles perderem na final da Copa de Inverno não seria uma má decisão.

 

Neste volume também uma homenagem à famosa cabeçada do Sakuragi no cesto de basket, que em Kuroko foi recriada pelo Kagami. Apesar de no título dizer volume 10, vou neste post comentar logo sobre todo o jogo com Shutoku, já que não faz muito sentido ficar a meio, ainda para mais porque o resto do volume 11 e o 12 praticamente andam de mãos dadas, algo que comentarei para a semana e actualizar de vez Kuroko no Basket.

 

 

O jogo foi claramente melhor do que o anterior entre as duas equipas, a começar pelo facto do autor não ter exagerado tanto no Midorima como de antes, mesmo que agora ajam mais técnicas extravagantes, pelo menos já estão mais equilibradas. Além disso claramente dá para ver que o autor também está a dar destaque a mais personagens do que no início do manga, agora já parecem mais como uma equipa e mesmo os adversários não se resumem só à Geração dos Milagres.

 

O resultado é que foi um pouco forçado, até porque até onde sei em basquetebol não existem empates, quando termina em empate passam para uma fase de prolongamento, além de que fica estranho eles empatarem, estando mais fortes, com uma equipa que já tinham ganho antes. De qualquer maneira se havia solução para o autor criar um empate sem parecer tão forçado sem dúvida era o lance livre mesmo à beira de fechar o encontro, além de que isso criou alguma tensão, algo que poucos mangas de desporto clichés conseguem fazer.

 

Concluindo, bom jogo, que acabou ganhando ainda mais pontos por ter funcionado melhor do que o anterior e claramente neste momento o autor parece que está a conseguir controlar bem os seus momentos clichés e de puro entretenimento com as fases em que se precisa de criar algum drama. Para a semana vou terminar de comentar sobre os volumes lançados até ao momento, mas vou dividir os comentários em dois, já que o flashback foi excelente, mas o próximo jogo em si foi uma completa desgraça.

 

 

9ºMolester Man 1:

 

Ainda não li o segundo capítulo, de qualquer maneira estreando mais um manga no post, Molester Man é um manga curto, então irá quase garantidamente ser completamente comentado no meu post. É do mesmo artista de Onani Master Kurosawa deixando a história pelo próprio Molester Man e a história contada no 2ch, o famoso fórum japonês.

 

Começando pelo 2ch, não sei ao certo quantas histórias do género já saíram desse forúm, mas no mínimo já são duas histórias reais passadas para o manga que saíram daí, a primeira é essa, a segunda, a mais conhecida, é a famosa história do Homem do Comboio, que provavelmente comentarei no blog futuramente. A história de Molester Man é a história de como um homem foi confundido por um pervertido/stalker, ou na tradução à letra, molestador.

 

O primeiro capítulo é apenas a introdução à história, resumindo tirando a tal cena que ele é confundido não mostra nada demais, mesmo assim sem dúvida deixou-me bem intrigado para saber o que vai acontecer nos próximos capítulos e se for tão entusiasmante como a história do Homem do Comboio (Densha Otoko) acompanhar semanalmente deverá ser uma tortura, no bom sentido.

 

Para concluir, fiquei surpreso por saber que esta história foi publicada antes de Onani Master Kurosawa e só agora aparecer pela net. Só falta comentar sobre a arte, ou falta dela, já que a arte em Molester Man é quase inexistente, com todos os fundos sendo brancos e os personagens muito mal desenhados, está certo que nesse tipo de histórias tanto faz se a arte é boa ou não e no caso de Onani Master Kurosawa até gostei da arte mais fraca, mas como está em Molester Man acaba sendo um ponto fraco, mesmo assim pontos por me deixar intrigado.

 

 

8ºToriko 223:

 

Mais um capítulo dedicado ao hype, desta vez dedicado aos Nitros. Sobre o resto uma aparição rápida do pinguim e o final pode indicar que agora o manga vai se estabilizar e deixar de apresentar novos personagens nesta guerra. Está certo que matar o Livebearer agora seria mais um tiro no pé do que outra coisa, já que era jogar fora um personagem relativamente importante, mesmo assim acaba sendo mais uma daquelas situações onde o autor cria a cena para surpreender e não tem coragem de ir até ao fim.

 

 

7ºGreen Blood 16-19:

 

Bons capítulos de Green Blood, que continua com um roteiro interessante e com uma arte extraordinária. Neste post para não me alongar muito apenas destacando uma coisa que muitas vezes me incomoda não apenas em Green Blood, mas em todos os mangas que li do autor. Já li 4 mangas deles, todos curtos, e por mais que ele tenha um roteiro sério e uma arte extraordinária em algum momento sempre consegue acabar parecendo meio shounen, como alguns personagens ou reacções. Só olhar para o pai do protagonista, igualzinho personagem overpower de battle shounen. De qualquer maneira Green Blood continua bom e recomendasse.

 

 

6ºGintama 418:

 

Apenas comentando sobre o 418, porque ainda tenho de me conseguir actualizar com Gintama, que nos últimos tempos tem tido muitos capítulos lançados, ainda bem, e que com isso acabei ficado totalmente perdido e atrasado. Mas antes de comentar sobre o capítulo, a princípio irei comentar a partir deste em diante e vou tentar ir por arcos, ou seja caso aja capítulos soltos que nem este comentarei separado a não ser que dê para agregar com o seguinte de alguma maneira, caso aja um arco comentarei tudo junto até para conseguir colocar o manga de novo em dia. Entretanto irei lendo capítulos antigos e se haver algum que mereça destaque, como o do arco do Kintoki, logo comentarei aqui eventualmente.

