Opinião Semanal #61 Parte 2

 

Depois de muito tempo afastado do blog, voltando e logo com o mais longo post que já fiz, o que seria de esperar tendo em conta o nº de capítulos que saíram nesse meio tempo, fora que deixei muita coisa para futuras edições, senão isto poderia facilmente ser um top35. Para a semana vou tentar mudar um pouco a maneira como o post sairá, algo que já estava a planear fazer antes mesmo da pausa, se correr bem pode ser que consiga adicionar mais obras ao post e mesmo assim me sair algo menos complicado de programar todas as semanas.

 

E é isso nos próximos dias, tentando colocar o blog em dia, principalmente respondendo aos comentários e colocando os posts das tocs.

 

Sobre o post em si, posso dizer que estou feliz com a maioria dos mangas, à excepção de Hungry Joker todos os mangas melhoraram consideravelmente desde a última vez que comentei sobre eles, em especial os grandes destaques da Jump, Toriko pode estar no seu melhor momento, One Piece terminou o arco e só por isso já melhorou consideravelmente a sua qualidade, Naruto ou deveria dizer Sasuke está melhor do que esteve em anos, Bleach melhorou, pior também era díficil e Beelzebub voltou às origens. Acabei deixando de fora alguns mangas, incluindo PSI e alguns one shots como Nisekyuu, nas próximas semanas irei adicionar conforme der mais geito.

 

Post dividido em duas partes porque ficou grande demais para ser lançado em apenas uma, a outra parte está logo abaixo dessa e contém os melhores mangas das últimas semanas, de destacar que dividi Naruto, Bleach e Beelzebub em duas partes, a boa e a má, já que as diferenças são gigantes entre a fase boa e a fase má. Faltam as imagens de Beelzebub e Hungry Joker, culpem a scans project que não tem como fazer download desses dois mangas, ou pelo menos não sei onde faze-lo, e neste momento, depois de praticamente o dia todo a criar o post, não estou com paciência para andar a procura de algumas imagens no leitor online.

 

É possivel que tenha alguns erros ao longo do texto, principalmente nos ps's, é porque adicionei há última da hora alguns depois de ver algumas imagens dos capítulos.

 

 

27ºBeelzebub 184-186:

 

 

Mais uma vez o autor se perdeu numa boa proposta, além de um final fraco, várias escolhas bem duvidosas, principalmente a pergunta que não quer calar, “Para quê colocar o time Furuichi a perder tão cedo se o autor não teve coragem de colocar na final o time que ganhou do Furuichi e que era o verdadeiro protagonista do arco, o time Kanzaki?” Final entre time Oga vs time Aoi era a decisão menos arriscada e sem dúvida a menos interessante.

 

Praticamente este torneio pareceu um pouco de booking ao baixo nível da WWE, onde fazem histórias boas, que inclinam claramente a favor de wrestlers mais fracos que podem acabar saindo por cima, mas no final serão sempre os super-heróis da empresa na final, é só olhar para o Royal Rumble deste ano. Seja como for o foco de Beelzebub já saiu desse arco fracassado, mais um, e está actualmente numa das suas melhores fases, que já comento aí para a frente, bem para a frente.

 

 

26ºHungry Joker 4-:

 

 

Devem ter reparado aí que não coloquei o nº do último capítulo que li, apenas do 4 em diante, isto porque não sei em que capítulo ao certo fiquei, provavelmente no 8, mas não me lembro e sinceramente não estou minimamente interessado em saber, porque a desilusão foi grande demais. A pergunta que fica é: Hungry Joker é a pior coisa do mundo? E a resposta é: NÃO.

 

Mas, e este mas tem muita força, falha em dois aspectos gigantescos, primeiro a proposta da obra comparada com o real desenvolvimento e a segunda a incrível capacidade do manga se tornar algo sem interesse, lembram-se de ter dito sobre Sensei no Bulge que o manga estava desinteressante e que só lia mesmo para saber o fim, é Hungry Joker conseguiu ainda estar pior e aí entra o primeiro aspecto, a diferença entre a proposta e o primeiro capítulo para o resto do manga é gigantesca, parecem duas coisas totalmente diferentes.

