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Dark-Fenix

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29
Abr12

Opinião Semanal #21&22: Bleach e Toriko

Dark-Fenix

 

O previsto era hoje ter saído os dois últimos, mas acabou havendo alguns imprevistos e não queria lançar 4 no mesmo dia, principalmente os 4 primeiros, então fica Beelzebub e One Piece para amanhã.

 

4ºBleach 486-489:

 

Bleach em quarto, aí está algo raro, devo dizer que agora olhando novamente para os capítulos fico bem em dúvida se o manga merece mesmo estar em quarto, na verdade é mais como um voto de confiança ao manga e a esta última saga, o Tite Kubo como sempre enrola e não mostra nada, mas aos poucos, mesmo a passo de caracol, vai mostrando sempre algo a mais que melhora o meu entusiasmo pela última saga. Ainda não convenceu, mas aos poucos está a ir no bom caminho, principalmente se compara-se com as sagas anteriores.

 

O capítulo 186 foi marcado pelo regresso do Peche, que já não aparecia fazia um monte de tempo, apesar de menos que a ausência do Kon. Pela aparição do Urahara que vai ajudar o Ichigo e os amigos, e pela chegada dos nazistas a Hueco Mundo, o que claramente mostra que o Kubo largou de vez o espanhol e vai-se focar no alemão. Por fim, o funeral do tenente da primeira divisão.

 

 

Do nada o Kubo tenta idolatrar o tenente da primeira divisão, ele disse várias coisas interessantes sobre o personagem, mas nada que um leitor mais atento nunca tenha percebido, afinal ele era o braço direito do mais forte capitão da Soul Sociaty, claro que estaria no nível de alguns, muitos, capitães e que quando o Yamammoto morresse ele provavelmente seria o indicado a ficar com o seu cargo, não é surpresa para ninguém, ou pelo menos não deveria. Mas tudo isso deveria ter ficado implícito na obra, não do nada o Kubo lembrar-se que ele existe, tentando explicar o que a sua morte significa para a Soul Sociaty e acima de tudo para o Yamamoto.

 

O 487 tem páginas coloridas, mas como sempre o Kubo não as aproveita da melhor maneira, focando apenas em grandes perfis da cara do Ichigo e do Urahara, além das pernas e alguns de fundos escuros. Dos 4, este é claramente o mais fraco, se focando apenas na chegada do grupo do Ichigo ao Hueco Mundo e no confronto entre as subordinadas da Hallibel com o chefe dos nazis. Não entendi a ideia do Kubo reciclar personagens, ainda para mais personagens como elas, que nem quando apareceram pela primeira vez fizeram os leitores acreditarem que eram fortes, quanto mais agora.

 

 

A maior surpresa foi elas terem durado um capítulo inteiro, o que mostra bem como o Kubo enrola. O melhor do capítulo, ou melhor, a única parte nova foi a conversa entre os capitães, introduziu o tema da saga e preparou o terreno para o que está por vir, como principal destaque para o Mayuri que está a ganhar bastante espaço neste inicio de saga. Só achei desnecessário a revolta do Yamammoto, ele tem mais de mil anos, tem mais que idade suficiente para saber quando têm de ter a cabeça fria e não agir impulsivamente.

 

No começo do 489 já começam dando destaque ao Mayuri, mostrando que ele está a esconder alguma coisa. O inicio do capítulo foca-se nessas divisões da Soul Sociaty e dos campos ao seu redor, onde vivem as almas, o que é bom exemplo de algo que deverei ter sido explicado faz tempo e que neste momento não tem lógica alguma. De volta ao Hueco Mundo, começa a luta do Ichigo contra o nazi que não chega a terminar.