 

Sobre o capítulo, mais um que o autor faz com que se passe todo num espaço fechado, no caso apenas na casa de banho e aí volto a comentar, Gintama se passado para série live-action seria o sonho de qualquer produtor, porque de certeza seria uma série bem barata de produzir, nesses capítulos entenda-se. A ideia é boa, e ainda melhor executada e funciona como uma espécie de crítica, já que nunca se sabe o que os outros fazem quando estão sozinhos. Só achei meio exagerado a cena da peruca, dos pelos no peito e da cauda, que acabam aparecendo do nada no manga, mas como qualquer comédia longa, dá sempre para resetar tudo na semana seguinte.

 

 

5ºNaruto 621:

 

Capítulo de introdução do flashback, sem muito o que dizer, confronto entre Madara e Hashirama e no final um flashback dentro de um flashback. Sobre os personagens enquanto crianças, acredito que aquele com cara de Sasuke jogando pedras na água seja o Madara e o outro o Hashirama, certo? Então qual o sentido do último quadro do capítulo? Que dá a entender tudo totalmente ao contrário.

 

 

4ºAssassination Classroom 31:

 

Bom capítulo de Assassination Classroom, que nem sei se devo de elogiar ou esperar para ver se devo elogiar ou criticar, explicando neste capítulo o autor mostrou claramente que ele sabe dos problemas do seu próprio manga, ou seja tudo o que o Nagisa pensou no capítulo. O que o manga se propõe e no que funciona principalmente é nessa história dos alunos quererem matar o professor e na evolução a curto e longo prazo para que isso aconteça, ou não, dependendo do que o autor está a preparar para esse tal dia. Agora pensando nisso, e até por se tratar de um manga com fundo escolar, teria feito mais sentido ele dar um prazo de 3 anos e não 1, não que isso importe agora.

 

Mas ao longo dos capítulos, o que acontece é novos professores, novos alunos, várias tentativas de assassinato do governo, como o sniper na viagem escolar e agora até mesmo o “irmão” do Duro de Matar, são muitas interferências, o autor trabalha tudo e ao mesmo tempo não trabalha nada e o facto do Nagisa e do Kharma estarem cada vez com menos destaque no manga, fora o resto da turma que raramente aparece em destaque, mostra bem isso.

 

Sobre essa lista de fraquezas, que neste capítulo recebeu vários updates, como o Nagisa disse isso não faz muito sentido de acontecer já que o objectivo eram eles irem aos poucos conseguindo por si próprios se tornar fortes, na verdade já tinha comentado isso na altura que apareceu o sniper, mas agora está mais que evidente. Agora ficam as questões, esse questionamento do Nagisa neste capítulo quer dizer que o autor sabe o que fez de errado e vai mudar? Sabia e foi de propósito? Ou continuará como nada tivesse acontecido? Esperando que seja a segunda e que o Matsui confirme o génio que dizem que é.

 

 

3ºOne Piece 699:

 

Só eu que olhei para essa página dupla e me lembrei logo de Nanatsu no Taizai? Se fossem 7 em vez de 9, então ainda teria ficado mais parecido, de qualquer maneira como sempre boa página colorida.

 

Muito hype, até pela semana de pausa, e afinal acabou não sendo nada demais, não que isso seja errado, na verdade era o óbvio e o mais correcto de fazer nesse momento, até porque o Aokiji nunca foi, e agora muito menos é, alguém que se preocupa em arrumar os problemas dos outros e dessa maneira consegue fechar bem esse arco. Agora dispensava bem aquela cena final do Aokiji, mania dos mangakas de quererem infantilizar personagens.

 

Na segunda parte do capítulo, típico momento de descontração em alto mar, desta vez mais focado em fanservice e desta vez o Oda apelou, ele já tinha feito várias cenas da Nami e da Robin para levar o Sanji e o Broock à loucura, mas esta é provavelmente onde apela mais e onde funciona da melhor forma, muito por culpa do Monosuke, e também do seu pai, que já parecem estar mais que bem ambientados no bando.

 

A terceira e última parte me surpreendeu bastante e acima disso abre ainda mais probabilidades interessantes para o futuro do manga, o Oda agora tem tudo nas suas mãos, possibilidades infinitas para o manga e espero que o Oda acaba escolhendo uma das melhores. O Novo Mundo pedia algo fora da zona de conforto, algo que até agora ele ainda não saiu desde Marienford e se metade do que foi prometido neste capítulo se cumprir está-se perante, finalmente, o reerguer de One Piece, está-me a parecer que o capítulo 700 vai decidir se o manga passa para uma fase superior ou continua no mais do mesmo.

 

Aliança de Law e Luffy, aliança de Kid, Apoo e Hawkins, DoFlamingo já não ser Shibukai e muito provavelmente tudo isto afectará todos os Yonkus, a sério agora só falha se o Oda já não for o que era há 3 anos atrás. Esperemos que se esteja perante o real início do Novo Mundo e que o Oda finalmente cumpra o que prometeu.

 

 

2ºVagabond 304:

 

Voltando a comentar sobre Vagabond, mas tenho as minhas dúvidas de quando comentarei sobre o próximo capítulo, já que as traduções nas scans americanas estão praticamente paradas. De qualquer maneira aproveitar o que se tem, Vagabond e o Musashi continuam numa fase introspectiva, antes do combate entre ele e o Kojiro, para o Inoue poder finalmente concluir o manga. Musashi continua a cuidar do pequeno Takezo, enquanto enfrenta uma pequena batalha contra a chuva, que lhe leva a uma conclusão.

