Opinião Semanal #68

 

Estava a ver que nunca mais conseguiria fazer o post, o blog deu um monte de erros nos últimos dias, principalmente hoje, mas pronto cá está mais uma edição. Esta semana destaquei Beelzebub, depois de algum tempo ser ler, Bleach, Naruto e One Piece, Kuroko no Basket com o final do jogo contra a equipa do Aomine e Vagabond. Não cheguei a ler nenhum capítulo de Dorohedoro esta semana, então fica para a próxima ou só na outra dependendo de quanto tempo terei disponível.

 

Ainda não li o capítulo, mas muito provavelmente para a próxima edição o capítulo final de Enigma, que depois de muito tempo foi lançado. Como já tinha dito há uns tempos quando tive a ideia, mas acabei não colocando exactamente em practica, caso queiram ler a minha opinião mais detalhada, de algum dos mangas que normalmente estarão no grupo que não terá muito destaque no post, é só deixar um comentário que tentarei dar-lhe o devido destaque.

 

Beelzebub 196-205:

 

Finalmente me actualizei com Beelzebub, foram 10 capítulos nesse meio tempo e sinceramente esperava mais, não é que o resultado geral seja mau, pelo contrário até é razoavelmente positivo, mas agora entendo o motivo para a sua situação na toc não ter mudado em praticamente nada, mesmo este sendo um arco que há partida iria voltar a mostrar o melhor do manga, volta às origens e ao que realmente funcionou no manga. O manga está agradável de ler, mas continua não deslumbrando, principalmente na primeira metade dos capítulos que comentarei.

 

Para começar no 196 tivemos uma versão alargada do que já tinha acontecido no 195, só que desta vez o Oga em vez de o derrotar com um soco, usou um festival de socos para parecer mais efectivo quando na verdade tudo continua igual, o Oga continua overpower demais e a cada nova luta já se sabe o resultado. Depois segue-se mais uma versão de troca de corpos em Beelzebub, desta vez entre o Oga e o Beel servindo de apresentação para mais uma das chefes dos novos grupos, desta vez completando a cota parte feminina.

 

O mini-arco que destacou a Aoi contra a nova inimiga foi bastante instável, não direi totalmente negativo, mas teve vários motivos que não o tornaram bom, para começar a Aoi tem o mal de 90% das personagens femininas principais de mangas shounen, servindo quase que exclusivamente para representarem o papel de donzela em perigo e quando a situação muda e conseguem fazer algo por si próprias parece um exagero, simplesmente porque saí do nada, parecido com a situação da Sakura no capítulo mais recente de Naruto.

 

 

Além disso a vilã também não foi bem trabalhada, ficando apenas pelo básico, servindo em alguns momentos para o fanservice e mais tarde depois de perder, para a piada com o demónio que a estava possuindo, vale frisar igual ao final de um dos arcos anteriores e um dos grandes motivos do final fraco dele. Também tem os extras de ter caído no capítulo 200, logo o autor manda para o lixo um capítulo de nº redondo com uma história que mais capítulo menos capítulo será esquecida. E segundo extra, fazendo lembrar um dos melhores capítulos de Makai no Ossan (outro manga do One, roteirista de One Punch-Man) cena abaixo, no capítulo 201 é parecido, seja pelos aparentes cortes na página dupla (na verdade neste caso até foi bom, o problema foi a seguinte) ou pelas linhas desenhadas duas páginas há frente.

 

 

Felizmente depois segue-se o melhor desses capítulos, a traição do Himekawa, inicialmente não gostei e ainda acho que o personagem tem alguma na manga, mas nos capítulos a seguir fui gostando da ideia dele ser o escolhido para trair o Oga, até porque ele é de longe dos 4 reis o que menos destaque teve na obra e depois da entrada da Futaba, e por consequência incrível aumento de carisma e popularidade do Kanzaki, isso ficou ainda mais evidente, resumindo no mínimo é bom ver que o autor conseguiu arranjar maneira de destacar o personagem, e principalmente com lógica já que dos 4 reis ele é o menos chegado ao Oga.