 

 

Foca-se no líder dos quincys e finalmente a saga ganha forma, o ataque está próximo. Mas o melhor do capítulo e por isso o quarto lugar no meu ranking foi a conversa final entre o Mayuri e o Yamammoto, por um lado é o que disse acima, o Kubo transformou o Yamamoto num personagem impulsivo e desleixado, mas tirando isso, faz sentido ele ter as suas falhas, principalmente quando se fala de há mil anos atrás, altura em que ele era mais novo e por isso mais apto a agir por impulso e cometer mais erros, algo que não deveria fazer neste momento.

 

Lá ver onde essa história vai dar, o final do capítulo teve cara do vilão ser filho do Yamamoto, ou no mínimo alguma ligação próxima. Resumindo, as falhas são muitas, mas o manga está razoavelmente interessante e tem-se de seguir por esse caminho, para pelo menos ainda dar para aproveitar essa saga final.

 

 

3ºToriko 181-184:

 

Antes de mais página colorida bem fraquinha, o que não chega a ser surpresa, já que a arte está longe de ser um dos pontos fortes de Toriko, principalmente no que toca páginas coloridas e capas de volumes. De qualquer maneira nada que um roteiro excelente não faça esquecer.

 

O Shimabukuro começa os arcos bem devagar, sempre parecendo que falta alguma coisa para dar um toque de genialidade, acho que a única excepção é o arco do Mamute Real, onde esse toque nunca aconteceu e o arco da Cola, onde já começou excelente e acabou melhor ainda. Mas no geral, todos os arcos começam devagar e vão melhorando, não ao ritmo de Bleach, mas sim no espaço de dois ou três capítulos, e esses 4 capítulos que vou comentar são exemplos perfeitos disso.

 

O 181 foi bom, mas ainda não me tinha convencido, até porque essa história de Respeito à Comida ou iria dar um excelente arco ou então um fiasco total e nesse capítulo não deu para perceber qual dos dois era, simplesmente aos poucos indo apresentando o arco, no ritmo certo. Gostava que o Yajirobe Chirin tivesse seguido com o Toriko e o Komatsu, mas não faltaram referências a Dragon Ball no templo.

 

 

Achei um bocado exagerado tanta gente a treinar no templo, esperava que houvesse alunos, mas que houvesse um nível de exigência maior. Somos apresentados ao mestre assistente, que tem a cara padrão de mais de 50% dos personagens de Toriko. O Shimabukuro também não perde nenhuma oportunidade para mostrar a força do mestre e a diferença em ter e não ter respeito pela comida. Até usando como referência o arco da Cachoeira, mostrando de onde veio aquela montanha gigantesca, gosto quando os autores usam essas referências, independentemente se pensaram nelas naquele momento ou não.

 

No 183 a maior parecença com Dragon Ball, da mesma maneira que o Goku acabou derrotado pelo Mr. Popo (um dos personagens mais injustiçados pelo Toryama, na minha opinião) quando chegou ao templo do Kami-sama, o Toriko também foi derrotado perante o mestre assistente. O Komatsu também teve direito a perder para ele, agora segue-se o treino deles para poderem melhorar e enfrentar o mestre assistente, como o Goku fez com o Mr. Popo.

 

 

O 184 confirmou o que se espera de um novo arco de Toriko, alta qualidade, digo mais se bem trabalhado este arco pode chegar mesmo ao nível dos dois melhores arcos do manga, Sopa do Século e Mellow Cola. Agora é preciso o Shimabukuro saber desenvolver bem esse que é verdadeiramente o primeiro arco de treinamento. Ainda bem que não levou uma eternidade igual os gigantescos arcos de treinamento de Naruto, mas esperava um pouco mais que um capítulo para Toriko, de qualquer maneira no final do capítulo meio que fica implícito que o treino apenas começou.

 

Por fim, o fim do capítulo 184 de Toriko explica bem o que quis dizer quando critiquei uma certa parte de Bleach. Ninguém precisou de dizer o quão mais forte é o mestre em relação a Toriko, o último quadro diz tudo, é aquele velho ditado, uma imagem vale mais que mil palavras.

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