 

Esperando que não demore muito para poder ler os próximos capítulos.

 

 

1ºDorohedoro 62-67/Volume 11:

 

O que mais dou valor numa história, não só manga, mas como tudo no geral é quando acabo totalmente surpreendido, como se o meu cérebro tivesse explodido e não acreditasse mesmo no que acabei de ler/ver. Infelizmente isso tem sido cada vez mais raro, até porque quanto mais histórias se lê/assiste mais raro se torna encontrar algo novo e original, por pouco que seja há sempre uma cota parte do “já vi alguma coisa do género antes”.

 

Para quê essa introdução? Porque foi exactamente assim que me senti lendo esse volume, principalmente o capítulo final, não estava nada à espera do que estava por vir, e não foi apenas uma questão de não estar à espera, mas sim toda a situação envolvida, a reacção e tudo o resto que envolveu o En neste capítulo foi feito na perfeição, todo aquele sentimento de impotência, que mesmo sendo o mago mais poderoso não podendo fazer nada, a falta de reacção pela surpresa e finalizando com aquela já épica cena dele decapitado, fora tudo o resto que a autora trabalhou nos capítulos anteriores e acabaram fazendo todo o sentido nesse último capítulo do volume.

 

Nunca o En tinha sido tão “humano”, no manga sempre foi visto como alguém superior, e do nada vê-se, tão surpreendido quanto nós, pela primeira vez no manga frágil, com medo, com receio e finalmente a sensação de tem de fazer algo, mas que nada pode fazer. E com isso, o manga que até parecia estar numa fase mais calma, cria um plot twist com 1001 opções para o futuro, tornando de vez Dorohedoro como um dos mangas mais criativos e consistentes em publicação.

 

Acabei focando demasiado nesse capítulo, e tendo em conta a qualidade desse pouco importa neste momento comentar sobre os restantes, mas só tenho a dizer que a autora colocou todas as peças no lugar certo antes de explodir a bomba, desde tirar todos os principais da mansão, à história da Kikurage, que claramente teve destaque num dos capítulos anteriores para os leitores relembrarem que ela ressuscita os mortos, logo sendo peça fundamental de todo o futuro que irá sair desse último capítulo.

 

Sem qualquer dúvida, um dos melhores momentos que já comentei no Opinião Semanal e esperando que Dorohedoro continue fazendo o que sabe fazer melhor, ficar melhor a cada volume que passa.

 

 

Ranking:

1ºDorohedoro
2ºVagabond
3ºOne Piece
4ºAssassination Classroom
5ºNaruto
6ºGintama
7ºGreen Blood
8ºToriko
9ºMolester Man
10ºKuroko no Basket
11ºAfter School Idol
12ºBeelzebub
13ºHaikyuu
14ºPSI
15ºNisekyuu
16ºShokugeki no Souma
17ºBleach
18ºKurogane
19ºWorld Trigger
20ºDeadman Wonderland
21ºRouruni Kenshin
22ºKiruko-san
23ºFairy Tail

publicado por Dark-Fenix às 21:56
Segunda-feira , 25 de Fevereiro DE 2013

Óscares 2013 - Resultados

 

No geral esta edição dos óscares foi bem diversificada, sem nenhum grande vencedor, as estatuetas foram tão bem divididas que até mesmo Django, que não estava a ser muito cotado para figurar na gala, acabou se saindo bastante bem, com duas estatuetas, mais uma que por exemplo Silver Linings Playbook, que tinha muito mais hype antes da gala. Mesmo assim dá fazer uma breve lista dos vencedores e dos grandes perdedores.

 

Zero Dark Thirty saí dos óscares com apenas uma estatueta, sendo mesmo essa repartida com Skyfall, Lincoln ficou com duas e se já era o grande derrotado da noite contando a vitória do Spillberg, sem ter ganho esse prémio fica sem dúvida alguma como a desilusão do ano na gala dos óscares. Depois houve os pequenos perdedores como The Master ou Impossível, que tinham poucas hipóteses. Wreck-it Raplh e Frankenweenie também poderiam ser inseridos entre os derrotados da noite.

 

Beasts of Southern Wild acaba não ganhando nada, como seria de esperar, mesmo assim só as nomeações já são mais do que suficientes para se ter saído bem nos óscares, o mesmo se pode dizer de Silver Linings Playbook que o seu maior feito foi ter sido nomeado para os 7 principais títulos a que podia concorrer, realizador, filme do ano, argumento e as 4 categorias de interpretação, mesmo assim saiu com um óscar de melhor actriz e se tivesse ganho o de argumento adaptado podia-se mesmo considerar o 3º grande vencedor da noite.

 

 

A Academia homenageou os musicais, provavelmente porque na altura que pensaram no que iriam fazer para a gala Les Miserables devia ser o principal candidato, mas de lá para cá perdeu muita força e foi arrasado pela crítica, mesmo com a clara divisão, apesar disso Les Miserables leva 3 estatuetas para casa, o que este ano não se pode dizer que foi um mau resultado. Outro tema que a Academia homenageou foi a saga do 007, e sem dúvida não havia melhor altura para a saga comemorar 50 anos, porque depois de mais do mesmo desde que o Daniel Craig se tornou o James Bond toda a saga se reinventou e este Skyfall mesmo não sendo melhor que Casino Royal, fica lá perto e merece todo o destaque que tem tido, que nos óscares se resumiu a duas estatuetas.