 

Só achei meio exagerado ele ganhar do Toujou, está certo que faz sentido, mas num manga shounen é sempre estranho ver alguém que por definição é mais forte perdendo para alguém mais fraco. Foi bom ver o Furuichi novamente forte, mas foi uma situação bastante forçada, novamente faz sentido pelo que a Hilda disse, mas se era para ele continuar usando os lenços mais valia não terem dito que ele iria ter todos aqueles sintomas e agora continuar a usar os lenços na mesma.

 

De resto Beelzebub está interessante, mas continua sem deslumbrar, pode ser que esse actual destaque dado ao Himekawa mude a situação de toda esta nova fase do manga e esperando que ao contrário dos dois anteriores adversários neste arco, que o novo líder seja forte e dei alguma luta e por consequência melhore a qualidade do manga, que está a precisar.

 

 

Bleach 537-538:

 

Bleach chegou àquela altura da história em que o autor tenta arrumar a casa e juntar todos os pontos para poder partir para o final da história. Ou seja saber como a mãe do Ichigo morreu e como isso, e tudo o resto apresentado no arco, está ligado à história principal do manga, já que apesar de tudo este é o arco final do manga. O Kubo conseguiu juntar tudo, mas claro que tudo pareceu bem forçado, afinal é uma coincidência enorme o Juha Bach retirar os poderes aos quincys logo na altura que a Masaki é atacada pelo hollow.

 

Também meio forçado todo esse entrosamento para fazer o Juha Bach ser o centro das atenções, é claro que como vilão final ele teria de ser destacado além do simples motivo de ser o vilão do arco, mas foi bastante forçado toda essa ligação com o Ichigo e toda a importância dada ao personagem, que acima de tudo apareceu há pouco tempo no manga. O Aizen sempre será o vilão principal de Bleach (parecido com a relação de Orochimaru com Naruto, mesmo que aí se aceite perfeitamente o destaque final ser dado ao Madara) e como tal ele deveria estar a ocupar o lugar actual de Juha Bach.

 

Mas sobre isso não há nada a fazer, o Kubo claramente não programou a longo prazo o seu próprio manga (não que o culpe, poucos são o que o fazem e menos ainda os que conseguem colocar os planos em pratica semanalmente) e dentro de todas as escolhas este é o caminho a seguir, apesar de que Aizen aparecer em destaque ainda ser bastante provável. Resumindo caso isto não fosse o arco final eu provavelmente estaria mais empolgado porque a história dos quincys até que é boa, tirando lá está toda essa “obrigação” do Kubo em colocar tudo como família do Ichigo, agora sendo o arco final, este arco parece tão deslocado da história como o arco dos fullbringers.

 

 

O flashback era importante, afinal respondia à pergunta de como a mãe do Ichigo morreu e sobre o passado do Ichigo, mas acho que mesmo os maiores fãs de Bleach concordaram que este foi um flashback abaixo das espectativas, principalmente quando o melhor momento do manga é um flashback, Back to the Pendulum, seja como for respondeu ao que tinha de ser respondido. Tendo em conta o apresentado o final do capítulo 537 acabou não sendo surpreendente, já que fica claro a importância de Juha Bach para todos os quincys, de qualquer maneira esperar para ver o que o Ishida irá apresentar ao arco, só esperando que ele não seja a donzela em perigo da vez.

 

Já o capítulo 538 foi quase um completo desastre, o Ichigo não conseguiu encontrar a sua Asaushi, então foi mandado para casa para treinar, acaba ouvindo a história dos seus pais, aparece uma personagem a cair do céu do nada, leva-o para o Palácio Real e como se tivesse feito aquilo a vida toda já consegue ter uma Asauchi? Caso tenha perdido algum pedaço da história peço sinceramente que me recordem nos comentários. Pessoalmente ainda bem que não houve treinamento, mas não era preciso jogar a lógica de lado. Segue-se o Hitsugaya a treinar junto dos novatos, ok, ele perdeu a sua bankai e ele dependia bastante dela, mas isso é ridículo. Acho incrível como as bankais se estão a tornar tão banais, não que o personagem do 69 não mereça uma bankai, sempre teve destaque na história o bastante para isso, mas não gosto da ideia de ele conseguir ganhar uma bankai na base de um treino, baixa bastante o grau de importância das bankais, que diga-se já não é o que era. Por fim, adorei o cão, mas não vejo como neste momento da história seja sensato dar destaque a mais um personagem e ainda para mais um que nunca foi popular perante os fãs de Bleach.

