Primeiras Impressões: Arslan Senki

 

É engraçado que agora à procura para ver quem era o roteirista do manga é que acabei vendo que muito provavelmente o manga não é apenas vendido como da Arakawa, mas sim uma versão dela própria sobre o roteiro original deTanaka Hiromu, criador da novel do mesmo nome que saiu no ano de 1986. Sempre pode ser que esteja errado, ou que por mais pequena que seja, o Tanaka tenha influência no roteiro, mas até onde cheguei na minha rápida pesquisa é que esta versão é totalmente da Arakawa, baseando-se na obra original, o que pode ou não fazer uma grande diferença, mas sempre é melhor ter liberdade.

 

O que me chama a atenção antes de mais é que não é a primeira vez que a autora trabalha em dois mangas diferentes ao mesmo tempo, enquanto publicava Full Metal Alchemist também trabalhou em Juushin Enbu, mas no anterior caso a autora tinha claramente uma prioridade. Actualmente a resposta fácil seria dizer que Gin no Saji é a prioridade, até pelo sucesso que tem sido no Japão, mas ao contrário de Juushin Enbu, Arslan Senki é um manga que a principio será relativamente longo, pelo menos a anterior adaptação da novel para manga rendeu 13 volumes. Logo a resposta se calhar não é assim tão óbvia, até porque Gin no Saji em si também não é propriamente um manga para ser muito longo, principalmente nas mãos de uma autora como a Arakawa. Resumindo, pode ser que apenas esteja a questionar coisas que não valem a pena ser questionadas neste momento, mas pessoalmente estou curioso para saber para onde a carreira da autora irá crescer, isto porque acho que um manga de agricultura é pouco para ela, independentemente da sua qualidade. Sinceramente também não achei este Arslan Senki digno de sucessor de Full Metal Alchemist, mas muito mais parecido com Juushin Enbu, resta esperar para que lado da balança irá cair Arslan Senki

 

Arslan Senki não me cativou, mas também como disse no post de Hime-Dol, muitas vezes os capítulos pilotos tendem a ser inferiores ao real valor do produto simplesmente porque o autor tem de apresentar a história e acaba por seguir as regras bases para o fazer da melhor e acaba não sobressaindo o seu valor. E espero que seja exactamente isso que aconteceu com Arslan Senki, apresentando o que tem de apresentar neste capítulo e a partir do segundo seguir a história que realmente quer apresentar, tanto que Arslan Senki seguiu também uma ideia bastante utilizada em mangas, de o capítulo piloto ter um time-skip no final do capítulo, algo que na maioria dos casos funciona.

 

Com o time-skip virão mudanças e espero que para melhor, principalmente no que retrata o protagonista, dificilmente essa personalidade flor de estufa irá funcionar no resto do manga, outra coisa que autora tem (ou pelos menos deveria) mudar no protagonista é o cabelo, por causa da arte da autora ele já é demasiado parecido com o protagonista de Full Metal Alchemist, logo o mínimo a fazer é mudar o cabelo do personagem, a não ser claro que a autora queira que Arslan Senki venda somente às custas de Full Metal Alchemist, em vez de fazer nome por si próprio.

 

 

A Arakawa tem um problema com a arte, não a arte em si entenda-se, até porque no meu ver o principal ela tem, não ter uma arte padrão. O problema da arte são os personagens e as transições entre os vários mangas da autora, se em alguns mangakas isso não é um problema, no caso do próprio Adachi isso quase virou charme dos seus mangas, para outros, como a Arakawa, vejo como algo negativo, para os leitores, mas sobretudo para a própria autora. Isto porque, os fãs sempre irão ficar com a imagem do Edward Elric ao olhar para o protagonista de Arslan Senki e com isso não se livrarão das inevitáveis comparações, que só prejudicam o novo trabalho da autora e claro que isso ainda prejudica mais a autora que, a principio, deverá se querer afastar do fantasma de Full Metal Alchemist, mas que não só terá as habituais comparações por ser o seu novo trabalho, mas como também terá estampado o protagonista de Full Metal Alchemist no seu novo trabalho, relembrando-a o tempo todo do seu grande sucesso. Também de referir que isso se aplica principalmente, para não dizer na totalidade, aos protagonistas, já os secundários não fazem muita diferença, como se pode ver em Gin no Saji, onde o problema não é tão acentuado, se é que há.

 

Para concluir, Arslan Senki teve um bom primeiro capítulo, mas muito preso aos padrões ideais pra criar um bom primeiro capítulo, a partir do segundo capítulo já se terá uma ideia melhor do rumo que o manga seguirá e também da sua qualidade geral. O grande problema do manga é inevitavelmente a arte da autora que lembra muito Full Metal Alchemist, o que ainda se torna algo mais agravante quando se pensa que o próprio background da história também não destoa muito do grande sucesso da autora. Também espero que o manga seja curto, mas sobre isso também poderei mudar de ideias conforme o desenrolar da história.

 

O melhor: Ser da Arakawa, o que me deixa menos preocupado em relação à qualidade da história, ser um battle shounen, o que pode dar azo a um novo Full Metal Alchemist, algo que Gin no Saji nunca poderia ser.

 

O Pior: Um primeiro capítulo que segue as regras, o character design da autora, a personalidade do protagonista, alguns clichés e a possibilidade de Arslan Senki vir a ser o novo Juushin Enbu.

 

Comentário Final: Sem surpresas irei continuar a ler o manga, mesmo que não me tenha animado tanto quando gostaria, sem dúvida tem potencial para poder se tornar num excelente manga e sendo da Arakawa, no mínimo valo o beneficio da dúvida.

 

PS: Agora revendo o texto é que acabei vendo que escrevi bastante, mas ao mesmo tempo comentei muito pouco sobre a história em si, de qualquer maneira tendo em conta que irei continuar a ler logo irei comentando mais detalhadamente no espaço Opinião Semanal.

publicado por Dark-Fenix às 14:11