 

Filmes de época tem espaço guardado para o óscar de melhor guarda-roupa e este ano não foi excepção, com isso Anne Karenina saí da gala com uma estatueta.  Amour que vinha de um forte apoio e bem cotado para os óscares de melhor realizador e melhor actriz principal, acaba se contentando com o óscar que já lhe era certo, o de filme estrangeiro, podia ter feito melhor, mas acredito que a culpa foi por a Academia este ano ter querido distribuir os óscares pelo maior nº de filmes. Django e Quentin Tarantino mesmo que novamente afastados das categorias principais acabam se saindo bem nos óscares com 2 estatuetas.

 

Argo ganhou 3 óscares, dois deles em categorias mais secundárias, mas que compensa com o óscar mais pretendido, o de melhor filme do ano. A sua vitória podia ter sido mais evidenciada caso a Academia não tivesse excluído Ben Aflleck do óscar de melhor realizador, mas ele mesmo assim subiu ao palco. Se tivesse tido esse óscar teria 4 e dessa forma seria claramente o grande vencedor, algo que terá de dividir com Life of Pi.

 

Life of Pi apesar de ofuscado pela vitória de Argo na categoria principal pode-se dizer que foi o grande vencedor, até porque a vitória do Ang Lee não era esperada e acabou dando um prémio importe para Life of Pi. Vencedor das categorias técnicas, como seria esperado, até pensava que iria ganhar mais alguns, mas foi o que disse acima a Academia quis dividir os prémio e também não faria sentido Life of Pi ter 6 ou 7 óscares e Argo receber o prémio mais esperado da noite. Seja como for sempre a correr pela lateral, acaba fazendo uma excelente figura nos óscares.

 

 

Já de modo geral e principalmente comentando sobre as categorias que tinha comentado anteriormente no blog, acertei 5 e falhei 4, um saldo positivo que até considero ainda mais positivo porque à excepção de uma das categorias que falhei gostei mais do resultado do que da minha própria aposta. O que não gostei foi de ver Brave ganhar, é um bom filme, mas para os padrões da Pixar bem abaixo do esperado, mas mesmo assim a Academia deu-lhe o óscar, quando podia homenagear o Tim Burton ou dar um óscar ao melhor filme de animação do ano, Wreck-it Ralph.

 

Nos argumentos Django acabou ganhando o argumento original, mais uma vez confirmando o Tarantino como o melhor nesse quesito. No adaptado, que tinha comentado sobre ser a categorias mais difícil de prever a Academia atribuiu-o a Argo, o que olhando para a gala em si faz todo o sentido, já que seria estranho ganhar o óscar de melhor filme e sair da gala apenas com 2 óscares. Mesmo assim acredito que o mais certo seria dar a Silver Linings Playbook até para confirmar o filme como um dos grandes vencedores da noite.

 

Sem surpresas entre os actores secundários, Christoph Waltz e Anne Hathaway também. Ela acabou ganhando o óscar pela boa carreia que tem tido e ele mais uma vez vê o seu enorme talento premiado, 2 óscares em anos muito próximos não é coisa muito normal pela Academia, esperando que no próximo filme do Tarantino ele possa ser indicado como actor principal.

 

 

Nas categorias principais de interpretação Daniel Day-Lewis acabou ganhando sem surpresas, a Meryl Streep nem sequer se deu ao trabalho de fazer suspense e já agora nem de propósito sairia melhor, com a melhor actriz a dar o óscar ao melhor actor. Naquele momento em palco estavam os dois maiores nomes do que diz respeito à representação na actualidade, e quem sabe mesmo de sempre. Ela já tem 3 óscares, mas um deles como actriz secundária, já ele ganha o seu 3 na categoria principal, se tornando o primeiro a consegui-lo e não havia melhor actor para bater esse recorde. Já na categoria de actriz principal ocorreu a segunda maior surpresa da noite, Jennifer Lawrence ganhou, e também caiu ao subir as escadas, com apenas 22 anos, quase bateu o recorde da vencedora mais nova, 21 anos, com isto é ainda mais de esperar uma óptima carreira pela frente.

 

A categoria de melhor realizador foi a grande surpresa da noite, tudo apontava para Spillberg e acabou ganhando Ang Lee, que assim ganha a sua segunda estatueta, acabou sendo uma grata surpresa, já que Life of Pi e o realizador mereciam esse prémio e dessa maneira também deixam, por alguns minutos, uma certa incerteza no ar sobre o vencedor do prémio máximo. Teria sido épico se tivesse acontecido, mas Argo merecia o reconhecimento, e a Academia também não teve a coragem de ir contra tudo e contra todos, dando o óscar de melhor filme a Argo e finalizando a noite com Ben Aflleck no palco, que dessa maneira também se redime do erro de nem sequer o nomear ao óscar de melhor realizador.

 

No geral uma boa gala, que acabou ganhando alguns pontos por causa dos prémios terem sido distribuídos por vários filmes, sem haver grandes vencedores. Apesar de sempre ter alguma incerteza no ar, tirando a de melhor actriz principal e principalmente de realizador, tudo o resto foi mais ou menos o esperado. Normalmente o grande momento da noite é quando é anunciado o melhor filme, neste apesar de um óptimo momento, o grande momento da noite sem dúvida foi o 3º prémio para Daniel Day-Lewis.