 

E esperando que agora se possa finalmente conhecer o Rei, a não ser que o Kubo queira esperar um ano para apresenta-lo depois da sua pequena aparição já nem me lembro há quanto tempo atrás.

 

 

Kuroko no Basket 132-138:

 

Final de jogo alucinante e não era para menos já que pelo menos no papel este é o segundo jogo que mais espero/esperava no manga, só sendo batido pela final com o Akashi, obviamente. Também serviu para apresentar a extremamente exagerada técnica “Zona”, único motivo para o meu comentário não ser só elogios.

 

Fundo branco, destacando totalmente Aomine e Kagami, foi dessa forma que o autor usou para apresentar a técnica mais exagerada, até agora, e pelo menos nesse momento funcionou, o problema foi o que veio de seguida, ou seja a explicação da técnica e principalmente o momento em que o próprio Kagami também entra na “Zona”. A “Zona” seria algo que podia funcionar como simbolismo e não como realidade do próprio Universo, dessa forma agora é esperar técnicas cada vez mais fantasiosas, até porque o autor não perdeu tempo a colocar o Kagami a usar a técnica.

 

De qualquer maneira tirando esse exagero, tudo o resto foi muito bem feito, reacções dos personagens, Kagami vs Aomine, jogadas que fizeram lembrar muito Slam Dunk e o final do próprio jogo são bons exemplos do que foi bem executado neste final de jogo. Começando pelas referências a Slam Dunk, primeiro a cena em que o Kuroko vai buscar a bola já fora do campo e bate contra a mesa, relembrando um dos grandes momentos do Sakuragi em Slam Dunk e segundo relembrando um dos melhores mementos já feitos num manga, seja ele de desporto ou não, o passe do Hanamichi para o Rukawa, representado em Kuroko no Basket por Kagami e Kyoshi, servindo não só para referenciar novamente Slam Dunk, mas também para representar o nível bastante superior do Aomine e também que o Kagami mesmo sendo um jogador individualista também sabe quando deve passar a bola, parecido com a situação do Sakuragi naquele momento de Slam Dunk.

 

 

Se há algum destaque principal neste arco sem dúvida é a disputa entre Kagami e Aomine, que não sendo transferida para o manga de forma perfeita ficou muito boa. Apesar do autor já me ter dados motivos mais que suficientes para confiar nele sobre assuntos mais complicados, fico sempre em receio que seja desta que ele estraga tudo, mas felizmente ainda não foi desta, o Kagami realmente ganhou algumas vezes ao Aomine, mais do que deveria, apesar disso o Aomine nunca deixou de parecer superior e momentos como o passe do Kagami para o Kyoshi, quando o Aomine marca por detrás da tabela e o pós jogo são bons exemplos disso. Resumindo Aomine perdeu, mas não ficou 100%, na verdade diria que nem 50%, descredibilizado, como acontece na maior parte dos mangas shounens fantasiosos que para credibilizar um parece terem de descredibilizar imediatamente o outro.

 

Uma coisa que estranhei bastante e que ainda não consegui compreender a lógica é a maneira como Seirin atacou o cesto no final do encontro e também a maneira como Touou o defendeu. Para começar, Seirin precisava de no mínimo 3 pontos a poucos segundos do fim para empatar, mas em vez de uma tentativa de 3 pontos foram à procura de marcar de 2. Ok, no final eles marcaram 2 pontos e ainda tiveram direito a lance livre, mas isso não é algo que se possa contar como adquirido ou sequer apostar e aí entra a defesa de Touou, que sabendo do marcador era simplesmente defender os lançamentos de fora e caso alguém quisesse atacar o cesto de dentro que o fizesse seriam 2 pontos, estariam ainda há frente e teriam a bola. A cena sem dúvida foi bizarra, mas não estraga o resto do jogo.