 

Ou melhor duas interpretações completamente diferentes, já que tudo o que funcionou no primeiro capítulo falhou depois e a única, ou pelo menos a principal, falha do primeiro capítulo, acabou-se tornando o “menos mal” do manga, estou a falar da personagem feminina. O que é engraçado nisso também é que a falha do manga, no que diz respeito à qualidade, nada tem a ver com as alterações do one shot para a versão serializada, já que, lá está tirando a personagem feminina, todas as alterações foram para melhor, o que falhou então? A capacidade, ou falta dela, do autor fazer uma história sem os clichés padrão, sim porque o autor não se contentava em ser apenas cliché ele tinha de ir escolher os clichés mais clichés, e a ideia de que vem algo extremamente inteligente e acaba-se vendo um manga mais infantil que 7 em 10 mangas que já passaram pela Jump, só não é maior porque deve-se contar com vários mangas cancelados, e não só, que nunca deveriam ter existido.

 

O pior é o que já tinha dito antes o manga tinha tudo para funcionar, a Jump até lhe facilitou a vida, estreando ao lado de dois mangas fadados ao cancelamento, um gag e um echi, cancelamentos com mais probabilidade de cancelamento sem conhecer a história não há, no final provavelmente acabarão os 3 cancelados e quem acabará ganhando é Medaka Box, de qualquer maneira no que diz respeito a roteiro, já é certo que Shokugeki no Souma é muito melhor que Hungry Joker e que Kiruko-san quase consegue ser menos infantil que Hungry Joker.

 

Para terminar, de longe o melhor capítulo do 4 em diante é o capítulo 4, provável único capítulo do manga onde o autor se deu, pelo menos, ao trabalho construir um dos seus personagens. E aí entra a última coisa que quero dizer, para aquelas discussões de lento vs rápido que tenho lido por aí, o manga parece que carregou no acelerador, mas ao mesmo tempo não saiu do sítio, já que o autor nem se deu ao trabalho de criar um bom background, ou seja no que diz respeito a velocidade de roteiro o manga está a velocidade máxima, mas no que diz respeito à construção de personagens e do background o manga está mais lento que um caracol.

 

PS: Esperando na próxima semana ter o manga em dia.

 

 

25ºFairy Tail 311-318:

 

Tendo em conta que passado tanto tempo ainda se está no torneio, me pergunto o que passou pela cabeça do Mashima quando decidiu adiantar sobre a possível viagem no tempo e todas as outras coisas secundárias que ele comentou ao longo do torneio, é que dessa maneira nem desenvolve uma coisa nem outra, fora que enrola com o torneio e enrola com a chegada dessa viagem no tempo, provavelmente a única coisa que estou interessado neste momento no manga, não que espere grande coisa, mas mal por mal, pelo menos sendo ruim num passado com dragões e viagens no tempo.

 

Torneio esse que devia estar no seu climax, mas está mais desinteressante que nunca, a não ser que sejam os otakus babões que adoram as lutas entre personagens femininas bem dotados, porque se sim está bem interessante. Porque as lutas entre personagens femininas baseiam-se basicamente nisso e as lutas restantes estão cheias de clichés típico de Fairy Tail, se no final desse “todos contra todos” não sobreviverem todos os 5 da Fairy Tail, ficaria surpreso.

 

Sobre a Lucy do Futuro, não sei se foi só uma ideia que fiquei quando li o início de Fairy Tail, há já uns anos atrás, mas tenho a impressão que essa Lucy do futuro já tinha sido mencionada antes ou pelo menos essa possibilidade tinha sido deixada no ar, numa altura que a personagem não servia apenas para o fanservice e tinha ficado a ideia de uma grande trama, envolvendo obviamente o 7-7-777, ou seja a história actual, até porque na altura, ela era tecnicamente a protagonista, algo que nunca acabou se confirmando. Seja de que maneira for, se tratando de Fairy Tail isso pouco importa, já que o autor nunca esteve muito virado para criar uma boa história.

 

 

Sobre a luta da Erza e da Minerva, o Mashima acaba por juntar a Minerva a toda a história da Erza, que no início do manga até tinha propósito, mas depois de tanto erro por parte do Mashima, drama é algo que não combina com Fairy Tail, mas para o Mashima pouco importa, já que o manga faz um bom tempo que não tem pés nem cabeça e é com esse argumento que digo mal por mal, pelo menos algo interessante, ou seja a viagem no tempo.

 

A página com os dragões ficou excelente, mas como o Shinuki disse no seu Opinião Semanal, 10 mil dragões é muito, poucos chegavam, fora que 10 mil é muita coisa para uma raça em extinção/desaparecida.