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publicado por Dark-Fenix às 19:17
Domingo , 24 de Fevereiro DE 2013

Amour

 

O título é capaz de dar a entender algo totalmente errado, tanto porque pode-se assumir logo que é comédia romântica, quanto pela ironia que é chamar-se Amor e a história em si ser sobre Morte, ou melhor sobre o final da Vida. Ou seja é um filme sobre o final da vida de dois idosos e o amor que sentem um pelo outro. Também já avisando não é um filme de entretenimento e nem mesmo comercial, este sim é um filme para por o espectador a pensar e quem tem algum familiar nessa situação de certeza que se vai identificar com a história, uma obra-prima do melhor que o cinema independente tem para oferecer.

 

O filme passa-se totalmente na casa dos protagonistas, isto porque tendo em conta a premissa do filme nada além do que se passa naquelas 4 paredes realmente importa, por isso contam-se pelos dedos os restantes personagens que aparecem no filme, e nenhuma delas com grande foco na história, já que as suas aparições servem principalmente para mostrar vários pontos de vista da doença, principalmente por 3 pontos de vista diferentes, a filha, o ex-aluno e a mulher contratada para cuidar da protagonista.

 

Apesar dessas pequenas participações, o filme se foca totalmente no amor que eles os dois sentem um pelo outro, desde o antes da doença atacar, ao pós doença, e principalmente durante todo esse processo. Lembro-me principalmente de uma cena, onde a doença já está tão avançada que a protagonista mal consegue controlar as suas ações e quando ele lhe tenta dar água ela cospe tudo e ele acaba se irritando e pela primeira vez, se não estou em erro, perdendo a paciência. Essa cena mostra todo o desespero de uma pessoa nessa situação, não é que não ama mais, apenas que afinal não consegue lidar com a doença tão bem como esperaria.

 

As actuções no filme são extraordinárias, tanto ele como ela mereciam uma nomeação ao óscar, coisa que a actriz ganhou, com um papel nada fácil de desempenhar. Infelizmente ele não acabou ganhando a nomeação ao óscar, mas entende-se, já ela pode ser mesmo que acabe ganhando o óscar tendo em conta que as principais concorrentes sãos duas actrizes novatas, logo com ainda muito tempo pela frente para ganhar o óscar.

 

Concluindo, Amour é um filme poderoso, não é de entretenimento e nem mesmo comercial, como todos os outros filmes, excepto Beasts of Southern Wild, nomeados aos óscares são, é um filme independente de altíssima qualidade, de uma simplicidade e realismo que até dá medo só de pensar no futuro. E esperando pelo próximo trabalho do realizador, mas enquanto isso indo assistindo quando calhar aos seus outros filmes.

 

Nota: 9.5

 

Link: IMDB

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publicado por Dark-Fenix às 14:12
Sábado , 23 de Fevereiro DE 2013

Life of Pi

 

Era dito que o livro de Life of Pi era impossível de ser adaptado ao cinema, Ang Lee pegou e tornou realidade e ainda bem que o fez, porque saiu um dos melhores filmes de 2012, que só peca por não ter acabado na boca tanto do público quanto da crítica, isso também pode ser explicado por alguns defeitos que comentarei abaixo. De qualquer maneira, é uma pena ver que a 1 dia da entrega dos óscares, Life of Pi pouco foi cogitado para a estatueta mais aguardada da noite, apesar de que com a queda de Lincoln, diria que se há alguém capaz de tirar o óscar a Argo só pode ser Life of Pi, além de que o filme deve acabar sendo o vencedor das categorias técnicas.

 

Life of Pi acima de tudo é a história da relação entre um tigre, Richard Parker e um rapaz, Pi Patel, presos em pleno Oceano Pacifico, esse também é o motivo para que Life of Pi era considerada uma obra inadaptável, afinal uma história que passa a maior parte do seu tempo no mesmo espaço e com os mesmos personagens, sendo que só um fala neste caso já seria complicado o suficiente, agora adicionar um tigre na história, tornava toda a situação, antes do Ang Lee pegar no filme, impossível de adaptar.

 

Mas Ang Lee pegou no filme e com muita boa vontade e um longo tempo de produção, conseguiu apresentar o que é hoje Life of Pi, um filme perfeito nos aspectos técnicos e com uma magnífica história de background. Desde o mais simples, as paisagens da índia, passando pelo naufrágio e terminando no tigre, Ang Lee fez o que todos achavam impossível.

 

O problema de muitos filmes é sempre a pouca duração, 2 horas de média, que tem para apresentar toda a história, desde a fase de introdução, ao conteúdo e depois finalização, essas falhas ficam mais que evidentes em filmes como Zero Dark Thirty e Django, Life of Pi conseguiu construir tudo muito melhor, mesmo assim fica a ideia que todo o background do Pi para pouco ou nada serve num filme.

 

Na fase de introdução, somos apresentados ao repórter, ao seu tio, à origem do seu nome, Piscine Patel e como acabou se tornando Pi Patel, aos seus pais, ao seu irmão, à sua namorada, ao Richard Parker e os restantes animais e também a Deus e as várias crenças de Pi. Olhando para isso cria um óptimo personagem e praticamente conhecesse toda a sua história, o problema é que já no trailer do filme se sabe o filme se centra no Pi e no Richard Parker em alto mar, ou seja todo esse backgrounf bem desenvolvido acaba ficando em segundo plano e pior que isso fica a ideia que tudo isso não importa, já que o grande ponto do filme é a relação entre o Pi e o Richard Parker.