 

 

Até porque o final foi excelente, vitória nos últimos segundos como mandam as regras de uma grande partida de basquetebol, e nisso o autor acaba sendo beneficiado já que basquetebol e futebol americano são os únicos desportos, que me lembro neste momento, que isso é normal e longe de ser forçado, quase todos os jogos equilibrados nesses dois desportos são jogados até ao último segundo, literalmente, lembro-me da final do SuperBowl de 2012 se aquele último passe tivesse entrado seria uma reviravolta histórica no último segundo. Além disso as reacções finais dos jogadores, plateia e claro o momento em que o Aomine deixa cair a ficha e percebe que perdeu são excelentes. Na cena em que o Aomine comenta que irá voltar a treinar é mais um exemplo de como o personagem saí descredibilizado da situação, agora só não sei até que ponto uma revanche passará pela ideia do autor.

 

No capítulo seguinte, mais um momento de descontração envolvendo comida, longe de ser o melhor capitulo do género em Kuroko, mas novamente faz o seu trabalho bem feito. Ainda se teve tempo para ser apresentado à Alex, muito provavelmente para criar o background para o próximo jogo deles, contra o amigo do Kagami vindo dos Estados Unidos.

 

PS: Só reparei já na altura de organizar as páginas, de qualquer maneira o toque de punhos entre o Kuroko e o Aomine no final do jogo também faz lembrar Slam Dunk, só que neste caso com um significado totalmente diferente de um manga para o outro.

 

 

Naruto 630-631:

 

 

Ainda não consigo compreender porquê é que o Obito simplesmente não se joga dentro de um poço, viaja para o seu mundo imaginário, vive feliz para sempre com a Rin e deixa todo o mundo em paz? O resultado seria o mesmo e não perdia tempo lutando e elaborando planos que podem correr mal e acabar morto. Essa é uma das vantagens de no mundo real não existem sharigans e ninjútsus, no mundo real o Obito seria apenas mais um drogado que ninguém ligava, em Naruto ele é um dos principais vilões e quer destruir o mundo.

 

O Juubi já estava bizarro desde que apareceu pela primeira vez, mas o Kishimoto está conseguindo se superar a cada nova forma do Juubi. Está certo que os Bijus há muito que perderam a importância e a misticidade do início do manga, mas não era preciso o Kishimoto os transformar em pokémons, a flor é idêntica às pétalas de um vileplume e comparações com outros pokémons não ficariam por aí. Acho simplesmente ridículo quando um autor faz um personagem parecer que sabe tudo quando não faz o menor sentido ele realmente saber, como no caso do Naruto e a sua reação ao ver o pai aterrar à sua frente, não sei para vocês mas pelo menos para mim essas poses e frases de efeito não melhoraram em nada a cena, o mesmo se pode dizer da chegada do Sasuke, pela reacção do Naruto era dado como certo que o Sasuke estaria ali naquele momento. Uma reacção de surpresa cairia muito melhor tanto num como no outro caso.

 

 

Ao contrário por exemplo da página dupla onde os 4 hokages se reúnem, aí o Kishimoto decidiu fazer os personagens estranharem e se surpreenderem, tirando a reacção do Madara e a resposta do Hashirama que pareciam duas crianças a apontarem o dedo uma a outra. Minato transformado não se parece com o Naruto é igualzinho a ele. Logo no início do capítulo o Kishimoto também deixou uma ideia de que Naruto pode acabar ficando no final com a Sakura, principalmente pela comparação com a Kushina, pensava que a questão já estava arrumada, depois da situação HinataxNaruto há alguns capítulos atrás, mas parece que não, de qualquer maneira desde que isso não se torne o foco do manga tanto faz com quem ele ficar.

 

Há algumas semanas/meses atrás já tinha comentado que Sasuke Hokage era algo válido tendo em conta o que tinha sido apresentado na conversa entre ele e os Hokages, mas claro que para isso teriam de ter sido feitas muitas alterações na forma como o Kishimoto apresentou toda a fase Shippuuden. Porque tendo em conta tudo o que foi feito pelo Kishimoto não faz o menor sentido, na verdade o que faz ainda menor sentido é o Sasuke sequer sentir na obrigação de gritar que quer virar Hokage, ao estilo Naruto e Luffy, não combina com a personalidade dele, mesmo que a personalidade do Sasuke seja a coisa mais dúbia que o Kishimoto já fez no manga. Resumindo pior cena do capítulo e candidata a uma das piores cenas do manga, não pelo significado, mas por não fazer o menor sentido na maneira como foi feita.