 

 

24ºTakamagahara 14-17 Fim:

 

A capa do capítulo 14 foi um daqueles raros momentos de Takamagahara, em que o manga mostrou que até podia ter funcionado, pena esses momentos serem raros. De qualquer maneira agora serão ainda mais raros, já que o manga está concluído de vez e infelizmente em momento algum desses 4 capítulos deu a entender que o cancelamento foi injusto ou que, no mínimo, não o tinha feito por merecer.

 

Mas é o que já digo desde que o one shot foi publicado na Shonen Jump para a Golden Future Cup, cara da Shonen Champion ou algo do género, uma revista mais ligada a mangas de luta corpo a corpo e sem muita fantasia, e por fantasia entenda-se Universos próprios como os de Naruto, One Piece, Toriko ou Hunter x Hunter. Para além disso, Takamagahara nada mais é que um manga razoável, já sendo bem generoso, e isto claro no segundo volume, porque o primeiro é totalmente dispensável.

 

PS: A última página do manga, mostra bem o quanto Takamagahara parece ser dois mangas totalmente diferente, do lado esquerdo os personagens do primeiro volume e do lado esquerdo os do segundo volume.

 

 

23ºBleach 519-523:

 

É comentando sobre os principais títulos da Jump que percebo o quanto estou atrasado com os comentários, nem acredito que ainda não tinha comentado sobre o capítulo onde aparece o rei, se é que dá para chamar aquilo de aparição, pior que isso 8 capítulos depois e nada de rei. É assim que se deve contar uma história, dizer aos 7 céus que se vai para o Palácio Real, que por arrasto quer dizer conhecer o Rei num curto espaço de tempo, enrolar o mais possível, de preferência com comédia fraca, com acontecimentos em cima do joelho e criando hype no Rei com um extraordinária página dupla, sem concretizar as expectativas e para finalizar mudar o tema do manga nos próximos capítulos. Selo de qualidade Tite Kubo.

 

De resto sobre esses capítulos aí tudo continua na mesma, desde a última vez que comentei, o Kubo acha que é comediante e que a melhor maneira de apresentar a Soul Sociaty é como uma companhia de circo, mas deixando isso de lado, não consigo entender qual o sentido dessa enrolação toda, qual o sentido em o Kubo dizer vocês vão conhecer finalmente o Rei e adiar isso, actualmente já vai em uns 3 meses e meio e não ficaria surpreso se chegasse a 6 meses entre o anuncio de que o grupo vai para o Palácio Real se encontrar com o Rei e o encontro em si.

 

 

Além disso, não basta ser enrolação, como para mais muitos desses capítulos parecerem totalmente fillers, em destaque o encontro do Ichigo com a personagem da Guarda Real gorda, ou não, já que o Kubo decidiu reorganizar as ideias e coloca-la magra e bonita como o resto das suas personagens, fugindo da única coisa que tinha funcionado na Guarda Real, o afastamento do padrão do Kubo. Para concluir o que eu tocava sempre antes de ter ido de férias do blog, mas em vez de escrever mais um parágrafo sobre o assunto apenas deixo a pergunta: “Alguém consegue acreditar, olhando os últimos capítulos, que o manga está em cenário de guerra?”

 

PS: One Piece tem festas no final do arco/saga, já Bleach não deixou de comemorar o Carnaval no meio da suposta guerra.

 

 

22ºKiruko-san 3-7:

 

 

Curioso que se tivesse voltado duas semanas antes a minha opinião sobre Kiruko-san teria sido, senão totalmente diferente, pelo menos consideravelmente diferente, mas colocando os capítulos 5, 6 e 7 na soma, acabou mostrando melhor o que é Kiruko-san ou pelo menos o que deverá ser daqui para a frente.

 

Ainda não dá para atribuir um género a Kiruko-san, mas já dá para saber que o manga não se vai dar bem pelo caminho que começou com a chegada dos novos personagens, algo que ficou claro na disputa 1ºvs2º capítulo foi que Kiruko-san funciona melhor quando dá destaque mais há sua vertente gag, e viu-se pelo 3º capítulo, também mais virado para aí e que funcionou de certa maneira, já a partir do 4 tentou ser algo mais, muito provavelmente por ideia do editor que viu que a história não estava a ir pelo caminho certo e foi por um caminho pior ainda.