 

Mas passada essa fase de introdução, chegamos ao fatídico acontecimento, num naufrágio muito bem realizado, mas acima de tudo o significado de tal naufrágio. E com isso segue-se para o tão aguardado momento, a relação entre os dois protagonistas, o que chama mais a atenção nisso é que toda a situação não foi trabalhada de uma forma cliché ou rápida, foi um desenvolvimento lento e até mesmo nas principais aproximações dos dois personagens, o Richard Parker em momento algum deixou de ser um tigre que a qualquer momento podia matar o Pi, enquanto o Pi sempre tenta doma-lo, mas sem nunca ter realmente conseguido.

 

O filme também trabalha muito em cima de Deus, mas não do Deus da religião católica, mas sim de uma força superior divina, seja ela qual for, e a fase de introdução com ele pertencendo a várias religiões mostra bem isso, no final acaba parecendo que o filme também quer deixar uma lição de moral, ficando a pergunta: “Qual das duas a melhor versão?” A resposta depende de cada um e a interpretação também, ou seja ser lógico ou acreditar em Deus, mas nesse ponto acredito que o filme não tenha agradado muito a quem seja ateu, já que de uma maneira bem simples realmente parece que o filme quer enfiar à força a existência de Deus, qual deles é outra conversa.

 

Concluindo Life of Pi é uma obra fantástica, com um desenvolvimento fantástico em alto mar, com a relação entre o Pi e o Richard Parker, tudo naquela relação é trabalhada ao pormenor, o filme pode pecar apenas por querer criar crenças em Deus, por causa do excelente background pouco ou nada significar para o principal ponto da história e também há quem possa achar chato boa parte do filme acabar sendo em alto mar entre dois personagens, sendo um deles um tigre, mas aí nada tem a ver com a qualidade do filme. Infelizmente faz pouco tempo que Quem Quer Ser Milionário ganhou o óscar de melhor filme, então ainda seria cedo para outro filme com background indiano arrebatar outro troféu, mas se Quem Quer Ser Milionário não tivesse ganho na altura, de certeza que este ano iria para Life of Pi.

 

Nota: 9

 

Link: IMDB

publicado por Dark-Fenix às 23:39

Argo

 

Mais que provável vencedor do óscar de melhor filme, Argo e Ben Affleck ganharam praticamente tudo nas restantes premiações, falta agora só confirmar a superioridade nos óscares. E como a maioria das análises que li, também irei começar por falar de Ben Affleck , que nos últimos anos, e em especial neste, passou, de vez, de actor de comédias românticas fracas para um dos melhores realizadores norte-americanos. Ele antes de Argo já tinha realizado dois filmes, Gone Baby Gone e The Town, o segundo é bom, mas fica apenas por aí, já o primeiro apanhou-me totalmente surpreso, quando pensava que já sabia onde aquilo ia dar, a história muda de rumo.

 

Argo é o terceiro filme patriota nomeado aos óscares deste ano, mas dos 3 claramente o que menos se apoia nisso para tentar vender o filme como bom, de forma resumida, Argo conta a história do salvamento de uma equipa americana presa no Irão durante a revolução de há alguns anos atrás, ou seja uma história verídica, que até pela ironia de a salvação ter sido conseguida por causa de um suposto filme falso, pode muito bem acabar sendo confundida com uma obra de ficção, na verdade duvido que este não acabe sendo um daqueles filmes de sábado e domingo à tarde, não que isso desmereça alguma coisa.

 

Argo tem um bom elenco, mesmo sem nenhum grande nome aclamado no elenco, no máximo o Alan Arkin, que já ganhou um óscar, e o Bryan Cranston, o eterno Walter White de Breaking Bad, mas do primeiro pouco ouvi falar e o segundo mesmo sendo um actor extremamente competente não tem, infelizmente, um grande estatuto no que diz respeito a filmes. E o Ben Affleck por mais que tenha ganho uma grande imagem como realizador, duvido que alguma vez se torne um actor de renome, mesmo que ao manter-se como protagonista dos seus filmes e manter a qualidade deles quem sabe não acaba ganhando um óscar por interpretação daqui alguns anos, por insistência, de qualquer maneira em Argo ele praticamente só usa a sua poker face, logo não deixa muito o que criticar ou elogiar.

 

O ponto forte de Argo é sem dúvida a realização, que nisso o Ben Affleck claramente mostra uma grande evolução, mesmo tento tido até ao momento 3 filmes. Mesmo sendo um filme calmo, o filme também funciona razoavelmente bem para um público mais main-stream, principalmente pela sequência final. Sequência que acaba sendo onde os críticos mais criticam, e com razão, toda a situação de escapar por uma unha negra que sentiu durante os últimos minutos do filme nada de bom adicionam a um filme que se preze pela qualidade.

 

Além disso outra coisa que acaba nem sempre funcionando da melhor maneira numa obra que prima pela qualidade é o final 100% feliz, como o caso de Argo, mas neste caso em particular não havia muito o que fazer, já que na própria história verídica tudo aconteceu da melhor maneira.

 

Ou seja é um filme excelente que confirma, para quem ainda duvidava, da qualidade do realizador, que apresenta um filme com capacidade de tanto agradar a Academia quanto o público, que sim tem as suas falhas, mas merece o óscar deste ano. Apesar de isso acredito que o Ben Affleck ainda seja capaz de apresentar algo melhor e ainda tem bastante tempo para isso.