 

Por fim, apesar de tudo o que comentei acima não dá para deixar um sorriso aparecer no rosto ao ver o time 7 novamente reunido, apesar de que a Sakura está ali a mais, ou melhor está longe de estar ao mesmo nível de Naruto e Sasuke, sendo esse mais um exemplo de algo que podia ter sido melhor planeado depois do time-skip, não que a quisesse ver com extremamente forte, mas pelo menos algo mais parecido com Orochimaru, Tsunade e Jiraya. De qualquer maneira bastante interessado nos próximos capítulos.

 

 

One Piece 709:

 

Odeio quando fica a ideia, verdadeira ou não, que um mangaka deixa a página mais importante, ou pelo menos a mais impactante, normalmente página dupla, para o fim e depois acaba ficando sem tempo e entregando a página parecendo um rascunho. Praticamente foi isso que aconteceu com a página dupla deste capítulo, o que deveria ser o momento do grande soco do Elizabello II ficou como uma página dupla por acabar, ou então nível Togashi de preguiça.

 

De resto, final do bloco B, com um festival de eliminações neste capítulo, por um lado é bom que o Oda tenha dado destaque a um personagem novo, neste caso o Blue Gilly, mas por outro ficou estranho ser logo ele, esperava mais do Ricky, mas tendo em conta as suas últimas palavras ainda deve de aparecer. O Bellamy acabou sendo derrotado facilmente, apesar de que ainda fiquei com a ideia que numa luta 1 contra 1 ele só perderia mesmo para o Bartolomeu, de qualquer maneira o Bellamy ainda serviu para um dos grandes momentos do capítulo com o Luffy a torcer por ele, dando a ideia que o mais provável é o Luffy e o Bartolomeu acabarem-se enfrentado mais há frente no torneio e que o Bellamy acabará sendo importante no arco.

 

 

Gostei de ver que afinal o incrível soco real do Elizabello II realmente faz efeito, mas claro que ele tinha de perder e nesse aspecto ser derrotado pelo Bartolomeu e a sua akuma no mi foi uma excelente escolha, momento que também deu origem a outro bom momento do capítulo com o Bartolomeu salvando os espectadores, enquanto se salvava a si próprio, já agora está certo que o organizador do torneio é o DoFlamingo, mas alguma proteção para os espectadores não era pedir muito. Bartolomeu venceu e fiquei curioso sobre quem é essa pessoa para quem ele irá dar a akuma no mi caso vença, Yonku ou o Oda surpreende? Seria um enorme plot twist ele ser alguém importante no grupo do Dragon.

 

Por fim, espero sinceramente que o boneco esteja a enganar o Franky, seja a mando de quem for, é muita coincidência o Franky dar logo de caras com alguém que também quer derrotar o Flamingo e Dessrosa. A principio o Oda agora irá dar uma pausa do torneio para dar uma vista de olhos pelo que o resto dos mugiwaras estão a fazer, seguindo essa ideia de bloco a bloco indo dando pausas no torneio, o que acho ser uma boa ideia. Pena é que One Piece estará duas semanas ausente, mas resta esperar e desejar as melhoras ao Oda.

 

 

Vagabond 305-307:

 

Já o tinha dito na altura que começaram a sair capítulos do manga depois do longo hiatu do Inoue, mas volto a repetir, Vagabond é um manga muito melhor lido capítulo a capítulo sem qualquer pressa do que no formato maratona, que querendo ou não sempre parece que se quer chegar ao fim para ter o manga em dia e acaba-se perdendo essa parte mais filosófica de Vagabond e também não apreciando tão bem a arte.