 

Porque a Kiruko funciona razoavelmente bem por ser algo mais caricato numa aldeia pacata do interior, com a chegada dos seus colegas, o que podia ser algo bom se tornou em excesso, porque agora não é só ela que destoa-a daquele clima calmo, mas sim metade dos personagens do manga. Além disso para uma nova personagem que deveria ser séria e “adulta”, mostrou ser bem infantil e com isso levar a Kiruko e todos os outros personagens no mesmo barco e tornar Kiruko-san bem infantil.

 

Resumindo esperando o cancelamento, que pelo andar da carruagem ainda vai conseguir ser mais rápido que Hungry Joker e se Cross Manage continuar mal nas tocs como tem estado, infelizmente pode ser que Hungry Joker dure mais que 20 capítulos, bem que podiam ir os 3, mas se forem apenas dois cancelados que sobreviva Cross Manage.

 

 

21ºNew Prince of Tennis 78-85:

 

Regresso de New Prince of Tennis, gostava de voltar comentando sobre excelentes capítulos, mas infelizmente o que esperava, tendo em conta os capítulos anteriores, foi cumprido e o autor voltou-se a superar no que diz respeito ao exagero de jogadas, técnicas, resultados do jogo e principalmente nos jogos em duplas.

 

Já o disse anteriormente sobre New Prince of Tennis, e mais recentemente por Kuroko no Basket, mesmo mangas de desporto fantasiosos podem funcionar, desde que saibam o seu limite, Prince of Tennis por mais que tenha esticado bastante esse limite ao longo dos anos, sempre fez uma subida relativamente estável, mas agora nesta nova versão, não sei se por ser mensal, mas a cada capítulo que leio parece que o autor aumenta o nível de poder.

 

 

Isso se calhar também se deve ao facto de que já não lia um capítulo de New Prince of Tennis há algum tempo, então meio estranho voltar a entrar no esquema de jogos de duplas jogados por uma única pessoa, mas mesmo com Prince of Tennis sempre tendo sido assim e que o Atobe é um dos reis no que diz respeito ao exagero, é bem forçado o final do jogo de duplas e principalmente usar o Synchro sozinho.

 

Por fim isso abre a discussão que tinha comentado da última vez, será que o autor está mesmo a pensar em colocar todos os desafiantes a ganhar, é porque se sim isso não faz o menor sentido, até porque acabaria tirando óptimos personagens da seleção num futuro mundial, que de certeza vai acontecer, por outro lado se alguns perderem terá de haver uma reformulação nas equipas, porque ficariam de fora muito bons jogadores em vez de outros que nunca tiveram e nunca terão destaque que entraram há custa dos 11º-20º lugares. De qualquer maneira o Duke ganhou então esperando que outros sigam o exemplo, apesar do que disse se reflita mais nos jogos principais.

 

PS: Terminando de revisar os capítulos seguintes só tenho uma coisa a dizer, 1x2 exagero? Nada disso o autor consegue fazer ainda melhor, nos próximos capítulos irão descobrir.

 

 

20ºNisekoi 50-57:

 

Posição de Nisekoi meio que inflacionada para baixo, já que o capítulo 50 de todo merecia uma posição melhor. Mas entendam o 50 inserido no último comentário que fiz de Nisekoi, dando essa posição apenas aos outros 7. Nisekoi teve um capítulo 49 excelente, provavelmente o seu melhor capítulo, o 50 foi a ressaca desse arco e funcionou bem, principalmente porque voltou a equilibrar a balança entre a Chitoge e a Onodera, que tinha ficado bem desequilibrada depois da Onodera ter torcido o pé.

 

O 51 individualmente falando foi bom, o problema são as suas consequências, ou melhor a falta delas, depois de 50 capítulos sem muito destaque para o tema principal, seria esperado, e a altura certa, para voltar a tocar no tema e caminhar o manga para algo mais do que apenas a zona de conforto que Nisekoi aos poucos vai construindo. O autor realmente tocou no assunto, mas foi um tocar de assunto no mínimo ridículo, já que serviu mais para calar os críticos e dizer que não se esqueceu do que para qualquer outra coisa, isso vê-se bem nos capítulos seguintes, totalmente fillers.