 

Nota: 8.5

 

Link: IMDB

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publicado por Dark-Fenix às 14:08
Sexta-feira , 22 de Fevereiro DE 2013

Silver Linings Playbook

 

A par de Life of Pi os meus dois filmes favoritos entre os indicados aos óscares deste ano, sendo que Silver Linings Playbook acaba ganhando vários pontos por ter sido uma enorme surpresa, afinal de forma bem resumida o filme é uma comédia romântica e todos sabem que comédias românticas raramente são mais do que filmes de entretenimento, devem-se contar pelos dedos os bons filmes que já saíram do género.

 

Mas se ver-se com atenção Silver Linings Playbook não é apenas uma comédia romântica, não focando no romance em si, mas na relação entre dois personagens, que para quem quiser criticar vai dar ao mesmo, mas se olhar-se com atenção é diferente. O protagonista acaba saindo do manicómio logo no início do filme e a protagonista tem sérios problemas de personalidade e o roteiro do filme se baseia nessa premissa estranha entre os dois.

 

Uma das maiores qualidades de uma história de comédia é saber usar as suas próprias características, por isso Arrested Development é considerada a melhor série de comédia de sempre, que How I Met Your Mother ainda é suportável/boa na sua 8ª temporada e que Comunity tem tido dificuldades neste início da 4ª temporada. Isso é algo que é mais fácil funcionar numa série, pela longa duração que um filme obviamente não tem, e por isso vejo ainda mais qualidades em Silver Lining Playbook, porque em 2 horas consegue criar várias características próprias. Em todas as conversas entre os protagonistas, eles acabam sempre tocando nos mesmos assuntos, mas de uma forma natural e não só porque sim.

 

Ok, Excelsior, a morte do marido da protagonista e a traição da ex-mulher do protagonista são assuntos que vem à tona em praticamente todas as conversas dos dois e se juntar-se o resto do elenco pode-se adicionar as superstições, muito presentes durante todo o filme, principalmente pelo personagem do Robert De Niro e pela aposta final. Um dos melhores momentos do filme, tem spoilers leiam por conta e risco, é quando ele vai à casa de uns amigos e lhe perguntam se tem um iphone, ele diz que nem telefone tem porque não lhe deixam telefonar para a sua ex-mulher, o amigo comenta que deve ser complicado todos suspeitarem dele, quando o protagonista remate que eles têm toda a razão em não lhe dar um telemóvel, porque a primeira coisa que faria seria ligar para a ex-mulher.

 

Mas não é só dos protagonistas que se faz o filme, até porque por algum motivo os 4 principais personagens do filme estão nomeados aos óscares de interpretação, Bradley Cooper apresenta uma performance bem conseguida que pode muito bem querer dizer que a partir de agora possa ir mais nesse sentido em vez dos filmes mais de entretenimento que tinha feito anteriormente, Jennifer Lawrence confirma porque muita gente acredita que possa ser a melhor da sua geração, mais uma actuação excelente e a continuar assim vê-la nomeada a óscares deve ser algo normal no futuro. Robert de Niro entrega a sua melhor actuação em anos e a Jacki Weaver apesar da actuação mais discreta dos 4 não saí com algo menos do que excelente, além deles os restantes personagens também funcionam muito bem no filme, resumindo em termos de elenco sem dúvida o melhor elenco do ano.

 

Resumindo filme simples que pode para quem não assistiu passar bem por algo mais do mesmo, mas que quem assistiu sabe o nº elevado de qualidades do filme, desde as actuações dos personagens até há qualidade da comédia, praticamente tudo no filme funciona na perfeição. A única coisa que se pode dizer que falha é o final, mas aí nada há a fazer, afinal é uma comédia romântica e ainda para mais o título pode ser lido como a busca pelo final feliz, então tinha de terminar mesmo dessa maneira.

 

Nota: 8.5

 

Link: IMDB

publicado por Dark-Fenix às 19:25

Django

 

Quentin Tarantino é um dos meus realizadores favoritos, então aguardava ansiosamente por Django, como já aguardo pelo seu próximo trabalho, mas infelizmente Django acabou-me desiludindo um pouco, não estou por isso dizendo que é mau, bem pelo contrário é ainda assim um dos melhores filmes do ano, mas sem dúvida o Tarantino podia ter feito melhor.

 

E aí entra a grande polémica que tenho lido bastante, a morte da pessoa que o tinha ajudado na edição final de todos os seus anteriores filmes, parece algo fácil, mas pensando bem realmente não deve ser coisa pouca, ainda para mais para o fazer com um filme do Tarantino. O filme claramente ficou longo demais, 2 horas e 40 minutos, e ao mesmo tempo curto demais, isto porque o filme tem duas fases totalmente distintas e que não tem muito sentido estarem no mesmo filme e com isso acabaram cortando em demasia e mesmo assim ficou longo.

 

O filme claramente deveria ter sido dividido em dois ou então agilizar a parte inicial, porque a ideia que fica no início, principalmente tendo em conta o que se viu no trailer, é que a trama do Django e o Calvin Candie se vão juntar, mas não, o Tarantino decidiu fazer duas histórias diferentes no mesmo filme, primeiro despacha, por despacha diga-se leva pelo menos uma hora a despachar, a história do Django e só depois disso vão ter com o Calvin Candie, diga-se que isso trouxe acima de tudo 3 problemas:

 

Primeiro, a duração longa do filme, segundo, a falta de começo, meio e fim, o começo e o fim claramente não estão ligados já que o meio são duas histórias totalmente diferente, e terceiro prejudicou as actuações brilhantes de Leonardo Dicaprio e Samuel L. Jackson, que acabaram tendo pouco tempo de antena e com isso o afastamento, injusto, de Leonardo Dicaprio da nomeação ao óscar de melhor actor secundário. Sem dúvida o filme teria muito a ganhar se tivesse apressado a primeira metade e esticado a segunda.