 

Antes do regresso de Vagabond do hiatu a grande ideia que tinha de Vagabond é que era um manga que valia em 90% pela sua arte, o que por si só já chegaria para ser considerado um dos melhores mangas de sempre, mas agora nesses capítulos mais parados e dedicados principalmente há introspeção do próprio Musashi antes da batalha final dá para ver que Vagabond está longe de ser apenas a sua arte, mesmo que esse sempre seja o seu maior trunfo.

 

Também por isso mesmo com o manga vindo de um enorme hiatu e no regresso continuar sem adiantar a história, não me importo realmente dessa fase de introspeção, até porque convenhamos não é todos os dias que se vê um manga que consegue trabalhar tão bem o psicológico de um personagem, presenciando uma retrospectiva da vida pelo próprio Musashi. Além disso não esquecer a batalha do Musashi com a água e tudo o que isso significa, não só para ele, mas como também para a batalha que se segue contra o Kojiro, representado pela água.

 

Resumindo Inoue fazendo o que sabe fazer melhor.

 

 

Restantes Mangas:

 

Baby Steps 10:

Continuação da primeira partida do E-chan, que como seria de esperar é completamente dominada pelo adversário, mas claro o E-chan aprende depressa e no final do capítulo houve mais um desses momentos surpresa, de qualquer maneira acredito que o autor sabe o que está a fazer e igual ao primeiro “game” apenas será uma surpresa momentânea.

 

Fairy Tail 331-332:

Nada a comentar sobre o 331, o fanservice fala por si. Já no 332, é a vez do Laxus dar a sua opinião: “Natsu, você só pode estar de sacanagem comigo”.

 

Gin no Saji 64-65:

Bons capítulos, seguindo a história do Komaba, que deve ser o destaque do arco, ou pelo menos de boa parte dele. De resto teria feito mais sentido dar a página colorida do capítulo 65 ao 64, já que o arco de Inverno começou no 64. Sabia que Gin no Saji ia ganhar anime, mas fiquei surpreso por ser na Fuji Tv, obviamente não é nos horários de One Piece ou Sazae-san, mesmo assim deve acabar ganhando bastante pelo anime passar no canal mais visto do Japão, mesmo com o horário.

 

 

Green Blood 24:

Capítulo de transicção que marca o fim da estadia dos irmãos em Cinco Pontos e a partida em busca da vingança, ou seja a primeira parte do manga. O mangaka fez o que tinha a fazer, conseguindo fechar os principais assuntos por resolver na cidade e agora é ver o que o futuro reserva para o manga. E como sempre a arte não desilude, como essa imagem acima bem o mostra.

 

PS: Já li o 25 e 25, mas deixarei para a próxima semana.

 

One Punch-Man 30:

Acabaram não sendo 100 páginas, mas acho que se fossem iriam dar ao mesmo, pelo menos o Murata não colocou mais uma cena em sequência, que volto a dizer é um dos pontos fortes do manga, mas não pode ser usado sempre e de preferência quando for usado que seja para benefício do manga e não apenas porque sim. Seja como for 61 páginas e a sensação que fiquei foi que podiam ser apenas 20 que a diferença seria pouca, ou nenhuma, sendo ainda mais evidente quando se olha para o final do capítulo, tantas páginas, acho que seria de esperar uma conclusão da batalha entre o tritão e o Sonic. De qualquer maneira tirando esses aspectos, foi mais um capítulo razoável de One Punch-Man, mas espero sinceramente que a história ganhe um foco.

 

 

Shokugeki no Souma 22-23:

Uma das maiores qualidades do manga é a sua incrível estabilidade, como tudo tem capítulos melhores que outros, mas no geral Shokugeki no Souma tem tido uma média bem estável e melhor que isso, degrau a degrau ou capítulo a capítulo, fica a ideia que a qualidade vai aumentado, algo não muito habitual num manga shounen e muito menos sendo um echi, onde a tendência é exactamente o contrário.

 

Mas sobre os capítulos, começo de um novo Shokugeki, desta vez focado na melhor amiga do protagonista, infelizmente ainda tivemos muita choradeira por parte da personagem, mas esperando que a última página do capítulo 23 signifique uma mudança definitiva na personalidade dela e por consequência excelentes próximos capítulos.