 

Sobre os outros 6 capítulos, estava a ler a primeira página do capítulo 52 e a pensar pode ser que saía algo de interessante, cena bem simples e nada forçada e quando mudo para a página 2 vejo dois mafiosos, sem nada de suspeitos com uma mala numa escola, e essa mudança rápida serviu bem para mostrar o que estava para vir, não só no 52, mas como no 53, 54, 55, 56 e 57, enrolação apenas porque sim.

 

 

No 54 e 55 pelo menos teve-se algo diferente, ou não dependendo da perspectiva, já que o que tem sido mais normal em Nisekoi é aparecerem novas personagens femininas no manga do nada e claro estarem interessadas no Raku, que acaba sendo envolvido na questão. Pelo menos a participação da Paula, estranho ver um nome normal num manga que só tem nomes japoneses, ficou só por esses dois capítulos e não foi adicionada ao harém do Raku.

 

No 56 e no 57, focados na Marika e na Kirisaki, por um lado é bom o autor ir dando destaque individualmente às personagens, mas por outro, Nisekoi está na altura de algo novo, comédias românticas ou no caso de mangas echis, funcionam bem com episódios soltos, mas de tempos em tempos precisa de algo para o leitor não pensar que é só isso e nisso é a grande diferença entre um manga e uma série, pelo menos nas séries já se sabe que no início e no final da temporada há destaque para o tema principal, já num manga, havendo capítulos todas as semanas isso não se torna obrigatório, infelizmente.

 

Para concluir deixar claro que tudo o que disse acima se torna mais evidente porque ao contrário da maioria dos echis ou mangas de romance, Nisekoi tem um plot principal, então já que o tem, tem de desenvolve-lo, porque senão isso em vez de se tornar uma vantagem comparado com o resto torna-se uma desvantagem, como o está sendo actualmente. Numa comparação, o que disse acima foi por exemplo o que levou muita gente a criticar How I Met Your Mother durante as temporadas do meio da série, já que a mãe estava quase esquecida.

 

 

19ºHajime no Ippo Volume 99:

 

Não me vou alongar muito, já que tenho de comentar sobre vários mangas e também não há nada de especial a dizer. Resumindo, o autor está a exagerar demasiado no Itagaki e espero que se aperceba disso a tempo, porque senão vai acabar estragando um bom personagem, de qualquer maneira quanto mais depressa este combate terminar melhor e só tenho pena que parte do tão aguardado volume 100 dei destaque ao Itagaki.

 

PS: Só por causa do dessinteresse da luta, a imagem escolhida para o post nada tem a ver com os capítulos, mesmo sendo capa de um deles.

 

 

18ºNanatsu no Taizai 3-7:

 

A magazine nunca teve grande fama pelos seus mangas shounen de batalha, não só pela baixa quantidade de sucessos do género que de lá saem, como pela baixa qualidade desses poucos sucessos, o melhor exemplo é sem qualquer dúvida Fairy Tail. E tudo até ao momento aponta para que o Nanatsu não seja uma excepção.

 

Dito isto mantenho o que disse quando comentei sobre os primeiros capítulos, é um manga que funciona na Magazine e que provavelmente terá futuro, não tem a melhor ideia do mundo e nos poucos capítulos que teve já deixou de lado vários plots interessantes em detrimento de outros dispensáveis, resumindo um manga para passar o tempo e sem qualquer prepósito de se tornar algo de destaque a nível de qualidade. Terminando esta fase de introdução resumindo, é um bom manga para passar o tempo, mais que isso já é exagero.

 

 

Sobre os capítulos em si, sem dúvida a melhor parte foi no capítulo 3 essa história da lança, de resto surpreendi-me por alguns aspectos, mas no geral o autor parece que podia fazer muito melhor em praticamente tudo o que se propôs fazer. Está a apresentar os Sete Pecados rápido demais, em 7 capítulos já há dois no grupo principal, estão indo atrás do terceiro e já tem planos para ir atrás do quarto, fora que com o cartaz do primeiro capítulo já se sabe o design, mais ou menos, dos 7. Esse é um dos poucos trunfos do manga e o autor devia ter o guardado melhor, mas agora pouco há a fazer.