 

O roteiro de Django tem os seus defeitos, mesmo tendo mais virtudes, os pontos fortes do filme são, como sempre nos filmes de Quentin Tarantino, os diálogos e as actuações dos seus actores, que conseguem tirar o máximo de si, em especial do Christoph Waltz que de actor que nunca tinha ouvido falar passa para vencedor do óscar de melhor actor secundário com Bastardos Inglórios e deve repetir a faceta este ano, apesar da excelente actuação do actor, a sua actuação em Bastardos Inglórios foi superior.

 

Samuel L. Jackson, assíduo actor dos filmes do Tarantino, tem uma actuação brilhante que já não tinha há alguns anos, o protagonista Jamie Foxx tem uma actuação também excelente e por fim a provável melhor actuação do ano no que diz respeito a actores secundários, Leonardo DiCaprio e o seu Calvin Candie, diria mesmo a melhor actuação que já vi o DiCaprio fazer e se estivesse nomeado ao óscar seria de certo a melhor escolha, mesmo que improvável ganhar.

 

Isso tudo me leva ao principal ponto negativo do filme, que ao contrário de Zero Dark Thirty são os últimos minutos do filme, o Tarantino estava a apresentar algo mais que excelente e do nada parece que joga a toalha e desiste, os últimos minutos foram uma chuva de sangue que é o que no cinema se chama de violência gratuita, algo que até ao momento raramente o Tarantino tinha feito nos seus filmes, fora algumas decisões de roteiro no mínimo questionáveis e o pequeno papel do próprio Tarantino no final do filme que também era dispensável.

 

Para concluir, mais uma obra de arte no que diz respeito a diálogos e boas actuações, com um roteiro excelente na maior parte do filme, mas que sofreu pela longa duração, pela divisão das duas histórias e principalmente pela sequência final, onde parece que o Tarantino jogou a toalha ao ar.

 

Nota: 8.5

 

Link: IMDB

publicado por Dark-Fenix às 00:14
Quinta-feira , 21 de Fevereiro DE 2013

Lincoln

 

A par de Zero Dark Thirty, os grandes candidatos prematuros aos óscares de 2013, este pelo menos chegou mais longe que Zero Dark Thirty, já que na altura que foram nomeados os filmes, há um mês atrás, ele era de longe o principal candidato, mas essa é a parte interessante da fase de entrega de prémios, Lincoln foi totalmente derrotado nos outros prémios e dificilmente saí vencedor nos óscares, apesar de que mesmo assim deve levar para casa duas das 4 mais importantes estatuetas, o que de certa maneira acaba não sendo tão mau como parece.

 

Igual a Zero Dark Thirty e Les Miserables, mais um que teve problemas com a duração do filme e dos 4, já contando com o que vou comentar no próximo post, é o que menos sentido tem em tal duração, 2 horas e 40 minutos para um filme sobre uma personalidade? Ainda por cima todo o filme dedicado à parte de escritório, nada de real acção? Assim é difícil dizer que o filme não se torna chato, aborrecido e desinteressante, até porque boa parte dos que vão ver o filme, os americanos, já sabem sobre a história do Lincoln e da 13ª emenda.

 

O principal ponto positivo do filme é claro Daniel Day-Lewis, até hoje este foi apenas o segundo filme que eu vi do actor, mas foi só preciso de ver 10 minutos de Haverá Sangue para perceber a qualidade do actor e depois de ver esses dois filmes digo sem qualquer dúvida um dos melhores actores de sempre, quem sabe mesmo o melhor, já tem 2 óscares e este 3º se não haver surpresas vai ser canja, além disso ele já podia ter uns 5 ou 6 óscares pelas suas actuações que não seria um exagero, afinal é só olhar o currículo dele, não é actor de pegar 3 ou 4 papéis por ano, na verdade ele pega um papel de 2 em 2 anos, no mínimo, quase parecendo o ritmo de muitos realizadores.

 

Por um lado é chato esperar pelo próximo trabalho dele, que já estou aguardando ansiosamente, mas por outro vê-se a dedicação que ele dá a cada trabalho que participa. E digo, não havia melhor escolha para Lincoln que ele, a caracterização ficou tão boa, que em certos momentos parece que tudo o resto é falso. Claramente Daniel Day-Lewis é o grande motivo para Lincoln ter funcionado, em parte, e não ser um desastre tão grande quanto Zero Dark Thrity e principalmente Les Miserables.

 

Por fim, resta comentar sobre Steven Spielberg, não sou grande fã dele, principalmente porque acho muitos dos seus trabalhos overrated, à excepção de A Lista de Schindler, um trabalho perfeito do realizador, apesar disso é impossível não reconhecer o seu talento, principalmente porque nunca ficou na sua zona de conforto e já fez um pouco de tudo, algo que não são muitos os realizadores que se podem orgulhar. Lincoln provavelmente não ficará no seu top5 de filmes, mas sem dúvida fica bem no seu já longo currículo.

 

Concluindo um bom filme, mas que não teve a melhor abordagem e sem dúvida só teria ficado a ganhar com algo em torno de duas horas para baixo, apesar disso a nível técnico um dos melhores filmes do ano.

 

Nota: 8

 

Link: IMDB

publicado por Dark-Fenix às 13:59

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