 

Toriko 233-234:

O principal defeito destes capítulos nem está nos próprios capítulos em si, mas sim no final do 232 e no seu super exagerado cliffhanger, que como o 233 mostra e o 234 comprova está longe de ser coerente, o Shimabukuro tenta chocar o leitor e funciona no 232, pena que para isso acaba baixando o nível desses dois capítulos, já que Toriko e Starjun estão a lutar de igual para igual, diferente do que foi mostrado no final do 232.

 

Sobre o 233 foi bom, mas no lugar errado, acho que dava para guardar perfeitamente essa retrospectiva da parceria entre Toriko e Komatsu para um momento mais importante, fora que veio do nada e sem grande motivo para acontecer. De qualquer maneira bons capítulos e esperando que a luta valha a pena, no 234 pelo menos deu indicio que sim.

 

Em relação às “cenas gays”, o bromance já há muito que é uma caracterista do manga, o melhor exemplo disso é dar para contar as personagens femininas pelos dedos de uma mão. E a cena entre o Toriko e o seu alter-ego tendo em conta a maneira como a cena está a ser representada faz todo o sentido eles estarem nus.

 

 

Ranking:

1ºKuroko no Basket
2ºVagabond

.

3ºGin no Saji
4ºGreen Blood
One Piece
6ºBeelzebub
7ºToriko
8ºShokugeki no Souma
9ºBaby Steps

.

10ºNaruto
11ºOne Punch-Man
12ºBleach

...

13ºFairy Tail

 

 

Os espaços entre alguns mangas significam a minha própria distribuição dentro próprio ranking, ou seja, Kuroko e Vagabond como claramente os melhores da semana, seguidos por todo aquele grande grupo 2 que já bastante perto em termos de qualidade. Também pode mostrar em muitos casos a minha incerteza, por exemplo esse mesmo grupo 2 me deu bastante dor de cabeça, acabou ficando dessa maneira, mas as posições podiam estar bastante diferentes que ainda veria como algo válido.

 

Igual na semana passada Kuroko no Basket acaba beneficiando dos vários capítulos comentados no mesmo post, o manga não foi perfeito, mas tendo em conta o resto da concorrência e o final excelente de jogo não tenho qualquer dúvida em relação ao primeiro lugar. Também sem dúvidas em relação a Vagabond, que continua excelente nos seus capítulos de introspeção.

 

Nos últimos capítulos do arco de Outono não gostei muito da história de Gin no Saji, mas este início do arco de Inverno tem melhorado a história do Komaba, então dentre algumas dúvidas acabei colocando Gin no Saji em terceiro. Green Blood finaliza o sua primeira parte e finaliza bem. One Piece tem um bom capítulo, mas o momento actual mais lento pode não ser um bom indicio para os próximos capítulos, esperando que não.

 

Beelzebub estaria melhor caso tivesse apenas comentado sobre a parte do Himekawa, mas deixa uma boa promessa para as próximas semanas. Toriko podia estar melhor, mas tendo em conta o capítulo anterior a estes dois acaba ficando desconexo e cliché demais, seja como for deixando esse fantasma para trás deve voltar a ter bons capítulos nas próximas semanas. Shokugeki teve alguns altos e baixos, de qualquer maneira acredito se tudo correr bem na próxima semana estará num lugar bem alto. Baby Steps com um capítulo de transição se calhar acaba ficando mais baixos do que deveria, mas nada a fazer.

 

Agora outra coisa a comentar, relembrando que por tempo indefenido parei a leitura de alguns mangas que ocupavam normalmente os últimos lugares do meu ranking, logo, ainda para mais sem ter lido Nisekoi nesta semana, acaba sendo normal capítulos nem por isso tão maus quanto isso ficarem tão abaixo, pelo menos tão perto de Fairy Tail, isto para dizer Naruto, Bleach e One Punch-Man não tiveram capítulos horríveis, mas dentro os mangas que comento sem dúvida foram os piores.

 

Sobre Fairy Tail, só tenho a dizer que o manga está pior do que nunca, ainda para mais depois de alguns capítulos que davam a impressão que no mínimo o manga podia ser interessante.

publicado por Dark-Fenix às 16:26