 

Outra coisa, a personagem dos Sete Pecados ser gigante acaba funcionando inicialmente, mas tenho as minhas dúvidas se ela ser gigante vai beneficiar, ou melhor, não vai prejudicar no futuro. O mesmo se pode dizer do protagonista, que tinha muito mais a ganhar sendo adulto que criança, mas ai não há nada a fazer, estamos a falar de um manga shonen actual, se não fosse criança é que seria uma surpresa. Já o terceiro do grupo, pelo pouco que apareceu pode vir a ser um bom personagem, mesmo que a sua entrada mostre bem o quão cliché é Nanatsu no Taizai, que fique claro gostei do personagem e da maneira que foi introduzido, mas é 100% cliché.

 

 

17ºCross Manage 1-4:

 

Ainda bem que alguém pegou neste manga para traduzir, tinha bastante curiosidade em ler porque pela raw me pareceu bem mais fraco que o one shot. E é por aí que vou começar, o autor fez algumas alterações entre as duas versões, algumas para melhor outras para pior, a que salta mais há vista é sem dúvida a troca do personagem masculino, que sem dúvida é a minha principal crítica ao primeiro capítulo.

 

O que é irónico nessa situação é se pensar-se em Hungry Joker, que no primeiro capítulo o seu principal defeito era a personagem feminina, apesar de serem dois mangas diferentes e personagens de sexos opostos é a mesma situação, um dos piores problemas dos shounens actuais e que as revistas e os autores teimam em continuar usando, os personagens bobões, em Hungry Joker isso podia passar ao lado se não fosse pelo one shot, mas em Cross Manage isso torna evidente porque mesmo sendo um manga de desporto, ainda tem a sua cota parte de romance e manga echi sem protagonista bobo não é manga echi e normalmente isso leva 9 em 10 echis a se tornarem maus mangas.

 

Uma história com personagens sem personalidade raramente funciona, apesar que dentro dos possíveis até que o autor trabalhou o protagonista bem no primeiro capítulo, dando-lhe algum brackground, mesmo que tenha tocado pouco no assunto, o que seria esperado. Isso leva-me ao principal ponto positivo da obra, o desenvolvimento, o one shot marcou-se por uma boa ideia e personagens relativamente interessantes, já esta versão acaba ganhando pontos no desenvolvimento de como leva o protagonista a se tornar treinador do clube de lacrosse.

 

 

Que só se estraga momentaneamente por aquela cena final em que ele lhe toca no peito e ela, numa cena digna de uma personagem de hentai, lhe chantageia. Outro problema do manga é que perdeu aquela aura de realista que tinha no one shot, onde só a protagonista era estranha, agora tem o típico personagem bobo de manga echi, apesar de que alto para ficar ainda mais estranho e um grupo feminino bem fantasioso. Fora que acho que as cenas echi prejudicam mais do que ajudam o manga, ou pelo menos não melhora em nada nem a qualidade nem a popularidade, já que a maioria das personagens estão longe do padrão de beleza da sociedade.

 

Concluindo, numa altura em que Kurogane foi cancelado, Cross Manage vai ocupar a sua vaga e não apenas por ser de desporto, mas sim por ser na mesma base de Kurogane, razoável, que se ir sobrevivendo vou continuar lendo, mas se for cancelado não vou sentir pena alguma. Já me alonguei demais então, de forma rápida, sobre os outros capítulos, foram razoáveis, não estragaram a imagem que tinha ficado do manga e mesmo não sendo algo que vejo com grande futuro, pode funcionar como manga razoável da Jump para ir lendo sem se prender.

 

 

16ºNaruto 612-617:

 

Muito tempo para comentar, então meio difícil escolher um para começar, de qualquer maneira vou começar com o tema mortes, até porque esse é provavelmente o tema central desses capítulos. Uma das maiores criticas, talvez mesmo a maior, a esta saga por parte dos leitores de Naruto é o facto de uma guerra precisa de mortes e até ao momento só tinham morrido zetsus, personagens randoms, se é que morreu algum, e personagens que já estavam mortos, ou seja os zombies, o que não faz qualquer sentido, já que torna praticamente tudo o que aconteceu até agora em algo dispensável, mais do que já foi.

 

Então agora os personagens começaram a morrer, então a reacção de fanático de Naruto seria dizer, então críticos já estão satisfeitos? E eu digo com muita pena que não, única e exclusivamente por algo que acredito que já tinha comentado antes, o que interessa não são as mortes, mas sim a importância delas, coisa que neste momento do manga é quase dispensável, a guerra em si já terminou, agora o que está acontecendo não é uma guerra, mas sim uma luta entre todo o mundo contra dois personagens e o seu bicho de estimação, então não faz sentido ninguém importante ter morrido quando estavam de igual para igual e agora que a balança, ou pelo menos os números, está claramente virada para a aliança os personagens começarem a morrer.

 

 

Apesar da cena bonita com todas as vilas unidas contra um inimigo em comum e principalmente a combinação entre o time do Shikamaru, a verdade é que esta batalha faria muito mais sentido se os líderes das alianças mandassem recuar os randoms, e até alguns não randoms, incluindo aí mesmo o Shikamaru e companhia, pelo simples facto de que em teoria, e só não é na prática num manga, as perdas seriam maiores que os lucros, até porque os mais fortes estariam preocupados com os mais fracos.

 

Resumindo a hora de matar personagens seria nas batalhas 1 contra 1, ou todos contra todos, que deveriam ter sido melhor abordadas pelo Kishimoto anteriormente na guerra, neste momento seria a altura dos personagens mais fortes atacarem, unidos contra um inimigo em comum, derrota-lo e no final comemorar. O Kishimoto está a trocar tudo, numa salada russa bem estranha. De qualquer maneira sobre as mortes em si, o pai do Shikamaru e companheiros tiveram uma morte mais ou menos, mas também é normal tendo em conta que nunca teve muito destaque, e nem era preciso ter.

 

 

Sobre o Neji, aí já tenho as minhas críticas e ao mesmo tempo elogios, a escolha do Neji para morrer neste momento é perfeita, até mesmo contrariando de certa forma o que disse acima, porquê que digo que a escolha do Neji é perfeita? Simples, Neji e Naruto não tem uma ligação directa muito forte, mas por outro lado o Neji significa muito para Naruto, é só lembrar que embate que eles tiveram no torneio chunnin, onde pela primeira vez Naruto mostrou ao mundo do que era capaz, Naruto nessa vitória não apenas derrotou um outro personagem forte, mas sim derrotou o génio, nessa altura por puro trabalho duro, numa das melhores construções que já li num manga e desde aí, que foi selada a grande ligação entre o Neji e o Naruto.

 

Então onde está a crítica, simples os outros 400 capítulos seguintes onde o Kishimoto esqueceu-se de trabalhar essa relação em prol de centrar o manga em Naruto e Sasuke, por isso essa morte teve um impacto tão fraco comparado com o que podia ter sido, ou melhor o que deveria ter sido. De qualquer maneira sem dúvida alguma se era para um personagem morrer ali e aumentar a moral do Naruto tinha de ser necessariamente no Neji e mesmo com as críticas feitas espero sinceramente que depois dessa pausa para mostrar o que o Sasuke está a fazer, mais que necessária neste momento, o manga volte com tudo e possa terminar essa batalha direito.

 

PS: Uma imagem mais impactante para a morte dos personagens também ficaria bem, a do Neji podia, e tinha, de ser melhor.

 

 

15ºHaikyuu 25-26:

 

Dois bons capítulos de Haikyuu, mas sem nada demais, que na verdade é exactamente o que se pede nessa fase entre jogos. Uma das piores coisas que um autor têm-se de preocupar é com os clichés, a maioria não consegue fugir deles e falham miseravelmente, outros abraçam os clichés e conseguem criar um bom manga como Kuroko no Basket, há claro os que sabem o que estão a fazer e clichés é coisa rara nas suas obras e há o quarto…

 

As histórias com as suas próprias características, que mesmo tendo várias situações clichés, fazem isso há sua maneira, com as determinadas características do manga, por exemplo esse novo personagem da equipa dos gatos, cliché até à ponta dos cabelos, mas funciona dentro do Universo de Haikyuu, por causa das características da obra.

 

De qualquer maneira o que disse acima resume basicamente esses dois capítulos que se focaram em apresentar a equipa adversária e em especial esse personagem, agora resta esperar pelo confronto entre corvos e gatos.

 

 

Ranking:

15ºHaikyuu
16ºNaruto Parte 1
17ºCross Manage
18ºNanatasu no Taizai
19ºHajime no Ippo
20ºNisekoi
21ºNew Prince of Tennis
22ºKiruko-san
23ºBleach Parte 1
24ºTakamagahara
25ºFairy Tail
26ºHungry Joker
27ºBeelzebub Parte 1

 

Nota: Continua no post abaixo.

publicado por Dark-Fenix às 01:33